PAPA NÃO SABIA DE POSIÇÕES NEGACIONISTAS DE WILLIAMSON, DIZ VATICANO


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CIDADE DO VATICANO, 23 SET (ANSA) – O papa Bento XVI não tinha conhecimento da posição negacionista do bispo inglês Richard Williamson quanto ao Holocausto, segundo informou hoje o Vaticano.

“É absolutamente sem fundamento afirmar ou só insinuar que o Papa foi antecipadamente informado sobre as posições de Williamson”, disse o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

O porta-voz fez a declaração rebatendo o que o bispo de Estocolmo, monsenhor Anders Arborelius, anunciou hoje, por meio de um comunicado publicado no site de sua diocese.

De acordo com Arboreliu, ele próprio advertiu a Santa Sé de que o inglês negava a existência do Holocausto[mais que mentira! Deve ser ligado a algum setor liberal, que não aceita as decisões do Santo Padre]em um programa de televisão sueco que foi ao ar no dia 21 de janeiro de 2009, três dias antes do Pontífice revogar a excomunhão de quatro bispos da Fraternidade São Pio X, incluindo Williamson.

A decisão de Bento XVI foi repudiada, principalmente, por comunidades judaicas e outros setores religiosos [que se precipitaram, claro].
Para confirmar que o Pontífice não tinha conhecimento do assunto, Lombardi relembrou notas que foram enviadas pelo Papa a dioceses do mundo inteiro para explicar a situação.

“A carta aos bispos de 10 de março colocou um ponto em todas as questões e não há motivo para reabri-las. O Papa explicou o motivo da remissão da excomunhão como gesto para favorecer a unidade da Igreja e, ao mesmo tempo, mostrar o não fundamento das acusações a ele dirigidas sem respeito”, pontuou o porta-voz, defendendo que “reabrir o caso Williamson não vai servir senão para criação confusão sem motivo”.

No documento, Bento XVI comentou os “erros de comunicação” e as “avalanches e protestos” que ocorreram durante o desenvolver dos fatos.

A maior parte do texto do Pontífice foi dedicada para enfatizar à “necessidade” da retirada da excomunhão dos bispos, ressaltando que a decisão foi tomada visando a “união dos fiéis” [o curioso é que as pessoas que mais falam em “ecumenismo”, são as que mais “atacaram” o Santo Padre por sua sábia decisão].

“Se o empenho para a fé, para a esperança e para o amor no mundo constituem neste momento a prioridade da Igreja, então as reconciliações pequenas e médias também fazer parte (das prioridades, ndr.). Se um gesto causou tanto barulho, transformando-se no contrário de uma reconciliação, devemos tomar nota dele”, escreveu o Papa.

Williamson e os outros três bispos da Fraternidade São Pio X foram ordenados em 1988 pelo arcebispo Marcel Lefèbvre (1905-1991) — fundador da Fraternidade–, sem autorização do então papa João Paulo II. A Fraternidade também não aceitava as reformas do Concílio Vaticano 2º (1962-65) e, por isso, os religiosos foram excomungados. (ANSA)