República Dominicana aprueba la total prohibición del aborto

Mais um e-mail da C-FAM. Pelo menos em alguns lugares ainda se respeita a vida.

(NUEVA YORK – C-FAM)  La semana pasada, los legisladores dominicanos dieron su aprobación final a una enmienda de la Constitución a favor de la vida, a pesar de haber sido sometidos a duras críticas y fuerte presión por parte de ciertas agencias de la ONU y grupos defensores del aborto que intentaron impedir la medida. La Asamblea Nacional de la República Dominicana ratificó con amplio margen la revisión del Artículo 30 en una votación en la que se obtuvieron 128 votos a favor y 32 en contra. El artículo ahora establece que “el derecho a la vida es inviolable desde la concepción hasta la muerte”.

     Si bien la modificación contó con el amplio apoyo de los parlamentarios dominicanos, tuvo que enfrentar la fuerte oposición ejercida por los proponentes del aborto y también por las agencias de la ONU que se mantienen oficialmente neutrales en esta materia. El pasado abril, cuando se discutió por primera vez  la disposición sobre el derecho a la vida, dos funcionarios de la ONU interfirieron en el debate. Nils Katsberg, Director Regional de UNICEF para América Latina y el Caribe, hizo un llamamiento a los legisladores dominicanos para que consideraran la liberalización del aborto a fin de que las mujeres no se vieran forzadas a someterse a “prácticas riesgosas”. Katsberg también insinuó que, de lo contrario, los legisladores serían unos “hipócritas” a quienes no les preocupa el alto número de nacimientos de madres adolescentes, que supera la media.

     El coordinador del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo Humano, Miguel Ceara Hatton, criticó el Artículo 30 al declarar que la enmienda de la Constitución fomenta la incidencia de abortos clandestinos y muertes  maternas a la vez que ignora el derecho de las mujeres a la vida. Hatton también apuntó contra la Iglesia Católica y declaró que ésta había “influenciado en todo” y que “por seguir un dogma [la Iglesia] se ha convertido en fuente y motor de la exclusión social en la República Dominicana. Se coloca el dogma por sobre las necesidades de la población, la salud, la vivienda y las mejores condiciones de vida”.

     En contraposición a la postura asumida por estos funcionarios de la ONU, las Naciones Unidas declaran en su sitio de Internet que “la situación legal del aborto es derecho soberano de cada nación” y que la organización “no brinda apoyo al aborto o las actividades relacionadas con él en ningún lugar del mundo”.

     Algunas ONG también han condenado la enmienda constitucional. Amnistía Internacional protagoniza en la actualidad una campaña en contra de la disposición sobre el derecho a la vida. En un informe publicado meses atrás, la organización afirmó que la reforma legislativa dominicana “podría conllevar la violación de los derechos humanos de las mujeres” y que las leyes que penalizan el aborto provocarían un aumento en el número de muertes maternas. Antes del voto final de la semana pasada, Amnistía solicitó al Congreso de la República Dominicana que rechazara el fragmento del Artículo 30 referido al derecho a la vida “desde la concepción hasta la muerte”.

     La reforma constitucional en la República Dominicana hace eco de similares modificaciones promulgadas a nivel estatal en México, donde, hace poco, dieciséis estados introdujeron enmiendas en las que se declara que la vida comienza en el momento de la concepción. Éstas se suman a la criminalización del aborto en todos los casos adoptada por Nicaragua en 2006 y El Salvador en 1998.

     Como en el caso nicaragüense, los partidarios del aborto se aliaron en contra de la proscripción de la práctica en México aduciendo que la penalización traería aparejada un mayor incremento de la mortalidad materna, ya que, según ellos, las mujeres se verían obligadas a recurrir a “prácticas abortivas riesgosas”. No obstante, los críticos señalan que no existen pruebas fehacientes que respalden esta afirmación. Es más, las estadísticas del gobierno de Nicaragua muestran que hubo una disminución en el número de muertes maternas desde que el aborto fue penalizado en 2006.

     Cuando adopte oficialmente la nueva Constitución, la República Dominicana se unirá a otras naciones latinoamericanas cuyas constituciones protegen explícitamente la vida, como Chile, Paraguay y Guatemala.

Traducido por Luciana María Palazzo de Castellano 

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TV Canção Nova transmite viagem do Papa à República Tcheca

A TV Canção Nova vai cobrir a visita do Papa Bento XVI à República Tcheca, de sábado, 26, à segunda-feira, 28. Boletins diários com as informações mais recentes e transmissões ao vivo vão mostrar as atividades da 13ª viagem apostólica do Santo Padre.

Confira a programação:

Sábado, 26 de setembro
10h26 – Boletim jornalístico
12h45 – Boletim jornalístico
13h – Transmissão ao vivo da Celebração das Vésperas com Bento XVI
18h – Boletim jornalístico

Domingo, 27 de setembro
4h55 – Transmissão ao vivo da Missa com Bento XVI
10h26 – Boletim jornalístico
12h30 – Boletim jornalístico
12h40 – Reprise na íntegra do Ângelus com o Papa
16h30 – Resumo das atividades de Bento XVI na República Tcheca
21h – Reprise da homilia de Bento XVI na Missa de domingo

Segunda-feira, 28 de setembro

3h50 – Transmissão ao vivo da Missa com Bento XVI
10h45 – Boletim jornalístico
12h30 – Reprise da Mensagem de Bento XVI aos jovens
13h55 – Boletim jornalístico

NORDESTE 1 E 4: DISCURSOS NA ÍNTEGRA

Cidade do Vaticano, 25 set (RV) – Leia a seguir, na íntegra, o discurso de Bento XVI aos bispos dos Regionais Nordeste 1 e 4 e a saudação do presidente do Regional Nordeste 1, José Antônio Aparecido Tosi Marques, ao Santo Padre:

DISCURSO DO PAPA
Caríssimos Irmãos no Episcopado,

Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.
Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.
Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação – a geração é a continuação da criação –, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, [para] que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).
Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade – primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas – e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.
A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.
É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.
Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem. Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho
que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.
Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.

FAMÍLIA É TEMA DO DISCURSO DO PAPA AOS BISPOS DE CEARÁ E PIAUÍ

Castel Gandolfo, 25 set (RV) – Bento XVI recebeu esta manhã em Castel Gandolfo mais cinco bispos dos Regionais Nordeste 1 e 4 (Ceará e Piauí) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que concluem amanhã sua visita “ad Limina Apostolorum”.

O papa recebeu o bispo de Floriano, Dom Augusto Alves da Rocha, o bispo de Oeiras, Dom Juarez Scusa da Silva,o bispo de Parnaíba, Dom Alfredo Schaffler, o bispo de Picos, Dom Plínio José Luz da Silva, e o bispo de São Raimundo Nonato, Dom Pedro Brito Guimarães.

Depois das audiências particulares, Bento XVI recebeu 18 prelados de Ceará e Piauí, para o discurso final – discurso centralizado na questão da família.

Após agradecer a saudação do arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, o papa falou de um dos maiores desafios que os bispos da região devem enfrentar: o assédio à família, “com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas”:

“Há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana” – disse o papa, acrescentando, todavia, que é alentador perceber que povo dos Regionais Nordeste 1 e 4 continua aberto ao Evangelho da Vida.

Analisando a origem do homem, em que o ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus, o papa afirma que “a geração é a continuação da criação”, fazendo votos de que em cada lar o pai e a mãe continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família.

A Igreja – recordou – não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus. Mesmo assim, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda deste ensinamento, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. “O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que se exprime na vontade de conviver” – observou.

O número de matrimônios diminui, e aumentam as uniões de fato e os divórcios. Nessa situação, consuma-se o drama de tantas crianças, que são privadas do apoio dos pais. O papa criticou ainda a chamada “família alargada e móvel”, que multiplica os pais e as mães, e faz com que hoje a maioria dos que se sentem “órfãos” não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso.

A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, acrescentou, pois os filhos precisam de referências extremamente precisas e concretas. A solução para isso é regressar à solidez da família cristã, “lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social”.

A seguir, o papa reitera que com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união. A segunda união é irregular e perigosa, advertiu o pontífice.

Para ajudar as famílias, é preciso propor as virtudes da Sagrada Família: a oração, a laboriosidade e o silêncio. “Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem.”

Bento XVI disse confiar no testemunho daquelas famílias que sabem perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, e iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído. “É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade” – conclui. (BF)

Mais uma Semana da CNBB para o calendário cristão.

Uma segunda Campanha da Fraternidade?
Comissão da CNBB envia materiais para realização da Semana Missionária para a Igreja na Amazônia 

03/09/2009

Já está tudo encaminhado para ocorrer pela primeira vez na Igreja do Brasil a Semana Missionária para a Igreja Católica na Amazônia. No último dia 28 de agosto, a Comissão Episcopal para Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou para todas as dioceses do país o material necessário para divulgar a Semana: Texto-Base, folders e cartazes. Este ano a Semana acontece entre os dias 25 e 31 de outubro, com abertura às 9h da manhã na catedral da Sé, em Belém (PA).

“Queremos que esta iniciativa seja uma oportunidade para que todo o povo de Deus possa engajar-se cada vez mais na ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, afirmou o presidente da Comissão para a Amazônia, dom Jayme Henrique Chemello sobre as intenções do evento. Ele ainda completou: A Igreja deve “contribuir no sentido de que o Evangelho possa chegar com sua força transformadora a todos os cantos do nosso Brasil em geral e da Amazônia em particular”.

Segundo a assessora da Comissão, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, a Semana pretende envolver a Igreja no Brasil de diversas formas. “O projeto visa envolver a Igreja fazendo com que os leigos entendam a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo. Aspectos ecológicos, ambientais, econômicos, políticos e, sobretudo, os voltados para a evangelização”.

Ainda de acordo com irmã Irene, a principal meta do projeto é fazer conhecer a realidade amazônica. “Queremos fazer conhecer e também responder às grandes transformações e desafios da Amazônia. Com a participação de toda a Igreja vamos enfrentar conjuntamente os desafios da Evangelização na Amazônia”.

“Diocese, paróquias e comunidades devem se envolver na realização da Semana Missionária para a Igreja na Amazônia, com o objetivo de chamar atenção para a região e a realidade social e ambiental na qual o seu povo vive. Cabe às igrejas particulares de todo o país lançar um olhar sobre o evento para que façam as pessoas se interessarem pelas causas da Amazônia”, ressaltou.

O projeto da Semana Missionária para a Amazônia foi aprovada na última Assembleia Geral da CNBB que aconteceu em abril passado, em Itaici, município de Indaiatuba (SP) os bispos aprovaram o projeto permanente da Semana Missionária para as Igrejas Católicas na Amazônia. Irmã Irene destacou que, para a Semana dar certo, é preciso o interesse das dioceses e paróquias para envolver os leigos.

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GRANDE EXPECTATIVA PARA CHEGADA DO PAPA À REPÚBLICA TCHECA

Cidade do Vaticano, 24 set (RV) – Na República Tcheca, contagem regressiva para a chegada do papa, onde permanecerá de 26 a 28 do corrente – de sábado até a próxima segunda-feira. O pontífice visitará a capital Praga, Brno – capital da região tcheca da Moravia, e Stará Boleslav – lugar do martírio de São Venceslau, principal padroeiro da nação, cuja festa terá lugar na próxima segunda-feira.

Praga é uma das capitais mais bonitas da Europa, como Roma, circundada por sete colinas, e marcada pelas curvas sinuosas do rio Moldavia – embelezado por antigas e novas pontes – cujas águas refletem as imagens sugestivas de um passado que nos fala de uma fé traduzida em românico, gótico e barroco. Pequena pérola da Europa.

Nessas terras, mais de mil anos atrás, os irmãos Cirilo e Metódio iniciaram a sua missão para lançar as primeiras pontes entre o mundo judaico-greco-latino e o mundo eslavo, inventando um alfabeto graças ao qual essas populações puderam ler o Evangelho em sua língua.

Mas os dois irmãos não tiveram vida fácil na construção dessas pontes de diálogo. E foi assim também para quem os imitou.

A República Tcheca é uma terra de mártires: São Venceslau, assassinado porque com o Evangelho colocou em questão os interesses dos poderosos; Santa Ludimila, avó de Venceslau, estrangulada porque os seus conselhos eram simplesmente “cristãos”; Santo Adalberto, traspassado com lanças por ter anunciado que Jesus é Deus feito carne; São João Nepomuceno, deixado afogar-se no rio Moldavia porque não quis revelar ao rei os segredos do confessionário; São João Sarkander, torturado e morto porque durante as guerras de religião não estava com ninguém a não ser com a paz de Deus.

Terra da dor e da ressurreição: em Brno, no cárcere fortaleza do Spielberg, o italiano Silvio Pellico, após oito anos de sofrimentos, reencontrou a fé e a capacidade de perdoar os seus perseguidores, escrevendo “As minhas prisões” – primeiro tratado sobre os direitos dos detentos.

Terra violentada por duas ditaduras: a ditadura nazista e a ditadura comunista que tiveram a ilusória pretensão de construir um mundo contra Deus e sem Deus. Vinte anos atrás caia o regime filossoviético que pensava resolver as ânsias econômicas e materiais do homem.

E, justamente, vinte anos atrás, João Paulo II canonizava a princesa Inês, que no Séc. XIII distribuíra todos os seus bens aos pobres para seguir Cristo crucificado. Talvez menos lógico, porém, mais convincente.

As ânsias da humanidade foram bem descritas por um grande escritor nascido em Praga, Franz Kafka, que viveu entre os séculos XIX e XX. Em suas obras (A Metamorfose, O Processo, O Castelo) o homem vive o peso de uma culpa misteriosa que deve expiar sem saber por qual motivo. Um mal irresoluto que oprime a vida nos meandros de uma cotidianidade sem sentido.

Em suas três viagens a esse país, João Paulo II anunciou a verdade que liberta desse peso insustentável e das violências que dele derivam: anunciou a misericórdia de Deus – após a qual o homem deve tornar-se capaz de perdoar.

Bento XVI vai a essa terra nas pegadas de João Paulo II convidando a não ter medo, a não duvidar, a partir novamente da fé: o tempo é de Deus. Os moinhos do Senhor moem lentamente, mas moem certamente – diz um provérbio tcheco. (RL)

BENTO XVI: LÍDERES DO MUNDO SE UNAM PARA PROTEGER A CRIAÇÃO

Cidade do Vaticano, 24 set (RV) – Bento XVI dirigiu uma videomensagem aos participantes da Conferência da ONU sobre as mudanças climáticas, em andamento em Nova Iorque. Os líderes dos Estados ajam com coragem para salvaguardar o dom precioso da Criação – exorta o pontífice.

O texto da mensagem reproduz o que o papa disse durante a audiência geral de 26 de agosto passado, na qual dedicou amplo espaço ao tema da defesa do ambiente.

É importante que “a comunidade internacional e os governos individualmente considerados enviem sinais justos aos cidadãos” – são os votos do Santo Padre, que exorta os participantes da Conferência da ONU sobre o clima a encontrarem as medidas adequadas para contrastar as práticas de exploração do ambiente:

“Os custos econômicos e sociais na utilização dos recursos comuns devem ser reconhecidos com transparência”, dedicando atenção às futuras gerações – ressalta o papa. “A proteção do ambiente, a salvaguarda dos recursos e do clima – adverte – obriga todos os líderes a agirem juntos, no respeito pelo direito e promovendo a solidariedade com as regiões mais necessitadas do mundo.”

“Juntos – prossegue o Santo Padre – podemos construir um desenvolvimento humano integral do qual todos nos beneficiamos”, hoje como no futuro. Um desenvolvimento – ressalta evocando a sua última encíclica – que seja “inspirado nos valores da caridade na verdade”.

Para que isso ocorra, “é essencial que o atual modelo de desenvolvimento seja transformado” mediante um maior sentido de responsabilidade pela Criação – é a sua reflexão. Tal exigência não é decorrente somente dos fatores ambientais, “mas também do escândalo da fome e da miséria humana” – observa.

Em seguida, Bento XVI assegura o seu apoio à Conferência da ONU, recordando que a Igreja considera as questões concernentes ao ambiente, extremamente ligadas ao desenvolvimento humano integral. (RL)