A Crise Vocacional “diária”


Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. (…) Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.’

São Mateus 16,14-15.19-20

Um amigo me disse que estava em crise vocacional. Eu sorri e disse natural enquanto ele ficava bestificado com a reação.

O homem está em crise vocacional desde o dia em que nasceu até o dia que morrerá. De cada um o Senhor vai prestar contas dos talentos. A uns deu muitos, a outros deu pouco, e cada servo fez render de uma maneira diferente. Todo dia o homem deve questionar com humildade a Deus se está cumprindo sua vocação, sua tarefa aqui.

Nem Adão foi criado para ficar a toa, mas cuidaria do Jardim do Éden, e efetivamente deste lado do céu é a humanidade que governa.

Há grandes vocações, há pequenas vocações. Todas tem seu mérito, todas tem sua responsabilidade, todas terão sua recompensa. E há a vocação universal à santidade, que desde o papa até ao mais recente batizado todos são chamados.

Senhor, fiz tua vontade hoje? Cumpri minha vocação? Está clara para mim minha vocação?! Ah, se vocação fosse apenas ser ou não ser religioso ou sacerdote!!! Tudo seria tão simples! Até a hora da morte hei de contar os talentos lucrados e perdidos, para prestar contas ao Senhor. Queria Deus que tenha cumprido minha vocação com estes poucos talentos que mais vivo esbanjando que multiplicando!

2 pensamentos sobre “A Crise Vocacional “diária”

  1. Olá, Belo post. Só uma coisinha. Se a vocação é um chamado de Deus, a crise só pode ser sobrenatural, e não natural, mesmo que diária! Pax, Luís

    • Não necessariamente. O homem pode ter uma dúvida natural em relação ao sentido de sua vida, o que diríamos “vocação” no texto acima. O que é, aliás, o problema de todos os filósofos, crentes e não crentes.

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