O pagão ou o cristão


https://i2.wp.com/www.fashionbubbles.com/wp-content/uploads/2007/10/halloween-decoration.jpg

 Do Blog Ecclesia Una

“A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas [pagãos celtas], vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista.”
Wikipédia, Dia das Bruxas, Novos elementos do Halloween
Halloween é o nome de uma festa vinda dos Estados Unidos para o Brasil. O famoso dia das bruxas é comemorado amanhã, 31 de outubro. Para muitos essa é a semana do azar, das “bruxas”, do sincretismo, da superstição. Para a nossa sociedade cristã, contudo, existe outra festa celebrada essa semana que sucede esse dia supostamente negro. Falamos do dia de todos os santos e, logo após, do dia de Finados, onde lembramos as almas dos mortos que foram ao encontro de Deus na morada eterna.
Mas veja: não é possível comemorar as duas festas simultaneamente. Ou escolhemos uma – vinda do paganismo – ou a outra, que prega uma dimensão totalmente contrária a esse ideal. É preciso fazer uma escolha: ou eu comemoro o pagão ou eu celebro o cristão. A Bíblia vai nos instruir: “Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Cor 10, 21). Essa mesa dos demônios que é proposta pelo Halloween visa justamente levar o nosso povo, que é cristão, a ir contra os conceitos e princípios estabelecidos por Jesus Cristo. O Catecismo da Igreja Católica condena severamente práticas de bruxaria, superstição, azar, entre outras que ferem a dignidade da onipotência divina.
2111. A superstição é um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Também pode afetar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus: por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágica a certas práticas, aliás legítimas ou necessárias. Atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição.
Essa Terra de Santa Cruz vem sendo constantemente assolada pelos males das religiões chamadas “afro”, que têm uma visão errada e verdadeiramente paganizada sobre Deus. Com o Halloween a ênfase que se dá a esse conceito pervertido e errado sobre a religião entra também em nossas famílias fazendo com que muitas delas, católicas, participem, mesmo que ilicitamente, da mesa do Senhor – quando comungam do Corpo de Cristo – e da mesa dos demônios – quando comungam dos ideais pagãos dessa festa -.
Deus não nos permite que pervertamos nossa alma com a idolatria, com a superstição, e muito menos com mascaradas práticas anticristãs. Pela boca do profeta Isaías Ele clama: “Eu te chamo pelo nome, és meu” (Is 43, 1). Nós somos inteiramente do Senhor e somente a Ele devemos de fato pertencer. Quando buscamos dividir a nossa adoração a Deus com outros deuses passamos a odiar a Deus e a amar o demônio: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24).
Mas, não seria radicalismo afirmar que a festa do dia das Bruxas é uma festa pagã – perguntar-se-á -, que incentiva a idolatria? De modo algum! São Paulo diz em outra passagem da Bíblia que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus” (1 Cor 10, 20). Embora essa sociedade relativista defenda uma neutralidade nessas festas que se manifestam abertamente contra a divindade de Jesus Cristo, ela não existe. Não pode haver neutralidade em sacrifícios que não são oferecidos a Deus. Tudo o que não é bom, é mal! A condenação do Senhor a práticas como adivinhação, astrologia, feiticismo, magia, espiritismo, invocação aos mortos (cf. Dt 18, 11) é clara.
Sim, sim. Mas, insistirão e dirão que o Halloween não representa objetivamente nenhuma dessas práticas. Será que isso é mesmo verdade? Por que será então que nossos jovens se vestem de bruxos e bruxas para irem às festas-fantasia? Não é a bruxaria justamente uma ideologia de dominação de poderes ocultos, de poderes ‘sobrenaturais’? Não é o feiticismo – claramente presente nas nossas festas de dia das bruxas – uma revolta direta ao mandamento de Deus, que nos ordena a não praticarmos esses atos abomináveis?
A ideologia, o pensamento que está por trás do dia das Bruxas é muito sagaz: ele envolve a mente da criança e do adolescente. Ao primeiro olhar a festa parece inofensiva. As brincadeiras parecem divertidas e não demonstram nenhum perigo. Os pais não se preocupam com o que são filhos estão se entretendo. Essa cadeia leva-os a imaginar que comemorar o dia das Bruxas é algo muitíssimo normal… Daí passa-se a crer também na astrologia, feitiçaria e bruxaria. Daí para o abismo do inferno é só um passo, afinal a família já começou a aceitar que participar da mesa dos demônios não é problema nenhum; muito pelo contrário: é divertido, é animado, é festivo.
Admirado o pecado, o ‘sacrifício pagão’ e também a conotação que está por trás dessa festa, começamos a abandonar aquilo que a Santa Igreja Católica, através do Seu Sagrado Magistério, nos propõe porque – quer queiramos ou não – existe uma clara incompatibilidade entre as coisas de Deus e as infâmias do mundo. Ademais São Tiago exclama: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus?”. E afirma que “todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4, 4).
Se quisermos verdadeiramente uma nação cristã precisamos lutar por isso com todas as nossas forças, eliminando da nossa vida quotidiana tudo o que nos leva ao paganismo, à idolatria, à superstição e a práticas que são proibidas por Deus. Qualquer princípio de transgressão a Lei do Altíssimo leva-nos à perdição. Cuidemo-nos, pois, e não permitamos que essa infame festa do dia das bruxas se infiltre na cultura da sociedade brasileira. Celebremos todos os santos e as festividades cristãs. Essas sim agradam o coração de Deus.
Graça e paz.