O pagão ou o cristão

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 Do Blog Ecclesia Una

“A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas [pagãos celtas], vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista.”
Wikipédia, Dia das Bruxas, Novos elementos do Halloween
Halloween é o nome de uma festa vinda dos Estados Unidos para o Brasil. O famoso dia das bruxas é comemorado amanhã, 31 de outubro. Para muitos essa é a semana do azar, das “bruxas”, do sincretismo, da superstição. Para a nossa sociedade cristã, contudo, existe outra festa celebrada essa semana que sucede esse dia supostamente negro. Falamos do dia de todos os santos e, logo após, do dia de Finados, onde lembramos as almas dos mortos que foram ao encontro de Deus na morada eterna.
Mas veja: não é possível comemorar as duas festas simultaneamente. Ou escolhemos uma – vinda do paganismo – ou a outra, que prega uma dimensão totalmente contrária a esse ideal. É preciso fazer uma escolha: ou eu comemoro o pagão ou eu celebro o cristão. A Bíblia vai nos instruir: “Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 21). Essa mesa dos demônios que é proposta pelo Halloween visa justamente levar o nosso povo, que é cristão, a ir contra os conceitos e princípios estabelecidos por Jesus Cristo. O Catecismo da Igreja Católica condena severamente práticas de bruxaria, superstição, azar, entre outras que ferem a dignidade da onipotência divina.
2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.
Essa Terra de Santa Cruz vem sendo constantemente assolada pelos males das religiões chamadas “afro”, que têm uma visão errada e verdadeiramente paganizada sobre Deus. Com o Halloween a ênfase que se dá a esse conceito pervertido e errado sobre a religião entra também em nossas famílias fazendo com que muitas delas, católicas, participem, mesmo que ilicitamente, da mesa do Senhor – quando comungam do Corpo de Cristo – e da mesa dos demônios – quando comungam dos ideais pagãos dessa festa -.
Deus não nos permite que pervertamos nossa alma com a idolatria, com a superstição, e muito menos com mascaradas práticas anticristãs. Pela boca do profeta Isaías Ele clama: “Eu te chamo pelo nome, és meu” (Is 43, 1). Nós somos inteiramente do Senhor e somente a Ele devemos de fato pertencer. Quando buscamos dividir a nossa adoração a Deus com outros deuses passamos a odiar a Deus e a amar o demônio: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24).
Mas, não seria radicalismo afirmar que a festa do dia das Bruxas é uma festa pagã – perguntar-se-á -, que incentiva a idolatria? De modo algum! São Paulo diz em outra passagem da Bíblia que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus” (1 Cor 10, 20). Embora essa sociedade relativista defenda uma neutralidade nessas festas que se manifestam abertamente contra a divindade de Jesus Cristo, ela não existe. Não pode haver neutralidade em sacrifícios que não são oferecidos a Deus. Tudo o que não é bom, é mal! A condenação do Senhor a práticas como adivinhação, astrologia, feiticismo, magia, espiritismo, invocação aos mortos (cf. Dt 18, 11) é clara.
Sim, sim. Mas, insistirão e dirão que o Halloween não representa objetivamente nenhuma dessas práticas. Será que isso é mesmo verdade? Por que será então que nossos jovens se vestem de bruxos e bruxas para irem às festas-fantasia? Não é a bruxaria justamente uma ideologia de dominação de poderes ocultos, de poderes ‘sobrenaturais’? Não é o feiticismo – claramente presente nas nossas festas de dia das bruxas – uma revolta direta ao mandamento de Deus, que nos ordena a não praticarmos esses atos abomináveis?
A ideologia, o pensamento que está por trás do dia das Bruxas é muito sagaz: ele envolve a mente da criança e do adolescente. Ao primeiro olhar a festa parece inofensiva. As brincadeiras parecem divertidas e não demonstram nenhum perigo. Os pais não se preocupam com o que são filhos estão se entretendo. Essa cadeia leva-os a imaginar que comemorar o dia das Bruxas é algo muitíssimo normal… Daí passa-se a crer também na astrologia, feitiçaria e bruxaria. Daí para o abismo do inferno é só um passo, afinal a família já começou a aceitar que participar da mesa dos demônios não é problema nenhum; muito pelo contrário: é divertido, é animado, é festivo.
Admirado o pecado, o ‘sacrifício pagão’ e também a conotação que está por trás dessa festa, começamos a abandonar aquilo que a Santa Igreja Católica, através do Seu Sagrado Magistério, nos propõe porque – quer queiramos ou não – existe uma clara incompatibilidade entre as coisas de Deus e as infâmias do mundo. Ademais São Tiago exclama: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus?”. E afirma que “todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4, 4).
Se quisermos verdadeiramente uma nação cristã precisamos lutar por isso com todas as nossas forças, eliminando da nossa vida quotidiana tudo o que nos leva ao paganismo, à idolatria, à superstição e a práticas que são proibidas por Deus. Qualquer princípio de transgressão a Lei do Altíssimo leva-nos à perdição. Cuidemo-nos, pois, e não permitamos que essa infame festa do dia das bruxas se infiltre na cultura da sociedade brasileira. Celebremos todos os santos e as festividades cristãs. Essas sim agradam o coração de Deus.
Graça e paz.

PAPA CITA MÉTODO CIENTÍFICO USADO POR GALILEU

CIDADE DO VATICANO, 30 OUT (ANSA) – O papa Bento XVI agradeceu à realização de estudos que “esclareceram” o contexto histórico da condenação, pela Santa Inquisição da Igreja Católica, do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642) e elogiou o método científico usado por ele.
    Ao receber hoje participantes de um encontro promovido pelo Observatório Astronômico da Santa Sé, em ocasião do Ano Internacional da Astronomia, o Pontífice disse que os tempos atuais, “posicionados no limite de cada vez mais grandes descobertas científicas”, trazem o sentimento de “maravilhado” e “da atenta observação, do juízo crítico e da paciência e disciplina do método científico”, que foram usados pelos pais da ciência moderna, como Galileu.
    “Quem pode negar que a responsabilidade pelo futuro da humanidade e também pelo respeito à natureza ao mundo requer, hoje mais que nunca, a atenta observação, o julgamento crítico, a paciência e a disciplina que são essenciais ao moderno método científico?”, questionou o Papa.
    Referindo-se à época de Galileu, Bento XVI comentou que, “os grandes cientistas do período das descobertas recordam que a verdadeira consciência é sempre direta à sensatez e, ao invés de restringir os olhos da mente, convida a alçar o olhar ao mais alto Reino dos Céus”.
    Bento XVI agradeceu, “não somente pelos estudos que esclarecem o preciso contexto histórico da condenação de Galileu, mas também pelos esforços de todos que são empenhados para continuar o diálogo sobre a reflexão da complementaridade da fé e da razão”.
    Galileu Galilei foi um dos principais pesquisadores italianos. Em 1633, foi condenado pela Santa Inquisição por sua teoria heliocentrista (segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar), confirmada posteriormente.
    Também hoje o Pontífice recebeu, em audiência privada, o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Ângelo Bagnasco, que se reunirá em assembleia geral extraordinária com os bispos italianos de 9 a 12 de novembro.
    É tradição que antes de uma assembleia ou de um conselho da CEI o presidente do organismo se reúna com o Papa para analisar os temas que serão postos em discussão. (ANSA)

DELEGAÇÃO DE NAGASAKI SERÁ RECEBIDA PELO PAPA

TÓQUIO, 30 OUT (ANSA) – A diocese da cidade japonesa de Nagasaki irá realizar em 2010 uma peregrinação à Itália e à Espanha para recordar os 65 anos dos ataques atômicos que destruíram a localidade, cuja etapa mais importante será o encontro com o papa Bento XVI.
    “Nosso objetivo é renovar a mensagem de paz e criar um mundo pacífico”, disse à ANSA o porta-voz Dom Joseph Mitsuaki Takami.
    Segundo o religioso, cerca de 50 a 60 fiéis viajarão à Europa e entre eles há muitos ‘hibakusha’ (termo em japonês utilizado para designar as vítimas de bombas atômicas). Os peregrinos também levarão ao Vaticano a cabeça da estátua da Virgem Maria da igreja Uragami, a única parte da imagem que não foi destruída durante o bombardeio de 1945.
    A peça tem 26 centímetros e sairá pela terceira vez do Japão. Em 1985, a imagem já havia sido levada ao Vaticano e em 2000 a Belarus.
    A peregrinação, que acontecerá entre 20 de abril e 1º de maio de 2010, será uma oportunidade para lembrar os 65 anos dos atraques que destruíram duas cidades japonesas. Na ocasião dos ataques, 100 mil pessoas morreram em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki.
    Atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde japonês, os atingidos pelos ataques somam cerca de 274 mil.
    Antes de ir ao Vaticano, a delegação viajará à espanhola Guernica, onde assistirá a uma missa em honra das vítimas do bombardeiro de 1937.(ANSA)

O Sonho de Dom Bosco

São João Bosco, muitas vezes,  recebia as mensagens e inspirações de Deus através de sonhos. Ainda pequeno,  recebeu de Nossa Senhora Auxiliadora, a indicação de sua vocação de trabalhar com os meninos  que viviam no vício e na delinquência. Já sacerdote, conduzindo a sua Congregação, fundada sob o patrocínio de São Francisco de Sales,  teve uma visão que marcou a sua vida e a da Igreja. 

Em sonho  viu uma grande embarcação  que navegava em um oceano agitado. As ondas do mar estavam encarpeladas pelo vento e batiam furiosas contra a embarcação que se agitava de um lado para o outro, no meio de uma batalha que se travava. Aproximando o olhar, D. Bosco percebeu que quem estava no timão, no comando da nau, era o Papa, com as suas vestes características, pilotando diligentemente para que a Barca seguisse o seu rumo. Mas o vento tornava-se mais forte e as ondas do mar agitavam-na furiosamente, a ponto de quase fazê-la naufragar. 

Quando o perigo aumentava,  D.Bosco percebeu que de cada lado da nau surgiu uma coluna, as quais impediam o naufrágio. Aproximando o olhar,  percebeu que em cima de uma das colunas estava a Hóstia num ostensório dourado, e na sua base estava escrito:“Salus Credentium” (Salvação dos que crêem); e  no alto da outra coluna, estava a imagem de Nossa Senhora. Na base da coluna estavam as palavras:“Auxilium Christianorum” (Auxiliadora dos Cristãos).

Ao acordar, D.Bosco  percebeu que Deus lhe havia mostrado a realidade da Igreja Católica neste mundo. Ela é a nau de Cristo, dirigida por Pedro, o Papa, para conduzir-nos ao Céu. O mar agitado pelos ventos são todas as dificuldades, ataques, heresias, perseguições, das quais a Igreja nunca esteve livre, de uma forma ou de outra. E como auxílios celestes, para ela poder seguir a sua caminhada nesta terra, sem naufragar nas ondas impetuosas do pecado, foi-lhe dada a Eucaristia,   Maria e o Papa. São suas salva-guardas.

Eis aí os sinais fortes da catolicidade : Jesus Eucarístico na Hóstia consagrada; Maria, “a Mãe do Meu Senhor”, como disse Isabel (Lc 1,43); e o Santo Padre, o Papa, Vigário do Senhor.
Foi o próprio Jesus quem deixou a Eucaristia, Maria e o Papa à Sua Igreja, a fim de cumprir a promessa feita a Pedro: “… e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela”(Mt 16,18).A primeira dádiva de Jesus para nós foi o Papa: Tú és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.  “A minha Igreja…” A Igreja de Jesus é Única e Una, é a Igreja de Pedro, que hoje se chama Bento XVI. Só ele e seus sucessores ouviram essas palavras inefáveis:“Eu te darei as chaves do reino dos céus: Tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos céus”(Mt 16,19).

Na pessoa  do Papa, Jesus guia a sua Igreja, com infalibidade, mantendo-a unida numa só fé, num só governo, numa só doutrina, numa só liturgia, num único Corpo.

Outra dádiva de salvação que Ele nos deixou foi a Eucaristia. Ele próprio presente nas espécies do pão e do vinho, para ser, “em Pessoa”, o remédio e o sustento da nossa vida. Nós ouvimos essas palavras: “Isto é o meu corpo”(Mc 14,22). “Este é o meu sangue”(Mc 14,24). Esta é a maior prova do amor de Jesus por nós; Ele próprio dado a nós. 

Por fim, pregado na cruz, com lábios de sangue, Jesus entregou-nos a última dádiva de Salvação, a Sua própria Mãe. Cada um de nós ouviu no Calvário esta palavra memorável, doce, inesquecível: “Eis  aí a tua Mãe”(Jo 19,27). Nenhum filho é feliz sem a sua mãe. Ele nos deu a sua própria Mãe! Que amor  por nós!

Quem rejeita o Papa, a Eucaristia e Maria, rejeita o próprio Senhor, pois rejeita as suas dádivas mais preciosas para a garantia da nossa salvação.Percebemos que hoje, mais do que nunca, o mundo e o seu príncipe diabólico investem furiosamente contra essas três “colunas”, porque sabem que são a grande força e proteção da Igreja. Mas todo esse ataque é inútil, pois sabemos que são Três colunas invencíveis. Todos os que se atirarem contra elas se verão despedaçados…Os inimigos da Igreja combatem furiosos essas santas dádivas, sem perceber que atiram pedras no próprio Senhor. Essas são as colunas inexpugnáveis.

Prof. Felipe Aquino

Mais um ataque de Hans Küng

 [Meus comentários]
Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- O teólogo dissidente Hans Küng criticou duramente [coisa que já não é mais novidade] seu antigo amigo Bento XVI por haver aberto as portas aos anglicanos, afirmando que se trata de “uma tragédia”, provocando uma resposta do Vaticano que disse que as acusações estão “muito longe da realidade” [Küng nunca está satisfeito com nada que a Igreja faz. Acho que o problema dele é o Papa, que está certo em não dar ousadia a suas besteiras].

Küng, de 81, em artigo publicado hoje nos diários “The Guardian” (Reino Unido) e “La Repubblica” (Itália), intitulado “Esse papa que pesca nas águas da direita”, afirmou que a decisão de Joseph Ratzinger de acolher na Igreja Católica a todos os anglicanos que o desejem é uma “tragédia” [Por que tragédia?].

Segundo o teólogo suíço, se trata de uma “tragédia” que se une “às já ocasionadas (por Bento XVI) aos judeus, aos muçulmanos, aos protestantes, aos católicos reformistas e agora à Comunhão Anglicana, que fica debilitada perante a astúcia vaticana” [não está debilitada por causa do Vaticano. Mas culpa deles próprios que buscam regras fora do Evangelho e do Magistério. Ninguém tem culpa senão eles próprios].

“Tradicionalistas de todas as igrejas, unir-vos sob a cúpula de São Pedro. O Pescador de homens pesca, sobretudo na margem direita do lago, embora ali as águas sejam turvas” [Sim! O Papa esca na margem direita, na margem esquerda, em alto mar, em todos os lados. Afinal esta é a missão dele: “Ser pescador de homens”], escreveu Küng que acusa o papa de querer restaurar “o império romano, em vez de uma Commonwealth de católicos”.

Segundo Küng, “a fome de poder de Roma divide o cristianismo e danifica sua Igreja” [Fome de poder, a união desejada por Cristo?] e o atual arcebispo de Canterbury, o chefe da Igreja Anglicana, Rowan Williams, “não esteve à altura da astúcia vaticana”[Astúcia? Os membros pedem pra sair, Roma os acolhe, e a culpa é da Igreja? Faça-me o favor! Se ele estivesse a frente da Igreja (que Deus nos livre!), ele saberia que não é tão fácil como ele pensa].

Para o teólogo dissidente, as consequências da “estratégia” de Roma são três: “o enfraquecimento da Igreja Anglicana, a desorientação dos fiéis dessa confissão e a indignação do clero e o povo católico”, que veem – diz – como se aceitam sacerdotes casados enquanto se insiste de maneira “teimosa” no celibato dos padres católicos [Ficou afirmado que a alteração só seria para os anglicanos. Esta é uma decisão particular, específica para este caso, pois não poderia fazer com que o Padre se separasse de sua família, só para tornar-se unido a Roma. O Papa entende isso muito bem].

O diretor do jornal vespertino vaticano “L’Osservatore Romano”, Giovanni María Vian, respondeu hoje que “mais uma vez, uma decisão de Bento XVI volta a ser pintada com rasgos fortes, preconceituosos e, sobretudo, muito afastados da realidade” [Claro! Eu achei até que Küng demorou para pronunciar-se com suas idéias impregnadas de marxismo e da Teologia da Libertação].

“Infelizmente Küng faz outra das dele, antigo colega e amigo com quem o papa em 2005, só cinco meses após sua escolha, se reuniu, com amizade, para discutir as bases comuns éticas das religiões e a relação entre razão e fé”, escreveu Vian.

O diretor do jornal assegurou que Küng voltou a criticar seu antigo companheiro na Universidade de Tübingen (Alemanha) “com aspereza e sem fundamento” [E que fundamento ele teria? Como eu disse o “problema” dele é a pessoa do Papa, que é íntegro, reto, conciente do que faz e fala. Ele não teve esta mesma sorte].

O gesto do papa, segundo Vian, tem como objetivo “reconstituir a unidade querida por Cristo e reconhece o longo e fatigante caminho ecumênico realizado neste sentido” [Ut unum sint. Há um tempo atrás ele dizia qua a Igreja não se abria ao diálogo. Que desculpa ele põe agora?].

“Um caminho que vem distorcido e representado enfaticamente como se tratasse de uma astuta operação de poder político, naturalmente de extrema direita”, acrescentou Vian, que ressaltou que “não vale a pena ressaltar as falsidades e as inexatidões” de Küng [Claro que não vale a pena. Ele só quer os minutos de fama dele. Por isso quer fazer tudo polêmico].

O representante vaticano criticou as acusações vertidas contra o líder da Igreja Anglicana e expressou sua “amargura” perante este “enésimo ataque à Igreja Católica Apostólica Romana e a seu indiscutível compromisso ecumênico [Mais que um compromisso ecumênico, é a manifestação de que o desejo de Jesus está acontecendo. Outros ataques virão po r parte dele, mas não serão fortes, nem se quer para “balançar” a Igreja] .

No último dia 20, o Vaticano anunciou a disposição do papa a acolher na Igreja Católica todos os anglicanos que o desejem e a aprovação, com esse objetivo, de uma Constituição Apostólica (norma de máxima categoria) que prevê, entre outras, a ordenação de clérigos anglicanos já casados como sacerdotes católicos [Um grande passo do Santo Padre. E uma resposta aos que diziam que ele não busca a unidade. A estes pergunto: E agora? Vão inventar mais alguma coisa?].

No mundo são cerca de 77 milhões fiéis anglicanos e nos últimos anos sua igreja viveu momentos de crise e de forte divisão interna, devido à ordenação de mulheres e homossexuais declarados como bispos e a bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo [Por este motivo muitos quiseram se unir a Roma].

Por enquanto se desconhece o número exato de anglicanos que desejam rumar à Roma, embora segundo fontes do Vaticano esse número pode estar na casa de meio milhão, entre eles meia centena de bispos. EFE

Vaticano confirma participação de Bento XVI em ritos natalinos

Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- O Vaticano informou nesta quarta-feira que, além da tradicional Missa do Galo, rezada a cada 24 de dezembro na Basílica de São Pedro, o papa Bento XVI será o encarregado, no dia 25, de pronunciar a Mensagem de Natal e dar a bênção “Urbi et Orbi”.

Segundo o calendário de celebrações previstas até janeiro, em 8 de novembro o pontífice começa uma viagem à província italiana de Brescia (norte) e à localidade de Concesio, onde nasceu o papa Paulo VI (1897-1978).

Em 28 de novembro, também na Basílica de São Pedro, Bento XVI celebrará a chegada do primeiro domingo do Advento.

Já em 8 de dezembro, como é tradição, o papa homenageará a figura da Imaculada Conceição com uma visita a uma praça de Roma.

Bento XVI também vai celebrar todos os ritos natalinos, com exceção da Missa do Natal, que acontece na manhã de 25 de dezembro e este ano será rezada pelo cardeal Tarcisio Bertone, também secretário de Estado do Vaticano.

No último dia do ano, o papa ainda vai comandar a reza do hino litúrgico “Te Deum”, na Basílica de São Pedro, ao passo que seu primeiro compromisso em 2010 será a tradicional missa da Jornada Mundial da Paz, celebrada a cada 1º de janeiro.

Celebrações presididas pelo Papa
(hora local, menos quatro em Brasília)
Novembro de 2009
Dia 28, Sábado
I Vésperas do I Domingo de Advento
Basílica de São Pedro, 17h00

Dezembro de 2009
Dia 8, Terça-feira
Solenidade da Imaculada Conceição – Acto de veneração
Praça de Espanha (Roma), 16h00

Dia 24, Quinta-feira
Solenidade do Natal do Senhor
Basílica de São Pedro, 22h00
Missa da Noite de Natal

Dia 25, Sexta-feira
Solenidade do Natal do Senhor
Praça central da Basilica Vaticana, 12h00
Missa e Mensagem de Natal do Papa
Bênção “Urbi et Orbi”

Dia 31, Quinta-feira
Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus
Basílica de São Pedro, 18h00
I Vésperas em agradecimento pelo ano que termina
“Te Deum”

Janeiro de 2010
Dia 1, Sexta-feira
XLIII Dia Mundial da Paz
Basílica de São Pedro, 10h00
Celebração da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus

Dia 6, Quarta-feira
Epifania do Senhor
Basílica de São Pedro, 10h00
Missa presidida por Bento XVI

Dia 10, Domingo
Festa do Baptismo do Senhor
Capela Sixtina, 10h00
Missa e administração do Sacramento do Baptismo a algumas crianças

Dia 25, Segunda-feira
Solenidade da conversão de São Paulo
Basílica de São Paulo fora de muros, 17h30
Celebração de Vésperas

Papa faz síntese da catequese de quarta-feira em português pela 1ª vez

Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- Pela primeira vez, Bento XVI fez a síntese da catequese da audiência pública das quartas-feiras em português, idioma que se une a espanhol, francês, alemão e inglês, as outras línguas nas quais o papa resume o texto central do encontro semanal com os fiéis.

Até agora, o pontífice se limitava apenas a saudar os fiéis presentes em português com um texto curto, ao qual agora uniu o resumo da catequese.

A novidade foi recebida com entusiasmo pelos fiéis de língua portuguesa presentes na Praça de São Pedro, no Vaticano, que aplaudiram o pontífice.

A catequese original é discursada em italiano. Depois o papa faz um resumo em francês, inglês, alemão e espanhol e, a partir de hoje, em português. Em seguida, cumprimenta os fiéis em polonês e outros idiomas centro europeus e conclui com outra saudação em italiano.

PAPA PEDE QUE FIÉIS PRESTEM ATENÇÃO A LEITURAS DO EVANGELHO

CIDADE DO VATICANO, 28 OUT (ANSA) – O papa Bento XVI pediu para que os fiéis prestem mais atenção às leituras do Evangelho durante as missas dominicais, ao discursar na audiência geral de hoje.
Diante de 15 mil pessoas na Praça São Pedro, o Pontífice também recomendou que as pessoas reservem “um certo tempo, todos os dias, para uma meditação sobre a Bíblia, porque ela é a lâmpada que ilumina o nosso caminho sobre a terra”.
Bento XVI escolheu abordar o tema do desenvolvimento teológico do século XII em sua catequese desta quarta-feira, na qual compareceram o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e o casal holandês Paul e Wilma Van Munster, vítimas de uma agressão na capital italiana ocorrida em agosto de 2008.
Bento XVI explicou que, naquele século, se formaram dois modelos de teologia: a monásticas e a escolásticas, as quais, segundo o Papa, são diferentes, mas complementares.
“A primeira foi desenvolvida por monges, devotos, ouvintes e leitores da Sagrada Escritura, que procuravam incentivar e nutrir o desejo amoroso de Deus. Já a teologia escolástica é obra de pessoas cultas, de mestres que desejavam mostrar o caráter razoável e o fundamento dos mistérios de Deus e do homem, que devem ser acreditados com fé, mas também compreendidos pela razão”, destacou o Pontífice.
Bento XVI ainda comentou que uma série de coincidências providenciais” favoreceu, no século XII, um florescimento da teologia latina.
“De um lado, a paz e o desenvolvimento econômico da Europa. Do outro, a reforma gregoriana promovida no século anterior”, que “levou a uma maior pureza evangélica na vida eclesial”, afirmou o Pontífice.
“Nesse contexto, a teologia floresceu, adquirindo consciência de sua própria natureza e inspirando iniciativas importantes para a cultura, arte e literatura”, disse o Papa.
Antes destes pronunciamentos, um coral infanto-juvenil da cidade de Maringá, no Paraná, cantou a música “Aquarela do Brasil” na Praça São Pedro. Ao fim da audiência geral, Bento XVI cumprimentou Alemanno e o casal holandês. (ANSA)

28 de Outubro – São Simão e São Judas Tadeu

PAPA BENTO XVI

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006
Simão o Cananeu e Judas Tadeu

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje tomamos em consideração dois dos doze Apóstolos: Simão o Cananeu e Judas Tadeu (que não se deve confundir com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf. Mt 10, 4; Mc 3, 18; Lc 6, 15; Act 1, 13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, excepto o facto que o Cânon neotestamentário conserva uma carta atribuída a Judas Tadeu.
Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como “cananeu”, Lucas define-o “zelote”. Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa: na língua hebraica, de facto, o verbo qanà‘ significa “ser zeloso”, “dedicado” e pode referir-se quer a Deus, porque é zeloso do povo por ele escolhido (cf. Êx 20, 5), quer a homens que são zelosos no serviço a Deus único com dedicação total, como Elias (cf. 1 Rs 19, 10). Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exactamente ao movimento nacionalista dos Zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se no antípoda de Mateus, que ao contrário, sendo publicano, provinha de uma actividade considerada totalmente impura.
Sinal evidente que Jesus chama os seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-se pelas pessoas, não pelas categorias sociais ou pelas actividades! E o mais belo é que no grupo dos seus seguidores, todos, mesmo se diversos, coexistiam, superando as inimagináveis dificuldades: de facto, era o próprio Jesus o motivo de coesão, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superar os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, os povos, as raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.
No que se refere depois a Judas Tadeu, ele é chamado assim pela tradição, unindo ao mesmo tempo dois nomes diferentes: de facto, enquanto Mateus e Marcos o chamam simplesmente “Tadeu” (Mt 10, 3; Mc 3, 18), Lucas chama-o “Judas de Tiago” (Lc 6, 16; Act 1, 13). O sobrenome Tadeu tem uma derivação incerta e é explicado ou como proveniente do aramaico taddà‘, que significa “peito” e, por conseguinte, significaria “magnânimo”, ou como abreviação de um nome grego como “Teodoro, Teódoto”. Dele são transmitidas poucas coisas. Só João assinala um seu pedido feito a Jesus durante a Última Ceia. Diz Tadeu ao Senhor: “Senhor, como aconteceu que te deves manifestar a nós e não ao mundo?”. É uma pergunta de grande actualidade, que também nós fazemos ao Senhor: porque o Ressuscitado não se manifestou em toda a sua glória aos seus adversários para mostrar que o vencedor é Deus? Por que se manifestou só aos Discípulos? A resposta de Jesus é misteriosa e profunda. O Senhor diz: “Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada” (Jo 14, 22-23). Isto significa que o Ressuscitado deve ser visto, sentido também com o coração, de modo que Deus possa habitar em nós. O Senhor não se mostra como uma coisa. Ele quer entrar na nossa vida e por isso a sua manifestação é uma manifestação que exige e pressupõe o coração aberto. Só assim vemos o Ressuscitado.
Foi atribuída a Judas Tadeu a paternidade de uma das Cartas do Novo Testamento, que são chamadas “católicas” porque não se destinam a uma determinada Igreja local, mas a um círculo muito amplo de destinatários. De facto, ele dirige-se “aos eleitos amados por Deus Pai e guardados para Jesus Cristo” (v. 1). A preocupação central deste escrito é advertir os cristãos de todos os que, com o pretexto da graça de Deus, desculpam a própria devassidão e para desviar outros irmãos com ensinamentos inaceitáveis, introduzindo divisões dentro da Igreja “deixando-se levar pelo seu delírio” (v. 8), assim define Judas estas suas doutrinas e ideias especiais. Ele compara-os inclusivamente aos anjos caídos, e com palavras fortes diz que “seguiram pelo caminho de Caim” (v. 11). Além disso classifica-os sem reticências como “nuvens sem água que os ventos levam; árvores de outono sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas furiosas do mar que repelem a espuma da sua torpeza; estrelas errantes condenadas à negrura das trevas eternas” (vv. 12-13).
Talvez hoje nós já não estejamos habituados a usar uma linguagem tão polémica, que contudo nos diz uma coisa importante. No meio de todas as tentações que existem, com todas as correntes da vida moderna, devemos conservar a identidade da nossa fé. Certamente, o caminho da indulgência e do diálogo, que o Concílio Vaticano II felizmente empreendeu, deve ser sem dúvida prosseguida com uma constância firme. Mas este caminho do diálogo, tão necessário, não deve fazer esquecer o dever de reconsiderar e de evidenciar sempre com igual força as linhas-mestras e irrenunciáveis da nossa identidade cristã. Por outro lado, é necessário ter bem presente que esta nossa identidade exige força, clareza e coragem face às contradições do mundo em que vivemos. Por isso o texto epistolar prossegue assim: “Mas vós, caríssimos, fala a todos nós mantende-vos no amor de Deus, esperando que a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo vos conceda a vida eterna. Tratai com misericórdia aqueles que vacilam…” (vv. 20-22). A Carta conclui-se com estas bonitas palavras: “Àquele que é poderoso para vos livrar das quedas e vos apresentar diante da sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao Deus único, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo, Senhor nosso, seja dada glória, a majestade, a soberania e o poder, antes de todos os tempos, agora e por todos os séculos, Amém” (vv. 24-25).
Vê-se bem que o autor destas frases vive plenamente a própria fé, à qual pertencem realidades grandes como a integridade moral e a alegria, a confiança e por fim o louvor, sendo motivado em tudo apenas pela bondade do nosso único Deus e pela misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, tanto Simão o Cananeu, como Judas Tadeu nos ajudam a redescobrir sempre de novo e a viver incansavelmente a beleza da fé cristã, sabendo dar um testemunho dela forte e ao mesmo tempo sereno.

NA AUDIÊNCIA GERAL, PAPA FALA DO RENASCIMENTO DA TEOLOGIA LATINA

Cidade do Vaticano, 28 out (RV) – Quarta-feira é dia de Audiência Geral. Aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça S. Pedro, Bento XVI não falou de um santo em especial, mas do século doze, um período que foi favorável para o renascimento da teologia latina.

Naquele tempo, explicou o papa, reinava na Europa a paz e o desenvolvimento econômico e social. Na Igreja, a “reforma gregoriana” estava produzindo notáveis frutos, como a expansão da vida consagrada. Este ressurgir pôs as bases para que, no século treze, despontassem figuras como Santo Tomás ou São Boaventura.

Neste contexto, continuou o pontífice, os mosteiros foram um âmbito de grande atividade teológica. Neles, os monges, dotados de uma vasta cultura e de um grande fervor evangélico, tentavam suscitar o desejo por Deus, mediante a contemplação dos mistérios sagrados na Escritura. Precisamente, esta aproximação espiritual ao texto bíblico – a lectio divina – foi um dos temas centrais do Sínodo dos Bispos do ano passado.

Outro âmbito deste florescimento teológico foram as escolas que apareceram junto às catedrais. Estes centros, dedicados à instrução do clero, buscavam apresentar a harmonia e a unidade da Revelação Cristã, mediante o chamado “método escolástico”, onde predomina a confiança na razão para a compreensão das verdades da fé.

Em português, Bento XVI explica este período:

“Queridos irmãos e irmãs,


No século XII, a partir dos mosteiros e das escolas junto das catedrais, desenvolveram-se dois modelos diferentes de teologia: a «teologia monástica» e a «teologia escolástica». A primeira foi desenvolvida pelos monges, devotados ouvintes e leitores orantes da Sagrada Escritura, que procuravam incentivar e nutrir o desejo amoroso de Deus. A teologia escolástica é obra de pessoas cultas, de mestres desejosos de mostrar o caráter razoável e o fundamento dos mistérios de Deus e do homem, que se devem acreditar com a fé, mas também compreender pela razão. Fé e razão, em recíproco diálogo, vibram de alegria quando ambas são animadas pela busca duma união cada vez mais íntima com Deus.


Amados peregrinos do Porto e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular ao coro infanto-juvenil de Maringá e aos grupos paroquiais de Santa Cruz, em Belém, e de Nossa Senhora do Carmo, no Rio de Janeiro. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus. Procurai iluminar o vosso caminho com a Palavra divina, ouvindo-a atentamente na Eucaristia do domingo e reservando alguns momentos em cada dia para a sua meditação. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha bênção.”

Antes que o papa saudasse os fiéis de língua portuguesa, o coro infanto-juvenil de Maringá entoou a música “Aquarela do Brasil” na Praça S. Pedro:
(BF)