Big Brother ou Família? Faça sua escolha!

Hoje quando percebo a situação ameaçadora em que se econtram as famílias, constantemente peço a Deus para que Ele não deixe que elas sejam extintas da terra. Para que a nossa sociedade saiba recuperar os valores morais necessários e que foram perdidos.  
Mas minha indignação maior é que, além da destruição da família, emissoras de televisão, que todos já sabemos, não preciso nem nomear, colocam programas para “favorecer” esta destruição. Aliás o título do programa em si já é uma mentira “Big Brother Brasil – Grandes Irmãos Bestas do Brasil”. Onde se encontra o senso de fraternidade em um programa que seu principal objetivo é eliminar? Um programa manipulado completamente e que é uma verdadeira depravação à sociedade atual, onde o que vemos é um forte homossexualismo, com homossexuais se beijando e mostrando isto para todo o Brasil. Onde vemos mulheres que perdem sua descência a ponto de soltarem frases horrendas, das quais nem gosto de nomear; onde se faz um verdadeiro “jogo de sentimentos”, sem se importar com o outro. Tudo por causa de 1 milhão de reais. No entanto, quando morrerem o que ficará é a pessoa que você foi e não sua riqueza. Se você não foi uma boa pessoa, então será conhecido como alguém ruim. E nada se levará. Jesus mesmo nos diz. Para que ajuntar tantos tesouros? Morrerá e os tesouros aí permanecerão.
O problema é que as emissoras encontram pessoas para ficarem vidradas na televisão e poluem suas mentes com ideologias imorais, e, pior, fazem com que estas sejam aplicadas no âmbito familiar. Até mesmo crianças estão sendo, como que “forçadas, a assistirem a este poço de imoralidade.
Quantas pessoas que deixam de ir à Missa para se poluirem com o BBB. Será por acaso que o BBB irá salvá-los? Com certeza não!
A sociedade deve ser estimulada a restaurar valores e não a abandoná-los. Que espécie de emissora de televisão é esta que no dia 24 de dezembro transmite a Missa do Natal do Senhor, onde o Papa fala em união, em amor e fraternidade, e nos domingos mostra o verdadeiro retrato de desunião e competição? Estamos sendo atormentados por todos os lados, como escreve o apóstolo: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (I Pd 5, 8).
Muitos hoje não querem ouvir a mensagem da Igreja, que é também a mensagem de Cristo. O próprio Santo Padre Bento XVI afirmou que:  “Em todas as regiões da terra são numerosos aqueles que não querem escutar aquilo que a Igreja diz. Esperemos que pelo menos ouçam; depois, podem também discordar, mas é importante que pelo menos ouçam, para poder responder. Procuremos convencer também aqueles que discordam e não querem ouvir” (Entrevista durante o voo para o Brasil, 9 de maio de 2007).
Em uma sociedade marcada por uma ditadura do relativismo e por um forte imperialismo do consumismo e das caracteristicas marxistas, a Igreja, cada dia mais, tem anunciado com grande pujança que o verdadeiro e único espírito que deve guiar-nos é o Espírito Santo.
Devemos abominar esta massa que tende a fazer destruir as famílias, que já se encontrão em situação precária.
Maldita hipocrisia! Até quando esta emissora e tantas outras terão prazer de prejudicar e destruir as famílias? Este é o objetivo essêncial dela: Fazer com que as pessoas moldem suas vidas como personagens, atores. E na vida não somos atores. A vida deve ser aproveitada a cada momento, com liberdade. Liberdade de filhos de Deus. Não libertinagem!
Despertemos antes que seja tarde. E sigamos o conselho de São Paulo: Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma” (1 Cor 6, 12).
Não nos deixemos dominar por um programa anti-vida e anti-família. Desliguem seus televisores na hora que começar o BBB, ou até mesmo na hora das novelas. Mudem para um canal católico. Eu garanto: quem não priva sua família de certos programas, não a privará da destruição.

Santo Inácio de Loyola: Da Consolação e da Desolação


Chamo consolação, quando na alma se produz alguma moção interior, com a qual vem a alma a inflamar-se no amor de seu Criador e Senhor; e quando, consequentemente, nenhuma coisa criada sobre a face da terra pode amar em si mesma, a não ser no Criador de todas elas. E também, quando derrama lágrimas que a movem ao amor do seu Senhor, quer seja pela dor se seus pecados ou da Paixão de Cristo nosso Senhor, quer por outras coisas diretamente ordenadas a seu serviço e louvor. Finalmente, chamo consolação todo o aumento de esperança, fé e caridade e toda a alegria interior que chama e atrai às coisas celestiais e à salvação de sua própria alma, aquietando-a e pacificando-a em seu Criador e Senhor.

Chamo desolação a todo o contrário (…), como obscuridade da alma, perturbação, inclinação a coisas baixas e terrenas, inquietação proveniente de várias agitações e tentações que levam a falta de fé, de esperança e de amor; achando-se [a alma] toda preguiçosa, tíbia, triste, e como que separada de seu Criador e Senhor. Porque assim como a consolação é contrária à desolação, da mesma maneira os pensamentos que provêm da consolação são contrários aos pensamentos que provêm da desolação.

(…) Em tempo de desolação, nunca fazer mudança, mas estar firme e constante nos propósitos e determinação em que estava, no dia anterior a essa desolação, ou na determinação em que estava na consolação antecedente. Porque, assim como, na consolação, nos guia e aconselha mais o bom espírito, assim, na desolação, [nos guia e aconselha] o mau, com cujos conselhos não podemos tomar caminho para acertar. (…) O que está em consolação pense como se haverá na desolação que depois virá, e tome novas forças para então. O que está consolado procure humilhar-se e abater-se quanto puder, pensando para quão pouco é, no tempo da desolação, sem essa graça ou consolação. Pelo contrário, o que está em desolação pense que pode muito com a graça suficiente para resistir a todos os seus inimigos, e tome forças no seu Criador e Senhor.

Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais, 313

«A medida usardes com os outros será usada convosco»

Tendo aprendido pela Escritura o que é o temor do Senhor e o que é a Sua bondade e o Seu amor, convertamo-nos a Ele de todo o coração. […] Guardemos os seus mandamentos; amemo-nos uns aos outros com todo o coração. Chamemos irmãos mesmo àqueles que nos odeiam e detestam, a fim de que o nome do Senhor seja glorificado e manifestado em toda a sua alegria. Nós, que nos suportamos uns aos outros, perdoemo-nos mutuamente. […] Não tenhamos inveja dos outros e, se estamos permeáveis ao ciúme, não nos tornemos ferozes. Mostremo-nos antes cheios de compaixão uns para com os outros, e pela nossa humildade curemo-nos uns aos outros. Não maldigamos nem trocemos, porque somos membros uns dos outros.

Amando-nos uns aos outros, seremos amados por Deus; sejamos pacientes uns com os outros e Ele mostrar-se-á paciente com os nossos pecados. Não paguemos o mal com o mal e não receberemos o que merecemos pelos nossos pecados. Porque obteremos o perdão dos nossos pecados perdoando aos nossos irmãos, e a misericórdia de Deus está escondida na misericórdia para com o próximo. […] Vede, o Senhor deu-nos o meio de nos salvarmos e dá-nos o poder celeste de nos tornarmos filhos de Deus.  

São Máximo, o Confessor

«Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?»

Se Deus quis que fosses pai […], foi para que, dando também a vida, soubesses o que é a ternura paternal, de modo a experimentares em ti o amor do Teu criador na medida em que podes sentir em ti mesmo afeição para com teus próprios filhos. […] Se, por conseguinte, crês em Deus, e confessas que é Pai, então crê que tudo quanto ordena, tudo quanto escolhe a teu respeito, é para tua salvação, é vida para ti. Não se podem anular os dons de uma mãe, não se podem recusar as advertências de um pai; ainda que as ordens paternas pareçam austeras, são na realidade salvadoras e vivificantes.

Assim, quando compreendeu que Deus era Pai, Abraão não se deteve na aparente dureza e aspereza dos mandamentos; mas glorificou o que o Pai dos céus ordenou […]; logo que Deus ordena, ele entrega-se inteiramente ao Seu amor. […] Quando se conhece Deus, para quê contestar os Seus dons de Pai, em vez de os acolher como coisas boas e vantajosas, tal como o pequeno e o inocente espera tudo de seu pai?

Examinai mais de perto a comparação que o Senhor emprega no Seu Evangelho: «Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?» Cristo veio para os filhos, ou seja, para o Seu povo eleito, mesmo que tenha tido pena de o ter gerado e tenha gritado: «Criei filhos e fi-los crescer mas eles revoltaram-se contra Mim» (Is 1, 2); por conseguinte, veio para os filhos, Ele, o verdadeiro pão do céu que dizia: «Eu sou o pão que desceu do céu» (Jo 6, 41). 

São Pedro Crisólogo, Bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 55

Engrandecidos pela humildade

A subida para Deus acontece precisamente na descida ao serviço humilde, a descida ao amor, que é a essência de Deus e, portanto, a verdadeira força purificadora, que capacita o homem para conhecer Deus e vê-lo”
(Bento XVI, Livro Jesus de Nazaré, p. 95).

Poderia aqui abordar dois aspectos que caracterizam, por assim dizer, a figura de Deus que tornou-se concreta em Jesus Cristo. A Primeira é a humildade; a segunda o amor.
Deus Caritas est – Deus é amor – escreve São João. E por ser o amor sua essência Ele não quis permanecer inacessível no mais alto dos céus. Não. Seu amor é um amor que se manifestou antes de tudo na pessoa de Jesus. É um amor que se doa sem reservas em favor de todos nós, mesmo àqueles que o hostilizam ou querem isentá-lo da sociedade hodierna.
O Papa recorda que os homens só poderão chegar até Deus passando pelo serviço da humildade, do amor. O amor caracteriza-se, sobretudo, pela humildade. O próprio Jesus quis passar pela experiência da humildade. A que se imaginava a figura do Messias? Como ele viria?
Muitos atribuiam sua vinda à vinda de um Rei – em conceito terreno: Revestido de ouro e poder, com grande opulência, nascido em berço de ouro. No entanto o próprio Cristo faz questão de se tornar um “paradoxo” para aquelas mentes. Ele não veio para sustentar um reinado terreno, efêmero; veio, porém, para indicar aos homens o verdadeiro caminho, o caminho da verdade que todos deveriam seguir. E por não se adaptar às ideologias daquelas mentes Ele foi rejeitado e morto.
Antes, porém, na Última Ceia Jesus faz algo inovador, surpeendente e que nenhum outro rei ousaria fazer. Diz-nos o Evangelista: “Sabendo que o Pai tudo colocara em suas mãos e que ele viera de Deus e para Deus voltava, levantando-se da mesa, depõe o manto e, tomando uma toalha, cinge-se com ela. Depois coloca água numa bacia e começa a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido” (Jo 13,3-5).
Esta ação de Jesus os deixa estupefatos. Como o Mestre poderia agir de tal forma? Humilhar-se à condição de servo. E ele os adverte: “Dei-vos o exemplo para que, como eu fiz, também vós o façais” (v 15).
Jesus em toda a sua vida, como nos é sabido, quis manifestar o seu amor por meio de sua humildade e dos seus ensinamentos. A sua vinda já é uma prova de humildade: “Ele era igual a Deus, mas não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus, mas despojou-se de si mesmo, tomando a condição de servo, tornando-se semelhante ao homem… Humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, até a morte na cruz. Por isso Deus o exaltou acima de todas as coisas…” (Fl 2,6-9).
Pode se manifestar novamente aqui um paradoxo. Jesus é exaltado depois de ter sido humilhado e morto na cruz. Mais na verdade esta é a condição para que possamos fazer parte do discipulado do Senhor. E notemos que Jesus revela sua divindade, seu poder, justamente na cruz. Na humilhação ele é glorificado.
Ora, assim também é conosco. Aqueles que são humilhados, que são postos em último lugar, que são pisados pelo mundo; aqueles que sofrem humilhações por parte de outros, nestes é que a glória de Deus se manifestará. Não nos poderosos desta terra, mas nos injustiçados. E para isto é que as Bem-aventuranças nos dirige (cf. Mt 5,1-12). Os bem-aventurados são os excluídos, os marginalizados, os que são perseguidos pelo Reino de Deus, os que hoje choram.
“Eu vim para servir e não para ser servido”, disse Jesus aos seus. E só aquele que serve com Jesus pode experimentar o verdadeiro amor, que antes de tudo passa pelo serviço.
Se Deus é amor Ele serve. Se nós amamos a Deus, devemos servir também. O cerne de tudo é o amor. Ele nos dirige para Deus. Ele nos convida a estarmos atentos às urgentes necessidades da Igreja que clama para o mundo a boa nova do Evangelho. O amor que não carrega em si a humildade torna-se prepotência e induz o homem à arrogância.
De maneira nenhuma quero me colocar como defensor da Teologia da Libertação. Apenas quero manifestar aquilo que é reconhecido por toda a Igreja: Jesus fez-se humilde para que os homens também tornem-se humildes e possam contemplar a face de Deus.
Olhando o exemplo dos Santos vejamos o espelho da humildade, sem engrandecimento. Como ouvi certa vez uma frase: “Os santos concordam que são pecadores; só os pecadores acham que santos” (Peter Kreeft). 
Não deixe que sua vida se torne um abismo, um poço de autossuficiência sem Deus. Reconheça que  só podemos amar quando Deus faz-se presente em nós. Caso contrário apenas criamos ilusões, que mais tarde serão decepções.
Que possamos ser cristãos comprometidos verdadeiramente com o Evangelho. E que a Virgem mãe, que hoje invocamos com o título de Nossa Senhora de Lourdes nos ajude nesta tarefa. Ela que foi a serva obediente, que pôs-se a serviço do projeto salvífico de Deus, e que soube assumi-lo, mesmo diante de tão grande honra.

A Fé, ou é íntegra, ou não existe

Fonte: São Pio V
(Pe. Manoel Bernardes. Luz e Calor. Parte I, doutrina IV, n. 1).



Se alguém não crê em [algum] qualquer artigo ou ponto de nossa santa Fé Católica, ou advertidamente duvida de ser verdade, consentindo em pensar que é coisa que pode ser não ser assim: neste caso a fé com que crê os outros pontos ou artigos, não é verdadeira e sobrenatural, senão uma sombra e semelhança dela, porque por sua infidelidade se lhe destruiu a fé divina; e é claro que se crera nos mais artigos pelo motivo que deve crer (que é a veracidade de Deus, e a Sua revelação declarada pela autoridade da Igreja), esse mesmo motivo o obrigara a crer todos inteiramente, pois Deus, que revelou uns, revelou também os outros, e a Igreja, que ensina aqueles, ensina também estes. Por onde o herege que confessa a Deus Uno e Trino, porém nega a presença real de Cristo na Eucaristia, de nenhum destes pontos tem fé verdadeira, porque (como em semelhante caso disse São Jerônimo) no primeiro caso fez do Evangelho de Cristo, evangelho do homem; no segundo, fez do Evangelho de Cristo, evangelho do demônio (In cap. I ad Galat. V. II). Esta é (diz gravemente Arnóbio) a nobreza, a excelência da Fé Católica, cuja luz se parece com a dos olhos: se picamos estes, ainda que não seja mais que com a ponta de uma agulha em qualquer parte deles, toda a sua luz se turba, e ficamos às escuras. Se ofendemos a Fé, ainda que seja em só ponto, e com uma só dúvida consentida com advertência, toda a sua luz se perde, e ficamos nas trevas da infidelidade.

«Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim»

 

Que eu não deseje nada fora de Ti. […] Concede-me frequentemente que eleve o meu coração até Ti e, quando fraquejar, que me arrependa da minha falta com pesar, com o firme propósito de me corrigir. Concede-me, Senhor Deus, um coração vigilante que nenhum pensamento estranho afaste para longe de Ti; um coração nobre que nenhuma afeição indigna abata; um coração recto que nenhuma intenção equivoca desvie; um coração firme que nenhuma adversidade quebre; um coração livre que nenhuma paixão violenta domine.

Confere-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que Te conheça, um ardor que Te procure, uma sabedoria que Te encontre, uma vida que Te agrade, uma perseverança que Te espere com confiança e uma confiança que por fim Te possua. Confere-me pela penitência ser atribulado com aquilo que Tu suportaste, usar no caminho da Tua protecção pela graça, gozar das Tuas alegrias, sobretudo na pátria pela glória. Ó Tu que, sendo Deus, vives e reinas por todos os séculos. Amen. 

 
Santo Tomás de Aquino

A Maravilha de Deus – São Pedro Julião Eymard

 Fonte: São Pio V
Se a Eucaristia é a obra de um amor imenso, esse amor teve a seu serviço um poder infinito: a onipotência de Deus.

Santo Tomás chama a Eucaristia, a maravilha das maravilhas – maximum miraculorum.

Para convencer-se, basta meditar o que a fé da Igreja nos ensina sobre Este mistério.

A primeira das maravilhas que se operam na Eucaristia, é a transubstanciação: Jesus primeiro, depois os sacerdotes, por sua ordem e instituição, tomam pão e vinho, pronunciam sobre essa matéria as palavras da consagração, e imediatamente desaparece toda a substância do pão, toda a substância do vinho, acha-se mudada no Corpo Sagrado e no Sangue adorável de Jesus Cristo!

Sob a espécie do pão como sob a do vinho, acha-Se verdadeira, real e substancialmente o Corpo glorioso do Salvador.

Do pão, do vinho, restam somente as aparências: cor, sabor, peso; para os sentidos, é pão, é vinho. A fé nos diz que é o Corpo e o Sangue de Jesus velados sob os acidentes que só por um milagre subsistem. Milagre que só o Onipotente pode operar, pois é contra as leis ordinárias existirem as qualidades dos corpos sem os corpos que as sustentam. Eis a obra de Deus; Sua vintade é a razão de ser dessa obra, como a razão de nossa existência. Deus pode tudo quanto quer: isto não Lhe exige mais esforço que aquilo.
Eis a primeira maravilha da Eucaristia.

Outra maravilha, que se contém na primeira, é que esse milagre se renova à simples palavra de um homem, do Sacerdote, e tantas vezes quantas ele o queira. Tal é o poder que Deus lhe comunicou; quer que Deus esteja sobre este altar, e Deus está! O Sacerdote faz absolutamente a mesma maravilha que Jesus Cristo operou na Ceia Eucarística, e é de Jesus Cristo que recebe o poder, e em Seu Nome que age.

Nosso Senhor jamais resistiu à palavra de Seu Sacerdote.

Milagre do poder de Deus: a criatura fraca, mortal, encarna Jesus sacramentado!

Jesus tomou cinco pães no deserto: abençoou-os e os Apóstolos tiveram com que alimentar cinco mil homens: pálida imagem dessa outra maravilha da Eucaristia, o milagre da multiplicação.

Jesus ama todos os homens; quer dar-Se todo inteiro e pessoalmente a cada um; cada um terá a sua parte no maná da vida: é, pois, necessário que Se multiplique tantas vezes quantos são os comungantes que querem recebê-l’O, e cada vez que o quiserem; é necessário, de certo modo, que a Mesa Eucarística recubra o mundo. É o que se realiza por Seu poder: todos O recebem todo inteiro, com tudo o Que Ele é, cada hóstia consagrada O contém. Dividi Essa santa hóstia em tantas partes quanto quiserdes, Jesus acha-se todo inteiro em cada uma das partes; em vez de dividi-l’O, a fração da hóstia O multiplica.

Quem poderá dizer o número de hóstias que Jesus, desde o Cenáculo, colocou à disposição de Seus filhos!
Mas Jesus não somente Se multiplica com as santas parcelas; por uma maravilha conexa, acha-se ao mesmo tempo em um número infinito de lugares.

Nos dias de Sua vida mortal, Jesus estava em um só lugar, habitava uma só casa: poucos ouvintes privilegiados podiam gozar de Sua presença e de Sua palavra.

Hoje, no Santíssimo Sacramento, acha-Se por toda parte, por assim dizer. Sua humanidade participa, de certo modo, da imensidade divina que tudo enche. Jesus acha-Se todo inteiro em um número infinito de templos e em cada um. É que, sendo todos os cristãos, espalhados pela superfície da terra, os membros do corpo místico de Jesus Cristo, é bem necessário que Ele, Sua alma, esteja por toda parte, espalhado em todo o corpo, dando a vida e conservando-a em cada um de Seus membros.

“Os soberanos desta terra nem sempre, nem com facilidade concedem audiência; mas o Rei do Céu, ao contrário, escondido debaixo dos véus Eucarísticos, está pronto a receber a qualquer um...” (Santo Afonso Maria de Ligório)

As normas morais universais e imutáveis ao serviço da pessoa e da sociedade

A doutrina da Igreja, e particularmente a sua firmeza em defender a validade universal e permanente dos preceitos que proibem os actos intrinsecamente maus, é julgada frequentemente como sinal de uma intransigência intolerável, sobretudo nas situações extremamente complexas e conflituosas da vida moral do homem e da sociedade de hoje: uma intransigência que estaria em contraste com o sentido materno da Igreja. Nesta, dizem, escasseiam a compreensão e a compaixão. Mas, na verdade, a maternidade da Igreja nunca pode ser separada da missão de ensinar que ela deve cumprir sempre como Esposa fiel de Cristo, a Verdade em pessoa(…) (Carta Encíclica Veritatis Splendor, 95.)



Na sociedade atual nos é possível constatar uma certa “discriminação” quanto as normas morais da qual a Igreja incessantemente faz-se anunciadora. Sabemos que estamos diante de uma crise moral na sociedade, e estamos cientes também que tal crise não só afeta os valores morais e cristãos, como também abala, por assim dizer, as bases econômicas. A total segurança no dinheiro e a falta de Deus também corrobaram esta minha afirmação. São pessoas cujo “deus é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso. Apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3,19).
A humanidade não pode deixar-se guiar apenas por valores socio-econômicos, esquecendo que tem uma lei moral que deve ser seguida, que não pode ser deixada de lado, como se fosse um mero ensinamento, ao qual os homens estão ou não na faculdade de seguir. Sabemos que por vezes grupos e até mesmo membros ativos da Igreja tem levantado suas vozes para contradizer os santos esinamentos da Igreja. Ora, assim ensina-nos o sagrado Magistério: “O homem é obrigado a seguir a lei moral que o chama a ‘fazer o bem e evitar o mal’ (Gs 16). Esta lei ressoa em sua consciência” (CIC 1713). Seguir a lei moral não é apenas saber o que é ou não correto, mas é um meio de fugirmos do pecado que tenta predominar na humanidade.
Nestes tempos modernos é muito sábio e prudente o conselho do apóstolo: “Proclama a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, convence, repreende e exorta” (2 Tm 4,2-4). Tal exortação urge com mais necessidade no mundo hodierno, até mesmo tentando enganar cristãos para que deixem-se persuadir por tais ideologias. Viver a radicalidade em Cristo é sempre necessário, principalmente quando sabemos que o mundo impõe outros meios de vida aos quais aqueles que não se adaptarem serão vistos como “antiquados”; apresenta caminhos insidiosos e de fácil meio de vida: do liberalismo sexual, ou deveria dizer da perversão? Caminhos que já não tem como guia Jesus Cristo, mas sim o capital financeiro, o consumismo, as leis anti-vida, a concupiscência, a vanglória e vários outros fatores dos quais seria impossível inumerá-los aqui. Estes não contribuem com o desenvolvimento dos povos, com o serviço que os governos devem prestar e muito menos es a serviço da pessoa, mas destinar-lhes-á um trágico fim.
Por conseguinte é necessário reafirmar aqui que as normas morais não privam o homem dos seus direitos e da sua liberdade, este não é seu objetivo; pelo contrário, o Cardeal J. H. Newman, eminente defensor dos direitos da consciência afirma: “A consiência tem direitos, porque tem deveres”. Os direitos só podem existir graças aos deveres. Sem deveres os direitos seria ab-rogados e viveriamos em escravidão, principalmente na escravidão do pecado. Mas a verdadeira liberdade só haverá quando o homem reconhecer que deve curvar-se diante de Deus; quando ele reconhecer que para transcender é necessário rebaixar-se à sua condição.
Se muitos tratam com vilipendio as normas morais, nós cristãos não podemos fazê-lo da mesma forma. Santo Agostinho convida-nos sempre a voltarmo-nos ao nosso interior: “Volta à tua consciência, interroga-a,… Voltai irmãos ao interior, e em tudo o que fizerdes atentai para a testemunha, Deus” (ep. Jo 8,9).

Se muitos tratam com vilipendio as normas morais, nós cristãos não podemos fazê-lo da mesma forma. Santo Agostinho convida-nos sempre a voltarmo-nos ao nosso interior: “Volta à tua consciência, interroga-a,… Voltai irmãos ao interior, e em tudo o que fizerdes atentai para a testemunha, Deus” (ep. Jo 8,9).
A Igreja Mater et Magistra (Mãe e Mestra) tem sua função designada por Cristo de anunciar o Evangelho e de ser uma prefiguração do Reino de Deus na terra. Quem sabe se ouvissimos mais a Igreja não teríamos tantas tribulações como temos hoje?

«Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: 'Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós'» (Lc 22, 19)

 Fonte: Evangelho Quotidiano

 Para nos levar a amá-l’O mais ainda, Cristo deu-nos a Sua carne como alimento. Aproximemo-nos então d’Ele com muito amor e fervor. […] Os magos adoraram-n’O, esse pequeno corpo deitado na manjedoura. […] Ao verem o Menino, Cristo, numa manjedoura, debaixo de um pobre tecto, e não vendo nada  do que vós vedes, aproximaram-se d’Ele com grande respeito.

Já não O vereis numa manjedoura, mas no altar. Já não vereis uma mulher que em seus braços O segura, mas o padre que O oferece; e o Espírito de Deus, em toda a Sua generosidade, plana sobre as oferendas. Porém, não só é o mesmo corpo que os magos viram que agora vedes, como para além disso conheceis a Sua força e sabedoria, e nada ignorais do que Ele cumpriu. […] Despertemos então, e despertemos em nós o temor a Deus. Tenhamos pois muito mais piedade do que esses estrangeiros, para podermos ser dignos de nos aproximarmos do altar […].

Essa mesa fortifica-nos a alma, unifica-nos o pensamento, sustenta-nos a certeza, a segurança; é a nossa esperança, a salvação, a vida. Se deixarmos a terra depois deste sacrifício, entraremos com perfeita segurança nos átrios celestes, como se estivéssemos protegidos, por todos os lados, por uma armadura de ouro. Mas porquê falar do futuro ? Já aqui neste mundo, o sacramento transforma a terra em céu. Abri pois as portas do céu, e vede o que acabo de dizer. O que há de mais precioso no céu, mostrar-vo-lo-ei na terra. O que vos mostro, não são nem os anjos, nem os arcanjos, nem os céus dos céus, mas Aquele que é o seu Mestre. Vós vedes então de uma certa maneira, na terra, o que há de mais precioso. E não somente O vedes, como O tocais, O comeis. Purificai pois a alma, preparai o espírito para receber estes mistérios.

São João Crisóstomo