Gays não vão para o céu! (?)


[Do blog Igreja Una. Muito interessante, resolvi postá-lo. Verdadeiramente tende-se, de diversos modos, a fazer com que as pessoas tenham dúvida sobre o destino ultimo dos homossexuais. A Igreja, com o seu Magistério infalível, é capaz, não de responder definitivamente, mas dar um sentido aos ânseios humanos.]
 
 
Cardeal Mexicano afirma. Mas será mesmo?

Corre por ai que o cardeal mexicano Javier Lozano Barragan, ex-presidente o Pontificio Conselho para a Saúde, afirmou que os “homossexuais e transsexuais não entrarão no Reino dos Céus“.

Certamente uma frase de um duplo impacto. Primeiro, o impacto psicológico de uma negativa tão clara num mundo onde tudo deve ser positivo e politicamente correto. Segundo, uma frase impactante no seu sentido teológico, se a levarmos ao pé-da-letra.

Se a homossexualidade é uma tendência psicológica reversível ou não, se é um fator genético ou não, não sei dizer, mas o que realmente importa é como o homossexual, masculino ou feminino, vive a sua vida.

O cardeal não faz qualquer distinção explícita entre os homossexuais obstinados em viver a homossexualidade e os homossexuais que vivem a castidade (em número esmagadoramente inferior). Mas deixa uma declaração que, talvez, nos faça entender melhor a sua declaração anterior:

Talvez eles não sejam culpados (da sua homossexualidade, nt), mas agindo contra a dignidade do corpo eles certamente não entrarão no reino dos céus“.

Como escreveu Torinielli, uma coisa é o pecado, outra bem diferente é o pecador. Se há arrependimento, então a Igreja terrestre o reconcilia com Cristo. Se não há arrependimento, bom, então Barragam está certo porque a homossexualidade é incompatível com a santidade.

Se o homossexual, que vive a castidade, encontra-se excomungado “latae sententiae” desde sempre (é o que a mídia européia está popularizando, com o auxílio da entrevista de Barragan), então deduzimos que há seres humanos de 2ª classe, cuja Redenção não se aplica. Isso se agrava se a homossexualidade estiver mais inclinada a fatores alheios ao controle, como a genética. Mas não sou especialista para definir a raiz da homossexualidade como genética ou psicológica.

É, caro leitor, um assunto polêmico.

Tornielli crê que foi tudo um erro de transliteração da entrevista. Espero que sim.Uma coisa é o pecado, outra é o pecador – ainda mais se o pecador estiver arrependido e decidir viver uma vida santa.