SOBRE A RETIRADA DOS SÍMBOLOS RELIGIOSOS DAS REPARTIÇÕES PÚBLICAS


Mediante uma decisão barbária dos nossos representantes, enviei-lhes esta carta, transcrita abaixo.

Ex.mos Srs.

Na minha humilde posição de filho da Igreja, e vocacionado à vida Sacerdotal, não posso deixar de mostrar, não apenas a minha, mas a indignação de todos os irmãos católicos e também não católicos, sobre a retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas.

Convém-me afirmar que o nosso País é um Estado laico; o que não quer dizer que seja ateu.
Infelizmente alguns entre vós tendes semeado o joio da discórdia, tendendo, assim, a criar conflitos religiosos e até mesmo não religiosos.

Mas me pergunto: por que retirar os símbolos religiosos dos locais públicos? Seriam eles um desrespeito aos irmãos de outras religiões? Obviamente não!

Um crucifixo, uma imagem ou outro objeto religioso são sinais do amor, do respeito, da humildade, da integridade, da honestidade e, sobretudo, da justiça pela qual nosso Senhor viveu e morreu.

Estas qualidades muitas vezes, e infelizmente, não encontramos em muitos dos nossos políticos, que deveriam estar defendendo o direito do povo, quando, na verdade, estão brigando por interesses pessoais, por satisfazer suas necessidades materiais, sem pensar no espírito.

Quando Cabral chegou ao Brasil os Padres jesuítas vieram junto com ele para que pudessem evangelizar os irmãos desta terra. Ora, o catolicismo consolidou o Brasil na convicção de sua fé. Querendo ou não sempre será o Brasil um Estado católico, isso não depende dos nossos representantes, mas de todo o povo brasileiro, que se encontra diante de um cenário político drástico.

A retirada dos símbolos religiosos é uma forma de se começar a banir a fé cristã, depois tirar-se-á o nome de cidades que são nome de Santos, mudar-se-á nomes de ruas, e etc.
Os nossos representantes também precisam da inspiração divina. Um símbolo religioso é bom em um local de comércio, para que se saibam que a justiça deve sempre ser praticada.
Portanto é necessário rechaçarmo-nos a este projeto, para que ele seja derrubado definitivamente. Como se já não bastasse as pesquisas com células-tronco embrionárias, o Brasil precisa agora de uma atitude de seus representantes para que saibam que podem ter confiança neles.

Não deixe que o Cristo seja excluído da sociedade!

Cordialmente,

Ian Farias de Carvalho

Dário Meira, BA, 19/08/09