O PAPA CONFORTA OS HAITIANOS


Cidade do Vaticano, 13 jan (RV) – Nesta manhã nublada e chuvosa na Cidade do Vaticano, o papa recebeu os fiéis, turistas e romanos na Sala Paulo VI, onde concedeu a tradicional audiência geral das quartas-feiras, abertas ao público.

Informado sobre o desastre provocado pelo terremoto em Haiti, Bento XVI lembrou a situação dramática desse país, ressaltando antes tudo as graves perdas humanas, o grande número de pessoas desalojadas e dispersas e os incalculáveis danos materiais.

Neste sentido, o papa convidou todos os presentes e ouvintes a unirem-se a ele na oração pelas vítimas da catástrofe e por aqueles que choram seus mortos. Oferecendo a sua solidariedade espiritual aos que perderam suas casas e a todos os que passam privações por esta calamidade, o papa implorou a Deus para que console e alivie o sofrimento dos haitianos.

“A generosidade de todos é importante a fim de que, neste momento de necessidades e de dor, não lhes falte a nossa concreta solidariedade e a operosa ajuda da comunidade internacional. A Igreja Católica foi imediatamente acionada, através de suas instituições de caridade, indo ao encontro das carências mais prioritárias da população” – garantiu o pontífice, sensibilizando seus fiéis.

Já em sua catequese, o papa falou sobre o nascimento e desenvolvimento da Ordem dos Frades Menores e da Ordem dos Pregadores, conhecidas como Franciscanos e Dominicanos, que no século XIII, levaram a Igreja a uma profunda renovação através dos seus testemunhos de vida autenticamente cristã.

“Essas Ordens religiosas, querendo viver a pobreza evangélica, recorriam à ajuda dos fiéis para poder se manter, por isso eram denominadas Mendicantes. Seus respectivos fundadores, São Francisco de Assis e São Domingos de Gusmão, demonstraram ter grande capacidade para ler com inteligência os “sinais dos tempos”, intuindo os desafios que a Igreja daquela época deveria enfrentar, como o aparecimento de grupos radicais que se afastavam da verdadeira doutrina cristã; o aumento das populações urbanas sedentas de uma intensa vida espiritual; e a transformação cultural que eclodia a partir das Universidades.

Queridos peregrinos de língua portuguesa, possa o Espírito Santo suscitar no coração de cada um a urgência de oferecer ao mundo um testemunho coerente e corajoso do Evangelho. Que Deus abençoe a cada um de vós e vossas famílias! Ide em Paz!”