O mártir da caridade

A Igreja nos convida hoje a celebrarmos a memória litúrgica de São Maximiliano Maria Kolbe, sacerdote e mártir. Como bem definiu o Papa Paulo VI, de venerável memória, este grande homem é um “mártir do amor”. Seu martírio e sua vida são provas concretas de que, mesmo no século XX (durante o regime nazista), ou até nos dias hodiernos, com uma sociedade egocêntrica, que busca dividir as pessoas e as tornarem menos fraternas, as palavras de Jesus incidem vivamente entre nós: “Não há maior amor do que dá a vida pelos próprios amigos” (Jo 15, 13). Verdadeiramente São Maximiliano viveu estas palavras na radicalidade do Evangelho. Elas não lhe serviram apenas de modelo, mas estão íntrinsecamente ligadas a sua vida, são partes de sua biografia.

Certa vez, ainda jovem, e confuso com o seu futuro, interroga aos pés de uma imagem de Nossa Senhora. Então a Virgem Maria lhe aparece trazendo nas mãos duas coroas: uma vermelha (representando o martírio) e a outra branca (representando a castidade). Pois bem, a Virgem lhe pede que escolha, e ele, com divina sabedoria, escolhe as duas. Quando é enviado para Roma, para lá concluir seus estudos (pois divina era a sua sabedoria), pediu para não ir, pois sabia como era difícil manter a castidade. Mas, devido o voto de obediência, ele foi. E lá fez sua profissão solene em 1º de novembro de 1914.

Mas o que mais o chocou em Roma é o fato de que os inimigos da Igreja atacavam-na e os católicos não tinham uma devida reação. Por isso ele fundou a Milícia da Imaculada. Aqui cabe-nos uma pequena reflexão de como muitos dos nossos católicos hoje reagem [ou não reagem!] mediante os ataques contínuos a Igreja. Bem verdade que a Igreja sempre esteve neste incessável combate, isto já não é novidade. Mas o que mas admira-me é ver que muitos católicos dão razão ao mundo, às suas perspectivas, e fecham-se a mensagem salvadora de Cristo, transmitida por meio de Sua Igreja. Os ensinamentos cristãos não são apenas “conselhos”, e muito menos é uma estória, mas são meios de fazer com que os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Bem escreveu São Maximiliano no último número de “Cavaleiro da Imaculada”: “Ninguém no mundo pode mudar a verdade. O que podemos fazer é procurá-la e servi-la quando a tenhamos encontrado. O conflito real de hoje é um conflito interno. Mais além dos exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis no mais profundo de cada alma: o bem e o mal, o pecado e o amor. De que nos adiantam vitórias nos campos de batalha, se somos derrotados no mais profundo de nossas almas?”

Olhemos para São Maximiliano. Será que o seu martírio [amados irmãos que se dizem “católicos”, mas na verdade não agem de tal forma] foi em vão? Será que o martírio dos vários santos venerados pela Igreja foi em vão? Que vida hipócrita tem um católico que só o-é por nome, mas não assume tal identidade.

Hoje São Maximiliano oferece, com Cristo e em Cristo, um único cálice pela salvação dos homens. Hoje a Igreja invoca-o para que os homens reconheçam que somente em Cristo o homem encontra plena felicidade, e que neste mundo, mesmo com todo o conforto e com toda a diposição de bens materiais, o verdadeiro Bem do cristão sempre será Jesus Cristo.

Há meus irmãos! Como é belo o testemunho dos santos que florecem na Igreja. Mesmo com o pecado de seus filhos, a Igreja, Mãe e Mestra, nos mostra que há pessoas que venceram as batalhas espirituais neste mundo. E se elas venceram por que eu não poderia também vencer?

Os santos não eram infalíveis. Quantos foram tentados a uma vida cômoda, abastada das suas riquezas? Quantos foram tentados para abandonarem a castidade? Se você busca uma santidade sem tentações então você não busca a santidade, mas uma vida vazia. Só entra para o Reino de Deus quem aqui na terra já o vive santamente.

Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação. Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus, Deus Pai, a Santíssima Trindade”, dizia São Maximiliano.

O amor ardoroso por Maria e por Jesus ardia no coração deste santo. Maria, medianeira de todas as graças, sempre fez-se presente na sua vida. Contemplemos São Maximiliano, vejamos a sua entrega ao próximo e o seu amor por Jesus e Maria. Peçamos que, imitando Jesus, cheguemos a santificação. Pois quem não ama Maria oculta-se dos mistérios do Coração de Jesus. E enquanto a nossa sociedade, geradora de ideologias anti-evangélicas, dissimular-se de Cristo, não encontrará resposta às suas indagações.

Morrendo no lugar de um pai de família, no campo de Auschwitz, com uma injeção de ácido carbólico, ele quis mostrar-nos que para ser um servo de Deus devemos enfrentar tudo, mesmo a morte. E que não pode ser servo de Deus, quem só busca servir a este mundo. Pois quem poupa-se nesta vida não será poupado na outra. Caindo, morto, São Maximiliano ensina-nos que devem cair também os nossos pecados, para que resurja uma nova criatura.

São Maximiliano Maria Kolbe,
rogai por nós!

Big Brother ou Família? Faça sua escolha!

Hoje quando percebo a situação ameaçadora em que se econtram as famílias, constantemente peço a Deus para que Ele não deixe que elas sejam extintas da terra. Para que a nossa sociedade saiba recuperar os valores morais necessários e que foram perdidos.  
Mas minha indignação maior é que, além da destruição da família, emissoras de televisão, que todos já sabemos, não preciso nem nomear, colocam programas para “favorecer” esta destruição. Aliás o título do programa em si já é uma mentira “Big Brother Brasil – Grandes Irmãos Bestas do Brasil”. Onde se encontra o senso de fraternidade em um programa que seu principal objetivo é eliminar? Um programa manipulado completamente e que é uma verdadeira depravação à sociedade atual, onde o que vemos é um forte homossexualismo, com homossexuais se beijando e mostrando isto para todo o Brasil. Onde vemos mulheres que perdem sua descência a ponto de soltarem frases horrendas, das quais nem gosto de nomear; onde se faz um verdadeiro “jogo de sentimentos”, sem se importar com o outro. Tudo por causa de 1 milhão de reais. No entanto, quando morrerem o que ficará é a pessoa que você foi e não sua riqueza. Se você não foi uma boa pessoa, então será conhecido como alguém ruim. E nada se levará. Jesus mesmo nos diz. Para que ajuntar tantos tesouros? Morrerá e os tesouros aí permanecerão.
O problema é que as emissoras encontram pessoas para ficarem vidradas na televisão e poluem suas mentes com ideologias imorais, e, pior, fazem com que estas sejam aplicadas no âmbito familiar. Até mesmo crianças estão sendo, como que “forçadas, a assistirem a este poço de imoralidade.
Quantas pessoas que deixam de ir à Missa para se poluirem com o BBB. Será por acaso que o BBB irá salvá-los? Com certeza não!
A sociedade deve ser estimulada a restaurar valores e não a abandoná-los. Que espécie de emissora de televisão é esta que no dia 24 de dezembro transmite a Missa do Natal do Senhor, onde o Papa fala em união, em amor e fraternidade, e nos domingos mostra o verdadeiro retrato de desunião e competição? Estamos sendo atormentados por todos os lados, como escreve o apóstolo: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (I Pd 5, 8).
Muitos hoje não querem ouvir a mensagem da Igreja, que é também a mensagem de Cristo. O próprio Santo Padre Bento XVI afirmou que:  “Em todas as regiões da terra são numerosos aqueles que não querem escutar aquilo que a Igreja diz. Esperemos que pelo menos ouçam; depois, podem também discordar, mas é importante que pelo menos ouçam, para poder responder. Procuremos convencer também aqueles que discordam e não querem ouvir” (Entrevista durante o voo para o Brasil, 9 de maio de 2007).
Em uma sociedade marcada por uma ditadura do relativismo e por um forte imperialismo do consumismo e das caracteristicas marxistas, a Igreja, cada dia mais, tem anunciado com grande pujança que o verdadeiro e único espírito que deve guiar-nos é o Espírito Santo.
Devemos abominar esta massa que tende a fazer destruir as famílias, que já se encontrão em situação precária.
Maldita hipocrisia! Até quando esta emissora e tantas outras terão prazer de prejudicar e destruir as famílias? Este é o objetivo essêncial dela: Fazer com que as pessoas moldem suas vidas como personagens, atores. E na vida não somos atores. A vida deve ser aproveitada a cada momento, com liberdade. Liberdade de filhos de Deus. Não libertinagem!
Despertemos antes que seja tarde. E sigamos o conselho de São Paulo: Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma” (1 Cor 6, 12).
Não nos deixemos dominar por um programa anti-vida e anti-família. Desliguem seus televisores na hora que começar o BBB, ou até mesmo na hora das novelas. Mudem para um canal católico. Eu garanto: quem não priva sua família de certos programas, não a privará da destruição.