PAPA PEDE ORAÇÕES PARA QUE SE VIVA O DOMINGO COMO CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 01 out (RV) – Bento XVI pediu orações neste mês de outubro para que se viva o domingo como o dia em que os cristãos se reúnem para celebrar o Senhor Ressuscitado, participando do banquete da Eucaristia. E o propõe nas intenções do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos cinco continentes, para este mês que se inicia.

Todos os meses, o Papa pede também orações por uma intenção missionária. A de outubro é a seguinte: “Para que o povo de Deus, que recebeu de Cristo o mandato de pregar o Evangelho a todas as criaturas, assuma com empenho sua responsabilidade missionária e a considere como o maior serviço que pode oferecer à humanidade”. (SP)

CARDEAL ODILO SHERER NOMEADO MEMBRO DO PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA

Cidade do Vaticano, 01 out (RV) – O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, é um dos sete bispos nomeados ontem como membros do comitê da Presidência do Pontifício Conselho para a Família.

Entre outros foram também nomeados membros, o Arcebispo de Milão, (Itália), Cardeal Dionigi Tettamanzi, o Arcebispo de Edimburgo (Grã Bretanha), o Arcebispo de Boston (EUA) Cardeal Sean Patrick O’Malley e o Patriarca de Jerusalém dos Latinos Sua Beatitude Fouad Twal.

O Cardeal Odilo Scherer é atualmente membro do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da Pontifícia Comissão de Vigilância sobre o Instituto para as Obras de Religião (IOR), da Congregação para o Clero e do Conselho do Sínodo dos Bispos. (SP)

Papa recebeu presidente do Paquistão

Bento XVI recebeu esta Quinta-feira no Vaticano o presidente da República Islâmica do Paquistão, Asif Ali Zardari, com quem falou sobre a luta contra o terrorismo e a recente onda de violência contra os cristãos nesse país.

Segundo comunicado de imprensa da Santa Sé, os dois líderes detiveram-se sobre a “actual situação no Paquistão”, apelando a uma “sociedade mais tolerante e harmónica”.

Asif Ali Zardari encontrou-se também com o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e com o Secretário do Vaticano para as relações com os Estados, D. Dominique Mamberti.

Nestes encontros foi destacado o “contributo positivo” da Igreja Católica na vida social do Paquistão, através de instituições de saúde, educação e acção social.

A Santa Sé lembrou os “recentes episódios de violência” contra a comunidade cristã, em várias localidades do país, sublinhando “a necessidade de superar qualquer forma de discriminação baseada na pertença religiosa”, com o objectivo de promover o respeito pelos direitos de todos os cidadãos.

PAPA SE DESPEDE DA EQUIPE E RESIDENTES CASTEL GANDOLFO

Castel Gandolfo, 01 out (RV) – Ao término de sua estada na residência de Castel Gandolfo, com o fim do verão, o papa saudou os residentes e trabalhadores agradecendo sua dedicação generosa e o esforço em atender suas exigências e daqueles que o assistem.

A equipe da residência apostólica também recepciona os peregrinos e fiéis, além dos visitantes recebidos pelo pontífice em audiências habituais.

Bento XVI agradeceu ainda o clero local e as comunidades religiosas que vivem e atuam na localidade, encorajando-os em seu entusiasmo no anúncio e testemunho do Evangelho.
A saudação seguinte foi dirigida à classe política e aos administradores da província e de toda a região de colinas que circunda Roma – conhecida como a Região dos Lagos, ou Castelos Romanos – e obviamente, a toda a população de Castel Gandolfo.

O papa elogiou a diretoria e os funcionários do Governo do Vaticano, incluindo os Serviços Técnicos, pela abnegação que os distingue no trabalho em serviço do Sucessor de Pedro; e ao Corpo da Guarda Suíça, cuja presença contribui para oferecer aos visitantes uma acolhida ainda mais eficiente.

Os policiais e membros das forças da ordem italiana receberam também cumprimentos do pontífice, que citou de modo específico os oficiais da Aeronáutica, pelo qualificado serviço efetuado em seus deslocamentos de Castel Gandolfo ao Vaticano e vice-versa.

Enfim, Bento XVI recordou a todos a festividade de Santa Teresa do Menino Jesus, carmelita do mosteiro de Lisieux.

“Seu testemunho mostra que somente a palavra de Deus é fonte de nova vida. À nossa sociedade, frequentemente forjada por uma cultura racionalista e materialista, a pequena Teresa indica, como resposta aos grandes interrogativos de nossa existência, “a pequena via”, que mira ao essencial: o caminho do amor, capaz de envolver e dar sentido e valor a todo acontecimento humano”.

Despedindo-se e agradecendo novamente todos com uma benção, Bento XVI confiou os presentes, amigos e famílias à materna proteção da Santa.

O retorno do pontífice ao Vaticano está previsto para sábado, 3 de outubro.
(CM)

PAPA PARTICIPARÁ DE CONCERTO "JOVENS CONTRA A GUERRA"

Cidade do Vaticano 01 out (RV) – Bento XVI estará presente, no próximo dia 8 de Outubro, no concerto “Jovens contra a guerra”, que faz parte das celebrações pelos 70 anos do início da II Guerra Mundial. A iniciativa será realizada no auditório da Via da Conciliação, perto do Vaticano.

A orquestra alemã InterRegionales JugendsinfonieOrchester (IRO), dirigida pelo maestro Jochem Hochstenbach e Wolfgang Gönnenwein, interpretará músicas de Gustav Mahler e Felix Mendelssohn-Bartholdy. A meio-soprano Michelle Breedt e o ator austríaco Klaus Maria Brandauer recitarão textos de Johann Wolfgang von Goethe, Heinrich Heine, Paul Celan, Berthold Brecht e duas poesias escritas por crianças, inspiradas no “campo-gueto” de Theresienstadt.

O concerto é organizado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, pela Comissão do Vaticano para as Relações com o Judaísmo, pela embaixada da Alemanha junto à Santa Sé e pelo Fórum Cultural Europeu da associação cultural de Mainau.

O ato insere-se no projeto “1939-2009: 70 anos do início da II Guerra Mundial”. (SP)

O valor da Música Sacra

14. “E, de fato, nisto consiste a dignidade e a excelsa finalidade da música sacra, a saber, em – por meio das suas belíssimas harmonias e da sua magnificência – trazer decoro e ornamento às vozes quer do sacerdote ofertante, quer do povo cristão que louva o sumo Deus; em elevar os corações dos fiéis a Deus por uma intrínseca virtude sua, em tornar mais vivas e fervorosas as orações litúrgicas da comunidade cristã, para que Deus uno e trino possa ser por todos louvado e invocado com mais intensidade e eficácia. Portanto, por obra da música sacra é aumentada a honra que a Igreja dá a Deus em união com Cristo seu chefe; e, outrossim, é aumentado o fruto que, estimulados pelos sagrados acordes, os fiéis tiram da sagrada liturgia e costumam manifestar por uma conduta de vida dignamente cristã, como mostra a experiência cotidiana e como confirmam muitos testemunhos de escritores antigos e recentes. Falando dos cânticos ‘executados com voz límpida e com modulações apropriadas’, assim se exprime santo Agostinho: ‘Sinto que as nossas almas se elevam na chama da piedade com um ardor e uma devoção maior por efeito daquelas santas palavras quando elas são acompanhadas pelo canto, e todos os diversos sentimentos do nosso espírito acham no canto uma sua modulação própria, que os desperta por força de não sei que relação oculta e íntima'” (CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII MUSICAE SACRAE DISCIPLINA, SOBRE A MÚSICA SACRA)

Religiões do silêncio

48. “Em algumas regiões da terra, não falta quem seja injustamente perseguido por causa do nome cristão e se veja privado dos direitos divinos e humanos da liberdade. Para afastar tais males, nada conseguiram até hoje justificados pedidos e reiterados protestos. A esses filhos inocentes e atormentados volva os seus olhos de misericórdia, cuja luz dissipa nuvens e serena tempestades, a poderosa Senhora dos acontecimentos e dos tempos, que sabe vencer a maldade com o seu pé virginal. Conceda-lhes poderem em breve gozar a devida liberdade e cumprir publicamente os deveres religiosos. E, servindo a causa do Evangelho – com o seu esforço concorde e egrégias virtudes, de que no meio de tantas dificuldades dão exemplo – concorram para o fortalecimento e progresso das sociedades terrestres”. (CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII AD CAELI REGINAM SOBRE A REALEZA DE MARIA E A INSTITUIÇÃO DA SUA FESTA)

A graça de amar

Vivemos em uma sociedade que tende a minimizar o amor como simples afeto ao próximo. Infelizmente o mundo faz com que nos acostumemos a viver com esta realidade, tão incômoda e tão rechaçada por Deus.

No entanto mais que uma reflexão feita moralmente, devemos analisar o amor no seu fundamento bíblico. Desvendando o mistério que o envolve.

O que é o amor? Como este pode ser definido? O amor é uma graça que Deus nos concede. O amor é o afeto pelo próximo. O amor é a doação que Jesus faz de Si para nós. O amor não é mórbido, desde que ajudemos o próximo. Sim, todas estas definições não são erradas, mas concernem intrinsecamente entre si. Mas apesar de serem concordes na definição sem uma simples palavra seria tudo isto incompleto e vazio. Uma única palavra é capaz de definir o amor: DEUS.

Deus caritas est (Deus é amor), escreve São João (cf. 1Jo 4,16). E é neste amor que o ser humano é chamado a descansar.

É-nos sabido que a palavra amor tem se degenerado com o decorrer do tempo, prenunciado desde o começo do século passado. Temos convicção de que o amor tornou-se uma palavra demasiada abusada no mundo hodierno. O vasto campo semântico da palavra “amor” induz-nos, não poucas vezes, a pensar em: amor à pátria, amor aos amigos, amor ao trabalho, amor à família. E muitas vezes se retrai ao falar-se do amor a Deus. Um Deus que se doa a todos, sem impor limites ou limitar-se ao tempo.

Muitas vezes o homem, na sua prepotente arrogância, não reconhece o amor a Deus, como fonte de tudo; e pior: não reconhece o amor de Deus em si.

Na minha concepção o que levou São João a definir o amor tão sublimemente foi a sua experiência de ser o discípulo amado do Senhor. João era discípulo amado do Amor. Que grande graça o Senhor no-lo concedeu. No seu anonimato nominal, nos Evangelhos, ele tem a capacidade de descobrir, ou ao menos de anunciar, o amor escondido no Cristo: “Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4,19).

Uma outra característica que nos proporciona a graça do amor, não diverge muito da primeira: “Se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20). O amor ao próximo é inseparável do amor a Deus. E precisamente este é o segundo aspecto sobre o qual debruçar-me-ei agora.

Na parábola do jovem rico que queria seguir Jesus, o Mestre lhe pergunta se conhece os mandamentos, ele, após recitá-los, é tomado de grande tristeza com a resposta que se sucedia, dizendo-lhe o que faltava fazer: “Vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres, depois vem e segui-me” (Lc 18,22).

Amar exige caridade e a esta se segue a renúncia.

“O amor ao próximo é uma estrada para encontrar também a Deus, e que o fechar dos olhos diante do próximo torna-os cegos diante de Deus” (Cart. Enc. Deus Caritas est, 16).

O citado versículo joanino destaca o nexo indivisível entre o amor a Deus e o amor ao próximo. Os dois relacionam-se intrinsecamente entre si.

Portanto, amar o próximo é, antes de tudo, amar a Deus e ser amado por Ele.

Falta amor no mundo hoje. Em uma sociedade que busca um capitalismo exacerbado, a Igreja anuncia, e não se cansa nunca de dizer: Deus é amor. O amor tornou-se visível na pessoa de Jesus, que mesmo sendo Deus não permaneceu inacessível. A comunidade eclesial, consciente desta verdade, deve buscar este Cristo que é amor, erradicando os males atuais e implantando o amor como fonte inexaurível.

Quanto ao amor ao próximo, este manifestar-se-á também pela via da caridade. A caridade deve ser manifestada ao mundo antes pelos cristãos. E isto projetou e figurou nos primórdios da Igreja, tendo como grande expoente São Lourenço e tantos outros. E se esta não for tida como amor, esvaziar-se-á num sentimentalismo indubitavelmente ilógico, sem Cristo.

Não daria para expressar tudo neste breve texto. Aqueles que buscam um conhecimento mais aprofundado do tema amor recomendo ler a Encíclica Deus Caritas est, escrita pelo nosso sábio e magnânimo Papa Bento XVI.

Na conclusão pergunto se você ama deveras a Deus, ou tem colocado as futilidades em primeiro lugar?
Não deixe de se doar a Deus; pois Deus não deixou de se doar a você.
E se as dificuldades quiserem lhe abater, lembre-se do discurso escatológico de Cristo: “A maldade se espalhará tanto que o amor de muitos esfriará. Mas, quem perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,12-13).

Ian Farias
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