Sacrosanctum Concilium. Parte três. Um guarda fiel da tradição.

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Logo no início do documento Sacrosanctum Concilium consta um parágrafo de interessantíssima redação, parágrafo esse que causa arrepios em modernistas que os leem e mesmo, porém em menor grau, em radicais tradicionalistas.

4. O sagrado Concílio, guarda fiel da tradição, declara que a santa mãe Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos, e deseja que, onde for necessário, sejam prudente e integralmente revistos no espírito da sã tradição e lhes seja dado novo vigor, de acordo com as circunstâncias e as necessidades do nosso tempo.

Inicialmente começa com o texto “O sagrado Concílio, guarda fiel da tradição (…)”. Muitos não consideram o Concílio Vaticano II como guarda fiel da tradição, muito pelo contrário, o considera guarda infiel ou o protetor único e inigualável de uma nova Igreja. Ambos os extremos estão redondamente enganados.

Por um lado o Concílio é guarda fiel da tradição e continuará sendo. Não importa o quanto radicais-tradicionalistas esperneiem o Concílio é tão válido quanto os mais de vinte anteriores, mas é interessante ver a expressão “guarda fiel da tradição” já que o outro extremo, ou seja, modernistas incluindo adeptos da teologia da libertação, entendem que tudo o que é tradicional deve ser extirpado do meio eclesial.

Fica claro que o catolicismo não está nem com um lado nem com outro. O catolicismo está nele mesmo e em Cristo e nele mesmo devemos nos inserir. Estando em Cristo está nele mesmo, afinal Cristo é a cabeça da Igreja. Não devemos puxá-lo para perto de nós ou tentar adequá-lo à nossa vontade ou preceitos, antes, é o contrário que deve acontecer.

A Igreja sempre será “guarda fiel da tradição” afinal é um dos fundamentos de nossa fé.

Entretanto o mais interessante do parágrafo nem é essa expressão, inusitada para uns e falsa para outros. O mais interessante é quando o parágrafo menciona que “(…)a santa mãe Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos (…)” se são iguais, são iguais e não devem ser vistos com diferentes dignidades. E continua: “(…) quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos (…)”.

Bom, se a Igreja considera iguais e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, há que se falar claramente que o Rito Tridentino ou Extraordinário é legitimamente reconhecido e, portanto igual em honra e dignidade. Não é melhor nem pior, é igual. Está muito bem expresso! Obviamente que um deles deveria ser escolhido como o rito ordinário e esse escolhido não foi o Tridentino, o que não diminui a sua dignidade e honra.

Mas fica a pergunta: porque a Igreja demorou tantos anos, quase cinquenta, para “liberar” a todos os sacerdotes que quisessem celebrar no Rito Tridentino, igual em dignidade e honra, sem a autorização de um Ordinário Local (Bispo)?

Na mesma oração o documento afirma que ela mesma “(…) quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos (…)”. Como seria possível promover algo que fica tão restrito e tão dificultoso de se chegar ao conhecimento dos fiéis leigos e mesmo dos sacerdotes que acabam por não serem preparados nos seminários?

Bem, pode ser que a resposta não seja exatamente essa, contudo a continuidade do mesmo parágrafo pode ser a resposta para essas perguntas. Diz o documento que: “(…)de acordo com as circunstâncias e as necessidades do nosso tempo.”

Esse “de acordo com as circunstâncias e necessidades do nosso tempo” é de uma amplitude sem tamanho, fora a subjetividade. Afirmo que, a meu ver, essa frase explica o porquê de só no século XXI a Igreja expressamente ter autorizado sacerdotes a celebrarem livremente no rito Tridentino. Até aquela data não eram as circunstâncias e necessidades as melhores para esse tipo de liberdade e assim entendeu a Igreja por intermédio de todos os Papas que nesse período governaram. Cabe a nós questionar? Penso que não. Nos cabe apenas obedecer e agora aproveitar a imensa riqueza que esse rito pode nos proporcionar, não por ser maior em dignidade, vez que não é, mas por nele ser possível uma maior interiorização e meditação justamente pela forma como o rito é estruturado.

Concílio Vaticano II. Sacrosanctum Conclium. Parte dois.

FONTE: http://is.gd/m96Q6s

A Constituição Conciliar Sacrosancto Concilium continua a manifestar o porquê da existência da Liturgia dentro da Igreja e por qual motivo é preciso tanto cuidado e apreço para com ela.

Em seu número 2 é redigida ipsis litteris assim:

2. A Liturgia, pela qual, especialmente no sacrifício eucarístico, «se opera o fruto da nossa Redenção» (1), contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos (2). A Liturgia, ao mesmo tempo que edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor, em morada de Deus no Espírito (3), até à medida da idade da plenitude de Cristo (4), robustece de modo admirável as suas energias para pregar Cristo e mostra a Igreja aos que estão fora, como sinal erguido entre as nações (5), para reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos (6), até que haja um só rebanho e um só pastor (7).

Vemos que é preciso destrinchar o parágrafo que ficou longo e pode confundir alguns conceitos e temas, algo que é muito apreciado por várias pessoas que tem a manifesta intenção de causar balbúrdias interpretativas em textos da Igreja.

O início do parágrafo tenta explica sucintamente o que a liturgia pretende e a que ela coopera afirmando que “(…) contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja (…)”. Vamos por partes como deve ser. A Liturgia, portanto, contribui em alto (sumo) grau para que os fiéis tragam para sua vida o mistério de Cristo. O mistério de Cristo não deve ser revelado, segundo o documento, em manifestações políticas, muito menos em expressões unilaterais de leigos e clérigos. O mistério de Cristo deve vir aos fiéis através da missa e através dela esse mistério deve ser propagado a todos os cantos, católicos ou não, tudo isso para revelar algo que atualmente os fiéis tem se esquecido: a natureza da verdadeira Igreja.

Verdadeira Igreja não é uma expressão solta e apartada do todo. Não se trata de uma expressão ilustrativa para que o texto fique mais bonito e de mais interessante leitura. A verdadeira Igreja é um conceito sempre atual e desejável por Deus. Cristo morreu para que Sua Igreja Dele nascesse ainda na cruz ao ter o lado aberto derramando água e sangue.

Devemos propagar, após o envio que é a missa, a verdade que somente a verdadeira Igreja de Cristo pode nos trazer. Nos dias atuais um sem número de pessoas insistem em afirmar que a Igreja não é santa, não é perfeita, não é única… Fazendo tais afirmativas apenas expressam que Cristo não fundou uma Igreja, não trouxe uma doutrina e não deixou ensinamentos que deveriam ser entendidos e repassados por pessoas específicas e determinadas. A Igreja de Cristo é única, não há possibilidade de serem várias e isso é bem atestado quando o próprio Cristo informa aos apóstolos e mais diretamente a Pedro que “edificarei a minha Igreja” (Mt. 16,18). Cristo não disse minhas Igrejas, não disse minhas doutrinas. Disse no singular e no singular deve ficar até o fim dos tempos.

A liturgia, portanto, tem o fito de contribuir para que os fiéis possam espalhar pelo mundo a sua volta os mistérios de Cristo revelados por Sua autêntica e verdadeira Igreja.

O enorme parágrafo ainda continua da seguinte forma:

“(…) que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos (2).”

Se a Igreja é simultaneamente humana e divina, diriam alguns desavisados, como poderia ser perfeita? A humanidade não é perfeita e isso a própria Igreja nunca se furtou a dizer, até porque seria loucura afirmar o contrário. Não entendem esses seres desinformados, que a Igreja visível, como em seguida no texto se diz, é formada por pessoas e por homens é dirigida. Esses homens obviamente que são imperfeitos, obviamente que são pecadores e obviamente que não são deuses. Ai está o grande pulo do gato. Deus desceu à Terra para ser morto por nós. Foi morto por nós para que seu sacrifício fosse entregue ao Pai, uma vez que o pecado da humanidade em querer ser Deus através do pecado, é tão grande que somente o sacrifício do próprio Deus poderia ser ato suficientemente válido para nossa salvação. Os sacrifícios de animais e martírios que se seguiram não tem sequer uma ponta do que significa o sacrifício de Cristo, tanto o cruento, na cruz e com derramamento de sangue, quando o incruento, na missa e sem derramamento de sangue.

Foi se fazendo homem que Deus se humilhou tão fortemente, descendo à condição da criatura, com exceção do pecado, que os mistérios se reuniram em um só lugar autêntico: a Igreja. A Igreja de Cristo, a Católica Apostólica Romana, é instituição divina como não há outra. Nela temos Cristo como sendo a cabeça e o Espírito Santo como guia. É inteira divina, inteira perfeita e inteira impecável. Pecadores somos nós os homens que sequer conseguem ter a nítida noção da grandiosidade de todo esse plano divino.

Assim sendo, o parágrafo tem o intuito de informar que a Igreja é sim humana, visível, ativa, peregrina, contudo o humano está aquém e subordinado ao divino. Da mesma forma o visível ao invisível e a ação à contemplação. O caráter peregrino deve estar subordinado sempre a onipresença divina que se faz muito clara em todas as celebrações da Santa Missa que ocorrem durante o dia em todo o mundo.

A Igreja ativa, peregrina, lutadora e visível é importante, sem dúvida, desde que esteja focada na contemplação a Deus. Ação e atitude, por mais que sejam de boa aparência, quando não focadas em Deus são pérolas aos porcos e luz engolida por trevas. Os fins não justificam os meios e por isso não há como agir de qualquer maneira para um fim considerado justo. O fim deve ser justo e o meio também. A missa deve ser sempre focada no sacrifício e nesse mistério grandioso que é a humilhação de Deus se tornando homem. Fugir disso em prol de números e satisfações é justificar os fins com meios distorcidos. Nunca foi essa a intenção do Concílio Vaticano II.

O Concílio Vaticano II e a ruptura.

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Esses anos pulularam cursos e palestras sobre o Concílio Vaticano II em virtude da comemoração de 50 anos do Concílio. Pois é, em um deles fui obrigado a ouvir muita besteira de um bispo emérito, que obviamente não vou citar o nome, mas que foi Bispo Conciliar.

Iniciou apresentando, como quis, sua posição sobre o ecumenismo, hierarquia, infalibilidade, posição do episcopado, perfeição da Igreja, fechamento da Igreja em si mesma e outros temas semelhantes, tudo relativo ao Concílio. Bem típico mesmo!

Esse tipo de pensamento: modernista e ligado à Teologia da Libertação virou bandeira depois do Concílio. Ideologizaram o tema, fincaram mastros, escreveram livros, manipularam fatos e opiniões. Fazem isso até hoje!

Pois bem, em um lado diametralmente oposto, os chamados tradicionalistas radicais diriam, sem muito pestanejar que o Concílio Vaticano II contradisse a Tradição da Igreja no que se refere a seus ensinamentos, especialmente ecumenismo, doutrina social e alguns outros temas.

Ora, nem tanto ao mar, nem tanto a terra. O Vaticano II parece ter se tornado um amplo campo de disputas.

Os tradicionalistas radicais não podem estar corretos porque se estiverem um grave problema deverá ser resolvido: o Vaticano II não poderia ser considerado legítimo, uma vez que um concílio ecumênico pode desenvolver, mas nunca poderá contradizer o ensinamento dogmático anterior da Igreja. É uma sequência, não uma quebra.

Mas o argumento de quebra não seria também um argumento pelo lado dos modernistas e TL? Sim. Seria. Eis um ponto de convergência entre os que estão em alto mar e os que estão em terra firme. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

A diferença se dá apenas em ver o lado positivo e o negativo. Para radicais tradicionalistas é ponto negativo essa quebra que o Vaticano II teria imposto em vários temas, para os modernistas, TL e afins, seria um ponto positivo. É como duas pessoas que veem um peixe no fundo de um lago turvo. Cada uma está em um ângulo diferente, cada uma tem uma iluminação diferente. Uma vê um peixe outra vê uma tartaruga. Na verdade é uma pedra! Se tirassem a nebulosidade do rio e deixassem suas paixões de lado para serem racionais, veriam que se trata de uma simples pedra: estática, fixa, concisa e dura. Uma doutrina. Uma pedra que não varia conforme as ondas, mas que fica firme, mesmo com as piores marés e tribulações.

A Igreja não pode simplesmente se contradizer em questão de doutrina. Se assim o for, não poderemos dizer que se trata da Igreja de Cristo. A Igreja de Cristo é a Igreja de Deus. A Igreja de Deus não pode errar em determinadas matérias. Se a Igreja de Deus errar nas matérias pré-estabelecidas significa que é imperfeita, se for imperfeita não é de Deus, pois Deus é perfeito. E ai? Como fica?

Como fica o Espírito Santo que guia a Igreja cuja cabeça é Cristo? Como fica a cabeça perfeita que é Cristo se erra com tanta facilidade?

Os Concílios Ecumênicos estão sob a égide de Pedro que é pedra e sob o qual a Igreja é edificada e que recebeu de Deus as chaves do reino dos céus sendo possível a ele, Pedro/Papa, ligar e desligar. (Mt. 16,18ss)

Errar em questões de fé e moral não são possíveis porque a Igreja, e o Papa como seu porta-voz por aqui, são guiados pelo Espírito Santo nessas questões.

Ademais, no discurso de abertura do Concílio, o Papa João XXIII parecia já estar prevendo que essas rupturas que poderiam via a acontecer e afirmou no que o Concílio queria:

“transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios”, empenhando-se para que “esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo”.

Não a toa que a Constituição Apostólica Lumem Gentium, um dos principais documentos do Concílio Vaticano II afirma categoricamente que:

“A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura (cfr. Mc. 16,15)”

A pergunta que fica frente a essa afirmação é: os grupos que disputam a interpretação do Concílio estão levando em conta que a luz dos povos é Cristo? Entenderam que o Concílio se reuniu à luz do Espírito Santo? Ou apenas atendem a disputas vaidosas do tipo: aos vencedores as batatas?

Não é a toa que a Igreja nunca foi destruída nesses mais de dois mil anos. Padres, diáconos, bispos, cardeais e até Papas já tentaram consciente e inconscientemente destruí-la. Nunca conseguiram! Pessoas de fora, não católicos e católicos de IBGE, nem se fala. Ela resiste e resistirá até o fim dos tempos justamente porque é guiada pelo Espírito Santo. Está aqui por um propósito e esse propósito não cessará até o fim dos tempos, pois Ele estará conosco até a consumação dos séculos, ou seja, o fim desse mundo. Foi o que nos foi prometido em Mt. 28,20b. Porque duvidar disso? Até agora a promessa está sendo cumprida.

Será mesmo que a Igreja havia de existir por dezenove séculos e meio e depois desse tempo haveria uma ruptura? Seria necessária essa ruptura como querem os modernistas, TL e afins? Ou seria essa ruptura desnecessária como pregam os radicais tradicionalistas? Nenhum deles. Simplesmente não houve ruptura. O Concílio Vaticano II foi um concílio plenamente válido como todos os vinte anteriores.

Concílio Vaticano II. O porque dos nomes dos documentos.

Por Emanuel Jr.

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Nesse estudo entenderemos, antes de manifestarmos sobre os documentos do Concílio Vaticano II em si, o significado e o porquê dos nomes desses documentos, uma vez que os nomes não são escolhidos livremente ou porque são mais bonitos uns que os outros.

É preciso entender a hierarquia desses documentos e o porquê de sua existência mais ainda. Sequer é preciso mencionar que é preciso obedecê-los, não é mesmo? Espero que não!

Vamos, portanto, às definições.

Constituição Dogmática.

Entre os quatro principais documentos do Concílio Vaticano II temos duas constituições dogmáticas:Constituição Dogmática Lumen Gentium e Constituição Dogmática Dei Verbum.

A constituição dogmática é um documento pontifício que trata de assuntos da mais alta importância, no caso desses dois documentos temos assuntos referentes a definições de dogmas.

O conceito de constituição dentro do direito canônico deriva diretamente do conceito de constituição do direito romano e como lá era entendido. Nas constituições se reservava o título de constititio para as leis mais importantes. Nesse sentido parece um pouco diferente do entendimento do moderno conceito de constituição como lei fundamental de um Estado, mas, de certa forma, a ideia central é a mesma.

É muito comum acharmos sob a assinatura de vários Papas as Constituições Apostólicas. Elas podem tratar de diversos temas, contanto que seja de grande importância, importância essa que a própria Santa Sé, na pessoa do Papa é que define. A Constituição Dogmática é uma constituição apostólica, já que se enquadra na definição de ser um documento que trata de questões da mais alta importância. O nome “dogmática” aparece pelo simples fato de tratar de definição de dogmas, documento exclusivo para tal ato.

É preciso entender, antes disso tudo, que o Concílio Vaticano II foi um Concílio Pastoral e, como pastoral, não é dogmático. Entretanto, também é preciso entender o que é fundamental e faz parte da coluna sustentaria da Igreja e o que é pastoral e, portanto, passível de questionamento, nunca de desobediência.

Constituição Pastoral.

A constituição pastoral também pode ser chamada disciplinar e a Gaudium et Spes é nosso exemplo dentro do Concílio Vaticano II.

A constituição pastoral continua na mesma linha das constituições, mesma argumentação e mesmo motivo de levar o nome constituição, contudo a constituição pastoral, ou disciplinar, faz o que o nome menos divulgado diz: estabelece pontos de disciplina.

Vejamos o exemplo da Gaudium et Spes, ela trata fundamentalmente das relações entre a Igreja Católica e o mundo onde ela está e atua. A primeira parte é mais doutrinária, tratando de vários temas eclesiológicos tais como a missão de serviço ou o sacerdócio comum do Povo de Deus, tema que acabou sendo bastante deturpado por muitos que resolvem fazer a leitura do Concílio fora do contexto de dois mil anos da Igreja. A segunda parte é fundamentalmente pastoral, centrando-se nos diversos problemas do mundo atual.

Ela, portanto, disciplina uma série de questões que precisam ser disciplinadas. Manifesta sobre questões que a Igreja ainda não tinha manifestado ou que a manifestação não foi suficientemente ampla devido a certas mudanças entre outras coisas.

Falaremos bastante sobre a Gaudium et Spes no momento em que nos voltarmos para esse documento, afinal ele é o centro de muitos debates entre modernistas e tradicionalistas.

Constituição Conciliar.

Dentro dos documentos principais do Concílio Vaticano II temos uma única constituição conciliar que é, exatamente a Sacrasanctum Concilium que fala e faz uma série de definições sobre a sagrada liturgia.

Pois bem, mais uma vez não entraremos nesse momento no contexto do documento, mas apenas é bom analisarmos seu nome.

Porque a Sacrasanctum Concilium foi a única a receber o nome de Constituição Conciliar?

Bom, responder a essa pergunta não é algo tão fácil quanto parece, contudo a resposta mais simples e direta é que o documento era, sem dúvida alguma, uma constituição já que tratava de tema da mais alta importância, aliás, para muitos, foi o centro do Concílio, o que não é verdade, diga-se de passagem. Sendo uma constituição, seria necessário encaixá-la em alguma subdivisão. Dogmática não era porque não definia dogmas. Não era pastoral ou disciplinar porque não lhe dava com esses temas. Se estavam em um concílio e a constituição deveria ser nomeada, que fosse nomeada como conciliar, sem mais problemas, uma vez que a dignidade do documento, nesse caso, não diminui ou aumenta conforme sua subdivisão, já que continuava a ser uma constituição.

Declarações e Decretos.

Dentro dos textos conciliares, temos ainda as declarações e decretos. Esses são de muito simples compreensão.

Um decreto não difere muito do que é entendido como tal no direito estatal: é uma ordem emanada de uma autoridade superior ou órgão (civil, militar, leigo ou eclesiástico) que determina o cumprimento de uma resolução.

O decreto pode partir de qualquer autoridade eclesiástica dentro dos parâmetros hierárquicos e dentro dos limites que lhe se são concedidos. Assim, um pároco de uma paróquia qualquer pode decretar algo via documento e enquanto pároco dentro dos limites que lhe são impostos dentro da hierarquia.

Da mesma forma pode acontecer com qualquer autoridade: vigários, reitores, bispos, cadeais, e o Papa. No caso em questão temos os decretos conciliares porque vieram de um concílio e que o Papa os aceitou apondo sua assinatura e decretando o que ali está escrito da forma como está.

Conclusão.

Assim, portanto, temos decretos conciliares sobre a atividade missionário da Igreja, sobre o ministério e vida dos sacerdotes, sobre o apostolado dos leigos e outros somando um total de nove decretos conciliares.

As declarações, da mesma forma, seguem o conceito que temos de declaração. É um documento através do qual a autoridade eclesiástica vem declarar algo a alguém. Assim temos três declarações conciliares: declaração conciliar sobre a educação cristã, sobre a Igreja e as religiões não-cristãs e sobre a liberdade religiosa a famosa Dignitatis Humanae.

Assim é formado o conceito jurídico dos documentos conciliares. Eles obviamente obedecem a uma hierarquia, embora o Direito Canônico tenha algumas diferenças do Direito Estatal nesses casos, já que o canônico é amplamente baseado em princípios, assim como total a fé católica, algo que o Direito Estatal está muito longe de visualizar, quanto mais alcançar, embora alguns visionários já consigam enxergar a principiologia como o futuro do Direito Latino.

Meditações sobre o “Ano da Fé” – Const. Dogm. Lumen gentium (Parte I)

Após a introdução sobre o Ano da Fé e suas perspectivas, damos início às meditações a partir dos documentos conciliares, neste período de um ano, para que com mais clareza e profundidade possamos observar os aspectos essenciais que o Concílio nos propusera e continua a propor-nos por meio do Magistério.

Se por um lado a Constituição é uma leitura do Mistério da Igreja, peregrina neste mundo e esperançosa dos mistérios celestiais que Nosso Senhor há de dar-lhe como recompensa pelos seus méritos; por outro é uma manifestação da Igreja triunfante, que após peregrinar em meio a tormentos e procelas, faz-se agora partícipe da gloria salvífica do Seu Fundador, Cristo Jesus, Rei e Senhor do Cosmos.

Assim inicia a Constituição Dogmática Lumen gentium:

“A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura (cfr. Mc. 16,15). Mas porque a Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano, pretende ela, na sequência dos anteriores Concílios, pôr de manifesto com maior insistência, aos fiéis e a todo o mundo, a sua natureza e missão universal. E as condições do nosso tempo tornam ainda mais urgentes este dever da Igreja, para que deste modo os homens todos, hoje mais estreitamente ligados uns aos outros, pelos diversos laços sociais, técnicos e culturais, alcancem também a plena unidade em Cristo” (nº1).

As condições teológicas que se seguiram ao Concílio foram mesmo inquietantes para a realidade pastoral e teológica da Igreja; de fato, muitos não quiseram aceitar o contexto e o viés teológico proporcionado pelo mesmo, que não interrompia em nada o anterior, mas era uma continuidade, suscitado pelo Espírito como Dom à Igreja.

O Bem-aventurado João XXIII no discurso de abertura do Concílio ressalta o objetivo principal deste acontecimento: “O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz” (Papa João XXIII, Discurso de abertura do Concílio Vaticano II). Assim, não tende a outra finalidade senão continuar, como depósito da sã doutrina, a anunciar a Boa Nova como mandara o seu Senhor e a fazer-se porta-voz do consolo de Cristo nas necessidades hodiernas que impetram temor e tremor aos homens.

Em primeiro lugar, a Constituição enfatiza claramente que o Concílio é fruto da ação do Espírito, não uma ação humana, restrita ao âmbito terreno, mas é dom do alto, é força propulsora que faz os homens recobrarem o valor da misericórdia de Deus e a natureza missionária, pela qual a Igreja foi constituída e que era o tema central daquele momento de graça.  

Uma primeira realidade que encontramos logo de início, é a Igreja anunciadora, missionária, que adentra povos e culturas para lhes indicar o kerigma, a novidade do Evangelho. Para anunciar esta novidade, antes, é preciso que ela mesma resplandeça o Cristo, afinal ninguém pode dar aquilo que ainda não possui. Anunciar o Senhor, e anuncia-lo com alegria sempre nova: eis o ideal cristão! O cristão não pode se tornar suscetível às alegrias e tristezas do mundo, mas, se firmado na verdade, sua alegria é inabalável, sua coragem é imutável, sua determinação é inatingível, sua vida torna-se assim testemunho autêntico do projeto do Reino. E iremos encontrá-la sobretudo na expressiva riqueza dos documentos conciliares, que chamam os fiéis não a uma fé fechada, restrita a seus ideais, uma fé triste pelas dificuldades que acarretam o ser cristão; é sim uma conclamação a alegria de Cristo, a mesma alegria que invadiu as mulheres quando, ao contemplarem o Ressuscitado, foram anunciá-lo aos apóstolos. Naquela madrugada, tomadas pelo medo mas também pela alegria, as mulheres foram pressurosas aos apóstolos anunciar aquilo que o anjo mandara: “Não vos assusteis! Procurais Jesus, o nazareno, aquele que foi crucificado? Ele ressuscitou! Não está aqui! Vede o lugar onde o puseram! Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro: ‘Ele vai à vossa frente para a Galileia, Lá o vereis, como ele vos disse!’” (Mc 16,6b-7).

E precisamente aqui reside o foco primeiro do Concílio: dar um novo caráter pastoral à Igreja. Não visava condenar heresias ou proclamar dogmas, mas reavaliar, fomentar, ilustrar o novo cenário que se despontava e, nesta perspectiva, aggiornar (atualizar) os ensinamentos eclesiásticos mostrando ao mundo o caráter sempre atual do Evangelho. Ainda nesse aspecto o Papa João XXIII afirmara no discurso de abertura: “Uma coisa é a substância do “depositum fidei“, isto é, as verdades contidas na Doutrina da Igreja, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e será necessário usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral”.

Um segundo aspecto é a manifestação da Igreja como Sacramento, emanada do lado aberto de Cristo, representada pelo sangue e pela água que jorraram do seu peito. Da Cruz brota para o mundo a Igreja, fincada no coração do Seu Senhor, ostentada pelo lenho da salvação. E por consequência desta ligação, mesmo com as adversidades constantes, com o cinismo religioso da parte de alguns, com o relativismo, com a descrença, Ela está indissoluvelmente estreitada ao lado de Cristo; desta forma, como nos diz o profeta, ela é receptáculo, beneficiada, por aquelas palavras que nos fazem atentar ao zelo pertinente que os cristãos tiveram nos séculos e que fizeram edificar-se na história: “Haurietis aquas in gaudium... – Haurireis águas com gáudio das fontes do Salvador” (Is 12,3).

O primeiro capítulo, portanto, está dedicado ao Mistério da Igreja e a sua história, desde a prefiguração do Antigo Testamento até a sua presença no contexto histórico-salvífico da humanidade, o qual continuaremos a ver, juntamente com outros documentos, no decorrer deste Ano da Fé.

Na Audiência Geral da Quarta-feira, 14 de Novembro, dando continuidade às suas meditações sobre o Ano da Fé, o Santo Padre Bento XVI, afirmou: “Muitos têm compreensão limitada da fé cristã, porque a identificam como um mero sistema de crença e de valores e não tanto com a verdade de um Deus revelada na história, desejoso de comunicar com o homem face a face, em um relacionamento de amor com Ele”.

Eis aqui o fundamento primeiro: amor! Uma palavra tão desgastada, tanto etimologicamente, quanto sentimentalmente. Transcorridos cinco decênios do Concílio faço insurgir um questionamento: temos sido a religião do amor e do perdão que Cristo tanto anunciou? Temos cumprido a primeira missão do ser cristão que reside convictamente no amor? Questionamentos pertinentes à nossa realidade que convidam-nos a realçarmos o papel primário do amor no âmbito cristão. 

Não desejo fazer uma meditação etimológica, teológica ou filosófica do amor, mas levar a uma realidade sobrepujante: a sua vivência. A realidade do amor é o fundamento do projeto salvífico de Cristo. Deus é o Deus da justiça, do perdão, da misericórdia, mas o é também – e sobretudo! – do amor. O Cristianismo, se esvaziado deste, perde todo o seu sentido, todo o seu significado maior, torna-se apenas um código de moral ou ética, rompe o laço trinitário, desvanece do seu caráter salvífico. Por isso, a Lumen gentium condiciona este caráter a estar arraigada em Cristo (“a Igreja, em Cristo…”), verdadeiro e único Salvador.

E se o amor é plano de fundo da comunhão entre os homens de boa vontade, é propício que também, atado a este, encontre-se outra definição eclesiológica conciliar: “instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”. De fato, como por nós é sabido, todo instrumento é servido para auxiliar em algo, a alguém. A Igreja, usada pelo próprio Cristo como seu Corpo Místico, ou segundo a expressão paulina, “esposa de Cristo” (Ef 5,22-32), não é dona dos mistérios que lhe foram confiados, mas é uma administradora fiel, prudente e materna, que sapientemente conduz e produz frutos abundantes. Está em todos os lugares e é porta voz de todos os povos. 

Parece-nos que, muitas vezes, temos nos invalidado desta missão de promovermos a unidade; ao contrário, percebemos também que em diversos atos temos sido promotores de discórdias e de lutas, seja com nossos irmãos crentes ou com os que professam outra fé. Cabe a nós fazermos valer este título de promotora da unidade com o gênero humano. Devemos dialogar em comum fitando-nos no mesmo ponto que é Cristo Jesus. Isso não significa aceitarmos os erros teológicos de outrem, mas dialogarmos pela passividade, pelo respeito e pela liberdade, reconhecendo a autonomia religiosa de cada um e fazendo com que o primeiro direito e dom de Deus, a vida, seja defendido em todos os lugares. 

A Igreja também é, antes de tudo, um caráter mistagógico, outrora oculto em Deus, hoje revelado e em parte realizado; é manifestação de Deus aos homens, graça doadora do Pai para que, reconstituindo os laços humanos divididos pelo pecado, pudessem reencontrar um caminho, um farol, para seguirem adiante e não desanimarem no curso histórico.

Sendo mistério de Deus a definimos, por conseguinte, como “mistério humano”, ou ainda melhor diríamos: mistério aos homens. Não obstante ser genuinamente e basicamente projeto divino, ela não poderia desenvolver outro curso senão ao lado da história humana. É sabido que dentre as constituições ontológicas do homem, temos algo que lhe é inerente e, portanto, imutável: a sua passividade a errar. Deus, em sua absoluta grandeza, nunca está sujeito ao erro, uma vez que seria contrário à Sua natureza, e assim sendo, isto nos levaria a questionar a veracidade de Sua divindade; no entanto, sendo Deus o supremo arquiteto da graça e baluarte da salvação, doa aos homens a Igreja como propiciadora de uma feliz reconciliação, reatando os laços que, outrora, foram cortados pelo pecado.

Reafirmando a unicidade do homem com Deus e a impossibilidade de uma existência sadia longe d’Ele, o inimigo perversor semeia a intriga e a discórdia, para que seja a Igreja atacada de forma virulenta e possa desanimar de sua missão profética. Como bem alertara o Venerável Servo de Deus, Papa Pio XII, de imperecível memória, e com o qual findo esta primeira meditação: 

“Certamente, o ódio contra Deus e contra os que legitimamente lhe fazem as vezes é o maior crime que o homem pode cometer, criado como foi este à imagem e semelhança de Deus, destinado a gozar da sua amizade perfeita e eterna no céu; visto que pelo ódio a Deus o homem se afasta o mais possível do sumo Bem, sente-se impelido a repelir de si e do seu próximo tudo quanto vem de Deus, tudo quanto une com Deus, tudo quanto conduz a gozar de Deus, ou seja a verdade, a paz e a justiça” (Cart. Enc. Haurietis Aquas, 68).

Ano da Fé: “Audage nobis fidem”

O Santo Padre Bento XVI conclamou, como é sabido em todo mundo, o Ano da Fé, em comemoração do cinquentenário do Concílio Vaticano II e dos 20 anos do Catecismo da Igreja Católica. A convocação deu-se na Carta Apostólica Porta Fidei, escrita em forma de Motu Proprio. Na abertura da carta o Santo Padre nos diz: “A PORTA DA FÉ (cf. At 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma”(nº 1).  

Trata-se de recobrarmos o valor transcendental da fé, a sua mais alta dignidade. Nesta Virtude Teologal Deus manifesta ao homem que ele não se encontra só, não está isolado das realidades, mas constitui um povo, chamado a exercer livremente a sua adoção filial. E, como filhos, primamos sobretudo pelo ingresso à fé, que dar-se-á no sacramento batismal, realizado após o anúncio da Palavra, crida e confessada com a vida.

O Ano da Fé é propício também em um período que temos sido afrontados por ondas diversas, que tendem a fazer-nos questionar e duvidar da confiança em Deus. De fato, a fé não deve ser reduzida ao redil da razão, mas é ato de confiança e de plena entrega à bondade divina. É dom de Deus, é certeza constante, é indubitável. Conhecer, de fato, poderia ser uma operação somente intelectual, enquanto “reconhecer” quer significar a necessidade de descobrir a ligação profunda entre a verdade que professamos no Credo e a nossa existência cotidiana, para que esta verdade seja verdadeiramente e concretamente – como sempre foi – luz para os passos do nosso viver, água que irriga o calor do nosso caminho, vida que vence certos desertos da vida contemporânea.  No Credo se enxerta a vida moral do cristão, que nesse encontra o seu fundamento e a sua justificativa” (Catequese do Santo Padre Bento XVI, 18 de outubro 2012).

Este ano, que vai de 11 de outubro de 2012 até 24 de novembro de 2013, deve ser um convite à renovação e consolidação da nossa fé, fragilizada tantas vezes por demasiados pensamentos. Fé não é apenas racionalidade desafiadora, mas é também pureza consolidada no Deus frágil, que se tornou um de nós, mas que não perde a sua condição divina. Fragilidade e Fortaleza, aparentemente se contradizem (e muito!), mas na fé cristã elas se complementam, uma ajuda a outra, uma cede espaço a outra e assim as duas caminham juntas.

Para melhor aprofundarmos este ano tão caríssimo a nós, iniciarei algumas meditações sobre os documentos conciliares, procurando frisar os principais aspectos de cada um e a essência do tema a neles contido.

Celebramos hoje, com toda a Igreja, a Festa de São Lucas, Evangelista. Ele que inspirou o terceiro evangelho, seja para nós sinal de uma fé convicta, radicada nos ensinamentos de Cristo e autêntica para enfrentar as adversidades. Que o seu exemplo nos faça sempre portar uma fé vitoriosa e viva, na expectativa da nossa ressurreição final.

Por fim, esperamos que o Ano da Fé frutifique no coração de cada um o ardente desejo de procurar a Cristo e de encontrá-Lo. E, com toda a Igreja, queremos entoar do nosso íntimo: Audage nobis fidem!

Publicado originalmente no Reflexões Franciscanas