Bento XVI deixa orientações para a leitura da Bíblia


 [Achei muito interessante a notícia, principalmente pela afirmação do Santo Padre, que ponho em destaque].


Bento XVI defendeu esta Segunda-feira no Vaticano que a leitura da Bíblia exige a “compreensão de cada texto individual a partir do conjunto”.

O Papa falava diante de 400 docentes, estudantes e funcionários do Instituto Bíblico Pontifício, por ocasião dos 100 anos da sua fundação.

Depois de sublinhar o aumento do interesse pela Bíblia no decorrer deste século, Bento XVI afirmou que “graças ao Concílio Vaticano II, em especial à Constituição dogmática Dei Verbum, compreendeu-se ainda mais a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”.

Esse mesmo documento, disse ainda, frisou a “legitimidade e necessidade do método histórico-crítico, resumindo-o em três elementos essenciais: atenção aos géneros literários: estudo do contexto histórico; exame do que se costuma chamar Sitz im Leben”.

Para Bento XVI, “o pressuposto fundamental sobre o qual repousa a compreensão teológica da Bíblia é a unidade da Escritura”.

O Papa deixou votos de que “a Sagrada Escritura se torne neste mundo secularizado não somente a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os fiéis em Cristo”.

“É à Igreja que é confiado o ofício de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo”, acrescentou.

Bento XVI saudou o que considerou como “autêntica renovação espiritual e pastoral” provocada pelo destaque dado à Bíblia, sobretudo na “pregação, catequese, estudo da teologia e diálogo ecuménico”.
Para esta renovação, afirmou, deu um contributo significativo o Instituto Bíblico Pontifício, com a pesquisa científica, com o ensinamento das disciplinas bíblicas e a publicação de estudos e revistas especializadas. O Papa citou também alguns docentes ilustres, como o Cardeal Bea, que formou mais de sete mil professores de Sagrada Escritura.

Bento XVI encorajou docentes e estudantes a prosseguirem neste caminho com renovado empenho, conscientes do serviço à Igreja que lhes é pedido, ou seja, “aproximar a Bíblia à vida do Povo de Deus”, para que este “saiba enfrentar de maneira adequada os desafios inéditos que os tempos modernos põem à nova evangelização”.