A coerência da fé e a incoerência da maçonaria

É sempre salutar recordarmos que a Igreja Católica de forma alguma compactua com a maçonaria ou tem algum tipo de relação com ela. São duas extremidades diferentíssimas. Fiquemos atentos às advertências daquela que é nossa Mãe e Mestra, sobretudo mediante a epidemia de missas que tem sido celebradas em prol da maçonaria.

E lembrando o que escrevera o Sumo Pontífice Clemente XII na Sua Bula In Eminenti Apostolatus Specula, já postada aqui no blog:

“Deste modo, Nós ordenamos precisamente, em virtude da santa obediência, que todos os fiéis de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade ou preeminência, seja esta clerical ou laica, secular ou regular, mesmo aqueles que têm direito a menção específica e individual, sob qualquer pretexto ou por qualquer motivo, devam ousar ou presumir o ingresso, propagar ou apoiar estas sociedades dos citados Liberi Muratori ou Franco-maçons, ou de qualquer outra forma como sejam chamados, recebê-los em suas casas ou habitações ou escondê-los, associar-se a eles, juntar-se a eles, estar presente com eles ou dar-lhes permissão para se reunirem em outros locais, para auxiliá-los de qualquer forma, dar-lhes, de forma alguma, aconselhamento, apoio ou incentivo, quer abertamente ou em segredo, direta ou indiretamente, sobre os seus próprios ou através de terceiros; nem a exortar outros ou dizer a outros, incitar ou persuadir a serem inscritos em tais sociedades ou a serem contados entre o seu número, ou apresentar ou a ajudá-los de qualquer forma; devem todos (os fiéis) permanecerem totalmente à parte de tais Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções, sob pena de excomunhão para todas as pessoas acima mencionadas, apoiadas por qualquer manifestação, ou qualquer declaração necessária, e a partir da qual ninguém poderá obter o benefício da absolvição, mesmo na hora da morte, salvo através de Nós mesmos ou o Pontífice Romano da época”.

O livro da vida e o livro da morte

Recentemente passei a saber de um livro, parece-me que este já tinha muito tempo, porém só soube agora, intitulado “Mamãe como eu nasci?”, cujo autores são Marcos Ribeiro, com ilustrações de Bia Salgueiro. Mas por que tantas pessoas sentem-se indignadas com tais livros? Ora, no livro se diz: “alguns meninos gostam de brincar com seu pênis e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso”. E ainda: “[os adultos] só sabem abrir a boca para proibir”. E encerra este absurdo dizendo: “essa brincadeira não causa nenhum problema”.

Pior: o livro tem apoio dos ministérios da saúde e da educação.

No livro de São João, no seu Apocalipse, ele fala-nos do livro da vida, uma contraposição daquilo que vemos nesta coisa bizarra, e justamente por isso o título do artigo é este. “Nela [a cidade celestial] não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (21, 27).

Sabemos que a nossa sociedade secularizada está repleta de ameaças contra a vida, tentando descaracterizar o seu verdadeiro sentido. A única voz que se levanta em meio a este tormento e esta escuridão é a voz da Igreja. Ela mantém constantemente a firmeza das palavras do Senhor.

É certo que muitos católicos estão na Igreja, porém não estão com a Igreja. Muitos até mesmo propagam estas ideologias errôneas em uma sociedade que deveria caminhar voltada para Cristo. Em uma árvore boa há frutos bons e podres.

Mas o pior é sabermos que não se ouve a voz de Deus. É sabermos que Deus, para muitos, não impõe limites naturais.

O Catecismo da Igreja Católica assim nos diz sobre este distúrbio:

§2352 Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. “Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado.” Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade.o prazer sexual é buscado fora da “relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana”.

Para formar um justo juízo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a ação pastoral, dever-se-á levar em conta a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros fatores psíquicos ou sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a culpabilidade moral.

Além de nos exortar constantemente à vivência da castidade:

§2345 A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo.

§2348 Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.

Portanto o cristão deve ter em mente que não foi criado como mero objeto sexual, ou como uma simples coisa. Não! Ele deve buscar a direção de Cristo. Deve rumar para o alto, como diz São Paulo: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3, 1). Este é o caminho que devemos seguir, o caminho que nos indica para Deus. Somente encontraremos plena felicidade quando tivermos encontrado Deus, que é a própria felicidade. Em prazeres venéreos a felicidade é passageira. Neste mundo a felicidade é passageira, mas em Deus não.

Se o mundo tem coragem de considerar normal um ato desordenado da masturbação ferindo, assim, os preceitos evangélicos, nós devemos erguer-nos em defesa daquilo que para nós é moral e fere o próprio Cristo. Ele morreu pela nossa salvação. Para redimir-nos do pecado o Filho de Deus desceu à condição mais baixa que alguém poderia ir.

Sejamos corajosos! Ergamos o estandarte da Cruz para que nele possamos afugentar todas as ciladas de Satanás da nossa sociedade. Esta é a terra da Cruz, não podemos deixar que os valores pereçam. Os nossos governantes devem zelar pelo bem do povo; no entanto isto não significa que deva-se ferir os valores morais e imutáveis da pessoa humana e da sua natureza.

Peçamos à Virgem Maria que sempre nos abençoe e proteja nossa humanidade de todos os perigos. Para que possamos um dia entrar na cidade celestial.

Pax Domini!

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