PAPA CITA MÉTODO CIENTÍFICO USADO POR GALILEU


CIDADE DO VATICANO, 30 OUT (ANSA) – O papa Bento XVI agradeceu à realização de estudos que “esclareceram” o contexto histórico da condenação, pela Santa Inquisição da Igreja Católica, do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei (1564-1642) e elogiou o método científico usado por ele.
    Ao receber hoje participantes de um encontro promovido pelo Observatório Astronômico da Santa Sé, em ocasião do Ano Internacional da Astronomia, o Pontífice disse que os tempos atuais, “posicionados no limite de cada vez mais grandes descobertas científicas”, trazem o sentimento de “maravilhado” e “da atenta observação, do juízo crítico e da paciência e disciplina do método científico”, que foram usados pelos pais da ciência moderna, como Galileu.
    “Quem pode negar que a responsabilidade pelo futuro da humanidade e também pelo respeito à natureza ao mundo requer, hoje mais que nunca, a atenta observação, o julgamento crítico, a paciência e a disciplina que são essenciais ao moderno método científico?”, questionou o Papa.
    Referindo-se à época de Galileu, Bento XVI comentou que, “os grandes cientistas do período das descobertas recordam que a verdadeira consciência é sempre direta à sensatez e, ao invés de restringir os olhos da mente, convida a alçar o olhar ao mais alto Reino dos Céus”.
    Bento XVI agradeceu, “não somente pelos estudos que esclarecem o preciso contexto histórico da condenação de Galileu, mas também pelos esforços de todos que são empenhados para continuar o diálogo sobre a reflexão da complementaridade da fé e da razão”.
    Galileu Galilei foi um dos principais pesquisadores italianos. Em 1633, foi condenado pela Santa Inquisição por sua teoria heliocentrista (segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar), confirmada posteriormente.
    Também hoje o Pontífice recebeu, em audiência privada, o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Ângelo Bagnasco, que se reunirá em assembleia geral extraordinária com os bispos italianos de 9 a 12 de novembro.
    É tradição que antes de uma assembleia ou de um conselho da CEI o presidente do organismo se reúna com o Papa para analisar os temas que serão postos em discussão. (ANSA)