Ideologia de gênero: A criatura confabulando contra o Criador

Caros irmãos,

Saudação e paz no Senhor!

  1. Posicionamento dos católicos

Sobre a ideologia de gênero muito terá a se falar durante o percurso da história e dos aspectos biológicos. Mas confesso estar assustado com a reação de determinados grupos “católicos” com relação aos posicionamentos dos Bispos e da Igreja mediante tais questões.

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Bananas aos macacos; sabedoria aos homens!

Uma das coisas mais esdrúxulas e bestas que escutei nos últimos dias foi essa campanha infame: “Somos todos macacos“. Impressiona-me a capacidade de redutividade e bestialidade que o ser humano pode levar consigo, a ponto de criar uma campanha tão desnecessária e de dar uma divulgação tão ampla a uma coisa tão redutiva. Mas, antes de tudo, perguntemo-nos de onde advém tal campanha? Sim, dele, o “gênio” do futebol, o “espetáculo” irresistível de muitas garotas: Neymar. Isso, meus caros, ele mesmo! Não acredita? Pois então veja!

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Viram?? Ótimo! Mas então,depois disseram que isso não passa de uma campanha publicitária com a agência Loducca. De qualquer forma o ato surgiu depois que alguns torcedores atiraram uma banana para o jogador Daniel Alves num determinado estádio na Espanha, ele pegou-a e comeu. Interessante… Mas ainda mais interessante é que a própria campanha, ao mesmo tempo em que traja-se de uma luta contra o racismo, já carrega consigo mesmo uma concepção preconceituosa e sem qualquer nexo.

Agora eu pergunto: Somos todos macacos? Não! Eu mesmo não sou! Talvez quem tenha aderido a campanha se ache macaco, uma chita, um chimpanzé, então saiam coçando a cabeça e pulando como um. Agora, ainda mais que isso, constitui-se um grave problema (e seríssimo!), a onda de moda e fama que as pessoas deixam-se levar. Os alvoroços desprendidos de uma capacidade de racionalização que mitigam a verdade e empenham-se a confundir a mente dos demais com ideologias que aparentemente são atraentes, mas no fundo não passam de uma marketing ou pior: de uma redutividade do ser humano, levado à sua maior profundeza: a de não pensar, questionar e raciocinar.

Nesta mentalidade do “politicamente correto” o homem tem se desdobrado nas mais diversas aberrações que poderíamos imaginar (ou não). De transsexualismo a imposição da ditadura gay; de macacos a deuses; de sensatos a insensatos, como recorda São Paulo. É incompreensível e inaceitável o racismo, e este deve ser repreendido de todas as formas justas e inteligentes. O Daniel Alves protestou da melhor forma ao comer a banana. Mas me parece ser incompreensível também a forma como se combate o racismo se não for bem elaborada e planejada, levando em conta sobretudo o direito inalienável do ser humano e a sua integridade como “imagem e semelhança de Deus”. Certamente, ao ser criado pelo homem como sua “imagem” a Bíblia não quis fazer uma referência à aparência de Deus, até porque Ele não possui forma, no entanto somente Espírito. Este mesmo Deus é aquele que insufla nas narinas do homem o sopro da vida, a ânima, que sustenta o ser por Ele criado, moldado pelas suas mãos. Me pergunto, porém, se Deus cria o homem à Sua imagem e lhe dá sabedoria, inteligência, ratio, como então poderiam os darwinistas defenderem a concepção de que viera este mesmo ser do macaco? Seria meio sem nexo acharmos que Deus daria uma inteligência aos macacos, fazendo com que estes se desenvolvessem com a vicissitude dos tempos e chegassem ao estágio de seres humanos. Evidente que se os macacos fossem passíveis de uma racionalidade os homens em nada seriam diferentes e os macacos seriam criados à imagem e semelhança de Deus… Enfim, pensamento já fez muito devaneio, voltemos ao tema.

Neymar além disso expôs a figura do coitado (e coitado mesmo!) do filho dele segurando um bananão de pelúcia como se a criança estivesse também aderindo a campanha, aliás… o menino pela idade nem sabe o que é banana. Não seja patético Neymar! Use a inteligência uma vez. Seja tão bom em pensar quanto é em jogar. O mundo está enfadonho desses pensamentos redutivos e marcados por um preconceito embusteiro que vem acarretado de oportunismo e propagandas. Aplaudo o Daniel que não tinha intenção nenhuma de começar um movimento, mas o faz como uma resposta ao ato cometido por um cabeça vazia, contudo repreendo o Neymar que encabeça uma campanha tão retardada desta.

Dizer não ao preconceito é dizer sim às diversas nações e povos: brancos, negros, índios, asiáticos. Todos são, sim, filhos de Deus e criados como imagem do Criador. 

Ainda como se não bastasse encontro uma frase da Presidente Dilma (aliás, as frases dela são sempre irreverentes: “Neymar lançou a campanha Somos Todos Macacos para mostrar que todos temos a mesma origem”… Bom, Presidente, se a senhora descende dos macacos eu não sei (mas um dia paro para olhar a sua fisionomia melhor), eu, porém, descendo do meu Criador, aquele que me formou do barro e em mim soprou o espírito da vida.

Essa é uma epidemia das graves! Parece que tem gente que prefere o sopro da burrice dos astros do que o sopro da sabedoria divina… E, como canta Lulu Santos, “assim caminha a humanidade”.

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Enquanto isso: Lula teria dito que quer voltar à Presidência em 2014

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A coerência da fé e a incoerência da maçonaria

É sempre salutar recordarmos que a Igreja Católica de forma alguma compactua com a maçonaria ou tem algum tipo de relação com ela. São duas extremidades diferentíssimas. Fiquemos atentos às advertências daquela que é nossa Mãe e Mestra, sobretudo mediante a epidemia de missas que tem sido celebradas em prol da maçonaria.

E lembrando o que escrevera o Sumo Pontífice Clemente XII na Sua Bula In Eminenti Apostolatus Specula, já postada aqui no blog:

“Deste modo, Nós ordenamos precisamente, em virtude da santa obediência, que todos os fiéis de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade ou preeminência, seja esta clerical ou laica, secular ou regular, mesmo aqueles que têm direito a menção específica e individual, sob qualquer pretexto ou por qualquer motivo, devam ousar ou presumir o ingresso, propagar ou apoiar estas sociedades dos citados Liberi Muratori ou Franco-maçons, ou de qualquer outra forma como sejam chamados, recebê-los em suas casas ou habitações ou escondê-los, associar-se a eles, juntar-se a eles, estar presente com eles ou dar-lhes permissão para se reunirem em outros locais, para auxiliá-los de qualquer forma, dar-lhes, de forma alguma, aconselhamento, apoio ou incentivo, quer abertamente ou em segredo, direta ou indiretamente, sobre os seus próprios ou através de terceiros; nem a exortar outros ou dizer a outros, incitar ou persuadir a serem inscritos em tais sociedades ou a serem contados entre o seu número, ou apresentar ou a ajudá-los de qualquer forma; devem todos (os fiéis) permanecerem totalmente à parte de tais Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções, sob pena de excomunhão para todas as pessoas acima mencionadas, apoiadas por qualquer manifestação, ou qualquer declaração necessária, e a partir da qual ninguém poderá obter o benefício da absolvição, mesmo na hora da morte, salvo através de Nós mesmos ou o Pontífice Romano da época”.

Teologia da Libertação X Libertação da Teologia

A Teologia da Libertação, entre os pensamentos propagados, fala do pobre como “veículo de salvação”, isto é, a salvação vem pelos pobres. Sabemos que a Igreja durante o decorrer dos milênios sempre esteve ao lado dos mais desfavorecidos, em consonância com o que narra o próprio evangelista, ao retratar que os cristãos “vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um” (At 2, 45). Justiça seja feita, esta narração não pode ser levada somente pelo sentido espiritual da fraternidade; deseja também mostrar a atitude de caridade e de partilha que os primeiros cristãos tinham para com o próximo, sobretudo os que estavam à margem da sociedade, atitude que está em falta em nossos dias, nos quais o consumismo, o capitalismo e o imediatismo assumiram posições relevantes, quando, na verdade, deveriam estar a caridade, o amor e a fraternidade. Apesar disso, a Teologia da Libertação não pratica uma atividade semelhante à dos cristãos da Igreja primitiva, pois não apenas restringe a salvação aos pobres, como também deseja uma Igreja que nasça do meio do povo, nega o Jesus da “fé” e apega-se a um Jesus “histórico”.

É irracional, e chega a ser inimaginável, desejar que esta Igreja nasça do povo. É óbvio que na Igreja deve estar o povo, até porque o povo é parte necessária para que se concretize o projeto salvífico de Jesus Cristo em levar o Evangelho ao mundo todo; mas não está ela firmada no povo, e nem poderia. O Senhor comprou a Igreja “com seu sangue” (At 20, 28) e não com o “suor” do povo. Se ela estivesse firmada no povo já teria perecido a muito tempo. Só o fato de manter-se firme em todos os tempos, apesar dos erros de alguns dos seus filhos, já é uma prova concreta de que sua sustentação está em Jesus Cristo, nos Apóstolos, nos mártires, no Magistério, na Tradição, recebidas na Sucessão Apostólica.

Aliás, cabe aqui dizer essa teologia libertadora usa-se dos pobres para poder esconder as suas múltiplas facetas comunistas. E, por estar infiltrada na Igreja, sabendo que a Igreja abomina o comunismo, não podendo mostrar-se prevalecidamente, utiliza-se de “máscaras” para poder agir às escondidas.

A Teologia da Libertação também não percebe que outro erro é que, o que ela ensina, está em total contradição com o nome. Libertar é a mesma coisa que tornar livre, ou seja, algo que não está restrito. Retendo a salvação aos pobres não estaria ela quebrando este sentido de “libertação”, uma falsa libertação, é óbvio, mas uma libertação em que ela se apoia? Jesus Cristo é para todos, não é propriedade exclusiva para os pobres ou para os ricos, para os ocidentais ou orientais, mas é de todos. “Eu vim para que todos tenham vida, e tenham-na em abundância” (Jo 10, 10).

São Paulo também dirá de forma clara: “Verbum Dei non est ligatum – A Palavra de Deus não está amarrada” (2 Tm 2, 10). Sendo servo de todos, Cristo mostra que o serviço é algo que deve estar radicado na vida de todo cristão, de todos aqueles que desejam segui-lo e que desejam abraçar a cruz para morrer e ressuscitar com Ele.

Acho que falta, hoje, a consciência, em muitos teólogos, não obstante os muitos que já o fazem, de uma libertação da teologia que venha combater a Teologia da Libertação. A Teologia não nasceu para estar presa a “amarras” criadas por ideologias daqueles que não pensam em conformidade com os ensinamentos da Igreja. Também não deve estar presa a nenhum pensamento individualista de teólogos que acham-se autossuficientes para dar um “novo” rumo às explicações. “A Igreja – deixou bem claro o Beato João Paulo II – não é uma instituição democrática”.

Sabemos muito bem que o povo não está atrás de novidades criadas pelas mais diversas cabeças que pensam por si só. O povo ama a Tradição! O povo ama a unidade com o Papa, e eles precisam sentir isso. O acima citado Papa se diria aos sacerdotes desta forma: “Vocês são padres, não líderes políticos ou sociais. Não vamos ter a ilusão de que estamos servindo ao Evangelho por causa de um interesse exagerado no amplo campo de problemas terrenos”. Teologia feita sem a sombra da Igreja passa a ser uma arma de destruição. Quem não pensa com a Igreja, sozinho fará besteira. Feliz é Santo Agostinho que reconhecia o grande e necessário valor da unidade, por isso chegou a exclamar: “Prefiro errar com a Igreja do que acertar sem ela”. Para os que querem contribuir com a teologia recomendo que perseverem na comunhão com a Igreja e com o Papa, que é um exemplo de verdadeiro teólogo. Ajudem a propagar os ensinamentos da Igreja; esses sim são ensinamentos de salvação, de amor, de verdade, pois foram deixados pelo próprio Cristo.

A missão da Igreja é anunciar o Evangelho de salvação e não tomar partido em brigas políticas. E, se vocês me disserem: a Igreja precisa tomar parte para a construção de uma sociedade justa, igualitária e que seja de todos, e isso só será possível se ela puser a “mão na massa”. Eu, porém, rebato esta afirmação: Não existem outras possibilidades para que a Igreja lute por uma sociedade mais justa? A primeira delas é o Evangelho: anunciando os mandamentos de Jesus Cristo. Mas estes nem todos desejam anunciar, e aqueles que anunciam, muitas vezes não vivem. Se antes de procurarmos a intelectualidade procurarmos a oração e testemunho certamente pensamentos teológicos serão muito mais frutíferos e serão verdadeiras armas de transformação. Quem reza para entender será sempre feliz em suas colocações. Afinal, o teólogo precisa, antes de tudo, estar inserido nesta “escola de oração”.

Quanto aos fiéis, tenham sempre presente a afirmação de São Paulo ao jovem Bispo Timóteo: “Se alguém transmite uma doutrina diferente e não se atém às palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e ao ensino segundo a piedade, é um orgulhoso, um ignorante, alguém doentiamente preocupado com questões fúteis e contendas de palavras” (2 Tm 6, 3-4).