O pagão ou o cristão

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 Do Blog Ecclesia Una

“A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas [pagãos celtas], vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista.”
Wikipédia, Dia das Bruxas, Novos elementos do Halloween
Halloween é o nome de uma festa vinda dos Estados Unidos para o Brasil. O famoso dia das bruxas é comemorado amanhã, 31 de outubro. Para muitos essa é a semana do azar, das “bruxas”, do sincretismo, da superstição. Para a nossa sociedade cristã, contudo, existe outra festa celebrada essa semana que sucede esse dia supostamente negro. Falamos do dia de todos os santos e, logo após, do dia de Finados, onde lembramos as almas dos mortos que foram ao encontro de Deus na morada eterna.
Mas veja: não é possível comemorar as duas festas simultaneamente. Ou escolhemos uma – vinda do paganismo – ou a outra, que prega uma dimensão totalmente contrária a esse ideal. É preciso fazer uma escolha: ou eu comemoro o pagão ou eu celebro o cristão. A Bíblia vai nos instruir: “Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 21). Essa mesa dos demônios que é proposta pelo Halloween visa justamente levar o nosso povo, que é cristão, a ir contra os conceitos e princípios estabelecidos por Jesus Cristo. O Catecismo da Igreja Católica condena severamente práticas de bruxaria, superstição, azar, entre outras que ferem a dignidade da onipotência divina.
2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.
Essa Terra de Santa Cruz vem sendo constantemente assolada pelos males das religiões chamadas “afro”, que têm uma visão errada e verdadeiramente paganizada sobre Deus. Com o Halloween a ênfase que se dá a esse conceito pervertido e errado sobre a religião entra também em nossas famílias fazendo com que muitas delas, católicas, participem, mesmo que ilicitamente, da mesa do Senhor – quando comungam do Corpo de Cristo – e da mesa dos demônios – quando comungam dos ideais pagãos dessa festa -.
Deus não nos permite que pervertamos nossa alma com a idolatria, com a superstição, e muito menos com mascaradas práticas anticristãs. Pela boca do profeta Isaías Ele clama: “Eu te chamo pelo nome, és meu” (Is 43, 1). Nós somos inteiramente do Senhor e somente a Ele devemos de fato pertencer. Quando buscamos dividir a nossa adoração a Deus com outros deuses passamos a odiar a Deus e a amar o demônio: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24).
Mas, não seria radicalismo afirmar que a festa do dia das Bruxas é uma festa pagã – perguntar-se-á -, que incentiva a idolatria? De modo algum! São Paulo diz em outra passagem da Bíblia que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus” (1 Cor 10, 20). Embora essa sociedade relativista defenda uma neutralidade nessas festas que se manifestam abertamente contra a divindade de Jesus Cristo, ela não existe. Não pode haver neutralidade em sacrifícios que não são oferecidos a Deus. Tudo o que não é bom, é mal! A condenação do Senhor a práticas como adivinhação, astrologia, feiticismo, magia, espiritismo, invocação aos mortos (cf. Dt 18, 11) é clara.
Sim, sim. Mas, insistirão e dirão que o Halloween não representa objetivamente nenhuma dessas práticas. Será que isso é mesmo verdade? Por que será então que nossos jovens se vestem de bruxos e bruxas para irem às festas-fantasia? Não é a bruxaria justamente uma ideologia de dominação de poderes ocultos, de poderes ‘sobrenaturais’? Não é o feiticismo – claramente presente nas nossas festas de dia das bruxas – uma revolta direta ao mandamento de Deus, que nos ordena a não praticarmos esses atos abomináveis?
A ideologia, o pensamento que está por trás do dia das Bruxas é muito sagaz: ele envolve a mente da criança e do adolescente. Ao primeiro olhar a festa parece inofensiva. As brincadeiras parecem divertidas e não demonstram nenhum perigo. Os pais não se preocupam com o que são filhos estão se entretendo. Essa cadeia leva-os a imaginar que comemorar o dia das Bruxas é algo muitíssimo normal… Daí passa-se a crer também na astrologia, feitiçaria e bruxaria. Daí para o abismo do inferno é só um passo, afinal a família já começou a aceitar que participar da mesa dos demônios não é problema nenhum; muito pelo contrário: é divertido, é animado, é festivo.
Admirado o pecado, o ‘sacrifício pagão’ e também a conotação que está por trás dessa festa, começamos a abandonar aquilo que a Santa Igreja Católica, através do Seu Sagrado Magistério, nos propõe porque – quer queiramos ou não – existe uma clara incompatibilidade entre as coisas de Deus e as infâmias do mundo. Ademais São Tiago exclama: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus?”. E afirma que “todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4, 4).
Se quisermos verdadeiramente uma nação cristã precisamos lutar por isso com todas as nossas forças, eliminando da nossa vida quotidiana tudo o que nos leva ao paganismo, à idolatria, à superstição e a práticas que são proibidas por Deus. Qualquer princípio de transgressão a Lei do Altíssimo leva-nos à perdição. Cuidemo-nos, pois, e não permitamos que essa infame festa do dia das bruxas se infiltre na cultura da sociedade brasileira. Celebremos todos os santos e as festividades cristãs. Essas sim agradam o coração de Deus.
Graça e paz.

PAPA CITA MÉTODO CIENTÍFICO USADO POR GALILEU

CIDADE DO VATICANO, 30 OUT (ANSA) – O papa Bento XVI agradeceu à realização de estudos que “esclareceram” o contexto histórico da condenação, pela Santa Inquisição da Igreja Católica, do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642) e elogiou o método científico usado por ele.
    Ao receber hoje participantes de um encontro promovido pelo Observatório Astronômico da Santa Sé, em ocasião do Ano Internacional da Astronomia, o Pontífice disse que os tempos atuais, “posicionados no limite de cada vez mais grandes descobertas científicas”, trazem o sentimento de “maravilhado” e “da atenta observação, do juízo crítico e da paciência e disciplina do método científico”, que foram usados pelos pais da ciência moderna, como Galileu.
    “Quem pode negar que a responsabilidade pelo futuro da humanidade e também pelo respeito à natureza ao mundo requer, hoje mais que nunca, a atenta observação, o julgamento crítico, a paciência e a disciplina que são essenciais ao moderno método científico?”, questionou o Papa.
    Referindo-se à época de Galileu, Bento XVI comentou que, “os grandes cientistas do período das descobertas recordam que a verdadeira consciência é sempre direta à sensatez e, ao invés de restringir os olhos da mente, convida a alçar o olhar ao mais alto Reino dos Céus”.
    Bento XVI agradeceu, “não somente pelos estudos que esclarecem o preciso contexto histórico da condenação de Galileu, mas também pelos esforços de todos que são empenhados para continuar o diálogo sobre a reflexão da complementaridade da fé e da razão”.
    Galileu Galilei foi um dos principais pesquisadores italianos. Em 1633, foi condenado pela Santa Inquisição por sua teoria heliocentrista (segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar), confirmada posteriormente.
    Também hoje o Pontífice recebeu, em audiência privada, o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Ângelo Bagnasco, que se reunirá em assembleia geral extraordinária com os bispos italianos de 9 a 12 de novembro.
    É tradição que antes de uma assembleia ou de um conselho da CEI o presidente do organismo se reúna com o Papa para analisar os temas que serão postos em discussão. (ANSA)

DELEGAÇÃO DE NAGASAKI SERÁ RECEBIDA PELO PAPA

TÓQUIO, 30 OUT (ANSA) – A diocese da cidade japonesa de Nagasaki irá realizar em 2010 uma peregrinação à Itália e à Espanha para recordar os 65 anos dos ataques atômicos que destruíram a localidade, cuja etapa mais importante será o encontro com o papa Bento XVI.
    “Nosso objetivo é renovar a mensagem de paz e criar um mundo pacífico”, disse à ANSA o porta-voz Dom Joseph Mitsuaki Takami.
    Segundo o religioso, cerca de 50 a 60 fiéis viajarão à Europa e entre eles há muitos ‘hibakusha’ (termo em japonês utilizado para designar as vítimas de bombas atômicas). Os peregrinos também levarão ao Vaticano a cabeça da estátua da Virgem Maria da igreja Uragami, a única parte da imagem que não foi destruída durante o bombardeio de 1945.
    A peça tem 26 centímetros e sairá pela terceira vez do Japão. Em 1985, a imagem já havia sido levada ao Vaticano e em 2000 a Belarus.
    A peregrinação, que acontecerá entre 20 de abril e 1º de maio de 2010, será uma oportunidade para lembrar os 65 anos dos atraques que destruíram duas cidades japonesas. Na ocasião dos ataques, 100 mil pessoas morreram em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki.
    Atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde japonês, os atingidos pelos ataques somam cerca de 274 mil.
    Antes de ir ao Vaticano, a delegação viajará à espanhola Guernica, onde assistirá a uma missa em honra das vítimas do bombardeiro de 1937.(ANSA)