A decadência dos valores em nossos dias


Estando em férias tomei conhecimento da absurdidade cometida por grupos homossexuais, do LGBT, na Parada Gay, na semana passada em São Paulo. Tudo isso para mim não passa de um reflexo que a muito já era premeditado na sociedade, uma realidade que logo apareceria com mais veemência e ganharia mais força. E sabemos que ela ganhou muita força, sobretudo em meio a muitos políticos que, na teoria, defendem os direitos dos cidadãos, mas na prática não passam de interesseiros e ávidos para defenderem seus próprios interesses e lucrarem o suficiente para morrerem “montados na grana”.

Mas realmente chocou-me a cena apresentada pelo Fantástico. Um verdadeiro absurdo! Chega a ser indescritível a falta de respeito com que os homossexuais, que tanto lutam por respeito e dignidade, atacaram a Igreja e os santos. Não deveriam eles reconhecer que a Igreja é a instituição que mais os ama? A Igreja não os vê como outros grupos os veem. Os outros só os veem como animais que devem agir por instinto, desejosos por terem relações sexuais. A Igreja, porém, os vê como filhos de Deus, não como objetos ou seres irracionais, que se atiram em um precipício vitimados pela incoerência e pelo desejo. E sabemos que onde os desejos falam mais alto a racionalidade cai ao extremo.

O tema escolhido para nortear este ato de extrema intolerância é o mesmo tema que o Senhor usa para falar do amor sincero e gratuito que devemos ter pelo próximo. Um amor que vai além de uma aparência corporal que logo cairá em putrefação. “Amai-vos uns aos outros” (Jo 15,12). Frase esta que Jesus dissera na ultima Ceia. Mas a frase não termina aí: “Como eu vos amei” (Idem). Esta é a segunda parte que eles ocultaram para deturpar a frase do Senhor e para justificar estas atitudes inexplicáveis. Ora, o amor de Cristo não é intolerante e não desrespeita, não ofende, não é mentiroso e é doado ao extremo. A Igreja sabe disso e transmite ao mundo este amor, mas, assim como outrora fora Jesus, também ela é crucificada por isso.

A perda de valores, como bem sugeriu o título, está causando um desgaste na sociedade. Ser homossexual virou “moda” e isso é totalmente inaceitável. O corpo não é uma roupa que se troca todos os dias, e também não é moda que progride com o tempo (se bem que hoje, falando-se de moda, não há progressão alguma, parece-me que cada dia mais está a deteriorar-se), São Paulo disse: “O corpo não é para a imoralidade” (I Cor 6,13).

Sabemos que há pessoas que nascem com esta tendência, e a Igreja, sabendo disso, os convida a viverem a castidade como via para chegarem à meta de todos os cristãos: contemplar a face de Deus. Mas infelizmente muitos não vivem esta proposta e procuram esconder-se, até mesmo na Igreja. Quantos padres homossexuais não estão a sujar o nome da Igreja, a desfigura-la e a ferir muitas famílias com essas atitudes incabíveis a um sacerdote e a qualquer outro cidadão de bem?

Sacerdócio e homossexualismo não podem caminhar juntos, não podem dar-se as mãos. Não se deve usar das Sagradas Ordens para esconder a sexualidade que é subjetiva. Antes se aceitavam pessoas com tendência homossexual, mas que não viviam o homossexualismo, hoje o nosso Santo Padre Bento XVI, de feliz reinado, sapientemente decidiu que nem mesmo as pessoas com tendência deveriam ser aceitas, uma vez que, no futuro, poderão vir a causar um eventual desgosto a Igreja, como, por exemplo, um problema de pedofilia. E sei que em muitos lugares esta lei não é cumprida. Romperam o vínculo com o Pastor instituído por Cristo. Alguns Bispos no Brasil, e talvez do mundo, têm “fome” para ordenar sacerdotes e ordenam a qualquer um que vier. Muitas vezes é alguém que tem um distúrbio sexual, ou quer servir a Igreja apenas para ter uma vida estável economicamente. Celebrar Missa e administrar os sacramentos é missão que deve ser assumida com amor, hoje vejo que estamos tendendo a fazer de algo tão importante uma atividade profissional, por falta, sobretudo, de um demasiado cuidado que os Bispos deveriam ter na formação dos futuros sacerdotes.

Mas é bom que os Bispos e os Padres não se esqueçam de que a missão deles é colaborar com o Santo Padre e não criarem “modismos” e “leis” que venham a ser contrárias ao que uma vez foi dito pelo Soberano Pontífice. A Igreja não é lugar para fazermos o que queremos, senão para agirmos na unidade. Quem não quer viver na unidade não é obrigado a permanecer na Igreja.

Sei que em minhas condições de um simples seminarista vocês podem perguntar-se: Como ele pode dizer isso? Será que não tem medo de ser expulso do Seminário? Com ordem de quem ele fala assim?  Tenham certeza de que pensei muitas e muitas vezes antes de afirmar tais coisas, mas não posso calar-me diante do que vejo, pois “não se opor a algum erro, é o mesmo que aprová-lo. Não defender a verdade é o mesmo que suprimi-la” (São Félix III, Papa). Enquanto há louváveis sacerdotes e bispos que prezam pela liturgia, pela unidade com o Papa, por zelarem por suas ovelhas; há outros que por nada prezam, muito menos pela unidade e pelo zelo litúrgico. Tem medo de falar a verdade para não ferir alguém, mas preferem conviver com a mentira que pode fazer perder uma alma.

Quando algum sacerdote manifesta-se em favor do Papa, de seus pensamentos, de sua belíssima ação, é chamado de retrógrado, ultrapassado, que não preza pela unidade porque apoia um Papa que só causa desunião. Vejo que estes que assim atacam os verdadeiros defensores da Igreja são pessoas sem nenhum exemplo de vida, que, por verem-se ameaçadas em seu comodismo preferem atacar aos fieis. Ora, se não estão contentes com as ações do Papa e com o seu modo de pensar, se for para atacar a Igreja, então é melhor que saiam dela, pois pior que um lobo em pele de cordeiro que vem atacar a Igreja, é um lobo em pele de pastor que vem arruiná-la por dentro.

Não dá para calar-me diante do erro! E se o que aqui disse incomoda então tenho certeza de que digo a coisa certa, pois a palavra de Deus é para incomodar-nos e não para acomodar-nos.

Mas a perda de valores vai além e é estimulada sobretudo pelos meios de comunicação. Vemos emissoras que em suas novelas exibem beijos homossexuais, como se já não bastasse em todas as novelas terem um casal gay, relações incestuosas, promiscuidade na juventude, incentivo ao aborto e tantas outras imoralidades. Por que não colocam os jovens que vivem a santidade, que lutam contra o pecado, que acorrem a Igreja, nas tribulações e encontram consolo, cristãos que lutam para seguirem o exemplo de Cristo e dos santos? Tudo isso para terem audiência, sem saber que a primeira audiência que ganham é a do demônio, que age por trás de todas essas coisas.

Estou cansado e desgostoso de ver essas perdas de valores nos vários âmbitos da sociedade. Não podemos desistir de lutar. Conclamemos a todos os cristãos para que levem ao mundo a verdade, sem temerem as perseguições e adversidades; que estejam em união com a Igreja e seus pastores, primeiramente com o Papa e o Colégio Apostólico e que confiem unicamente naquele que pode nos sustentar: Jesus Cristo. Que Maria santíssima, nosso pai são Bento, São Miguel Arcanjo e todos os santos venham em nosso auxílio e intercedam por nós.

5 pensamentos sobre “A decadência dos valores em nossos dias

  1. O texto é irretocável

    Esperava uma resposta ao menos jurídica por parte da CNBB, enviei a manchete e recebi a resposta de “apagada sem ler”.

    Paz e Bem

  2. Você precisa dar uma lida em Sade. Achei seu blog por acaso no google e me entristeci mais ainda com a falta de clareza da vida que nós, humanos, temos. Ainda mais assim tão acentuada como a sua e da sua Igreja, que foi e é responsável por tanta desgraça no mundo.
    Vou fazer minhas preces pra que você encontre um caminho livre do que você acredita existir: moral e bons costumes na Igreja Católica um caminho livre do “Deus” que atualmente se mostra pra você.

  3. Mariana

    quais são as desgraças ?

    Ter colaborado diretamente com o fim do comunismo, regime que eliminou da face da terra mais de cem milhões de vidas ?

    Ou quem sabe a “desgraça” de ser maior instituição a fazer caridade pelo mundo ?

    Então deveríamos ficar calados depois de uma provocação direta, desrespeitando os cento e cinquenta milhões de católico no país ? !

    Nos poupe !

  4. Certamente César!!
    Sem falar que existe a dois mil, e durante esse período vem vencendo a todas as investidas do demônio.
    Estes que fazem tais provocações se limitam a deturpar o que é a Igreja e a sua importante contribuição e não buscam conhecer a sua história.

  5. Parabéns seminarista Ian!
    Ótimo texto, ótimas considerações. Compartilho de sua visão e preocupações.
    Bispos que tem afã de ordenar “qualquer um”, que se preocupam mais com o número do que com a qualidade, ainda que o número seja necessário, estão tratando a igreja com desleixo, sem senso de responsabilidade.
    Que coisa linda, maravilhosa vocações reveladas e genuinas, que apesar das dificuldades, pedras do caminho, como você diz, faz seu ofício com amor, dedicação.
    Um abraço,
    Salve Jesus, Salve Maria..

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