Sacerdócio não é para prestígio social


O sacerdócio não pode jamais representar um caminho para obter segurança na vida ou conquistar uma posição social. Quem aspira o sacerdócio para aumentar seu prestígio pessoal e seu próprio poder interpreta equivocadamente o sentido deste ministério. Quem quer, sobretudo, alcançar uma própria ambição, alcançar o próprio sucesso, será sempre escravo de si mesmo e da opinião pública. Para ser considerado deverá adular; deverá dizer aquilo que as pessoas gostam; deverá se ajustar às novas modas e opiniões e, assim, privar-se-á da relação vital com a verdade, reduzindo-se a condenar amanhã o que será louvado hoje. Um homem que colocou assim sua vida, um sacerdote que veja nestes termos o próprio ministério, não ama verdadeiramente a Deus e aos outros, mas só a si mesmo e, paradoxalmente, acaba por se perder.”

“O sacerdócio – lembremo-nos sempre – depende da coragem para dizer “sim” à outra vontade, na consciência, de fazer crescer a cada dia, que a sua conformidade com a vontade de Deus, “imerso” nesta vontade, não só não será cancelada a nossa originalidade, mas, ao contrário, entraremos sempre mais na verdade do nosso ser e do nosso ministério.”

– Papa Bento XVI, Homilia na ordenação de novos sacerdotes
20 de junho de 2010