Orar com humildade

Em que consiste orar com humildade? Por que este tema?

Não poderemos compreendê-lo se não fizermos uma analogia entre as leituras e a necessidade da oração, conjugando-a na sociedade hodierna. Verdadeiramente ultimamente temos sido veementemente exortados pelas leituras dominicais a uma oração que nasça da sinceridade do coração; que não se revista de uma aparência exterior, mas interiormente está vazia e sem sentido. Por isso a primeira leitura é taxativa a dizer: “Jamais despreza a súplica do órfão nem da viúva, quando esta lhe fala com seus gemidos… Quem adora a Deus será recebido com agrado e sua súplica chegará até as nuvens. A oração do humilde penetra as nuvens e não se consolará enquanto não se aproximar de Deus; e não se afastará, enquanto o Altíssimo não olhar e o justo juiz não fizer justiça” (Eclo 35, 27. 20-21).

Estas penetrantes palavras contêm um ensinamento profundo, que em uma primeira vista não seria possível observarmos. Mas debrucemo-nos um instante sobre estas palavras sapienciais. O que elas indicam-nos? Em primeiro lugar tenhamos em mente que estas palavras, como obviamente está à nossa percepção, dirige-se aos humildes. Mas quem são os humildes? São os pobres materiais? Falando-se no contexto deste mundo, restrito à possessão de bens, sim. Falando no contexto evangélico não. Mesmo os ricos, que não atribuem suas riquezas a méritos próprios, mas a reconhecem como presente de Deus; quem tem o espírito submisso a Deus e sabe partilhar, também eles são os humildes. Santa Teresa de Ávila apresenta-os um pouco diferente, mas em um mesmo contexto: “O verdadeiro humilde sempre duvida das próprias virtudes e considera mais seguras as que vê no próximo”. Comumente a Bíblia os associa aos “órfãos, viúvas e estrangeiros”, que eram colocados à margem da sociedade na época, e ainda hoje não obstante os diversos progressos e esforços a uma igualdade continuam a existir diversos marginalizados.

Depois gostaria de deter-me sobre a frase: “Quem adora a Deus será recebido com agrado e sua súplica chegará até as nuvens”. Feliz realização! Como estas palavras são incômodas nos dias de hoje. Muitos não adoram a Deus; no entanto, fixam seu olhar sobre os bens terrenos e passageiros, que em nada contribuem para uma melhor vivência da fé; vivem na ganância e na soberba, são bem aparentados por fora, mas por dentro estão vazios e não sabem o verdadeiro valor do amor. São Paulo condena a estes e exorta, também a nós: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Cor 10, 31).  E ainda, ao escrever a Timóteo fala com dureza: “A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro… Ordena aos ricos deste mundo que rejeitem o orgulho e não ponham sua esperança na riqueza incerta, mas em Deus que provê abundantemente de tudo para nosso bom uso. Ordena-lhes ainda que façam o bem e se enriqueçam de boas obras, que sejam prontos para dar e generosos” (1 Tm 6, 10.17-18).

Na segunda leitura, vemo-la frequentemente nas celebrações de São Pedro e São Paulo, este último apóstolo já tinha consciência de sua morte, e, portanto, sabemos que não se distancia desta. Gastada sua vida em favor do Evangelho, Paulo não a perde, mas a ganha. Por isso escreve: “Combati o bom combate. Conclui a corrida. Guardei a fé. Agora me é reservada a coroa da justiça” (2 Tm 4, 7-8). Sobre isso São João Crisóstomo bem afirmou: “Estar longe de Cristo representava para ele o combate e o sofrimento, mais ainda, o máximo combate e a mais intensa dor. Pelo contrário, estar com Cristo era um prêmio único. Paulo, porém, por amor de Cristo, prefere o combate ao prêmio… Talvez algum de vós afirme: Mas ele sempre dizia que tudo lhe era suave por amor de Cristo! Isso também eu afirmo, pois as coisas que são para nós causa de tristeza eram para ele enorme prazer… Rogo-vos, pois, que não vos limiteis a admirar este tão ilustre exemplo de virtude, mas imitai-o. Só assim poderemos ser participantes de sua glória” (Riquezas da Igreja, Prof. Felipe Aquino, pag. 172 e 173).

“Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu, todos me abandonaram. Que isto não lhe seja levado em conta. Mas o Senhor veio em meu auxílio e me deu forças… E eu fui libertado da boca do leão” (2 Tm 4, 16-17). Ora, este abandono de Paulo é sentido por muitos hoje. Quantos acham que Deus o abandonou? Ou então o contrário: Quantos só podem contar com Deus, pois foram “abandonados”? Nestes dois casos vale aquilo que o Papa bento XVI disse: “Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me” (Carta Encíclica Spe Salvi, 32).

No Evangelho Jesus conta-nos a parábola do fariseu e do publicano. Dirigia-se o Senhor àqueles que confiavam na própria justiça e desprezavam os outros. “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos” (Lc 18, 10). A atitude de subir significa estar em contanto íntimo com Deus. Assim como Jesus subia ao monte para orar, estes dois vão também pôr-se diante do Altíssimo.

Mas a diferença é que um na sua oração exaltava-se, o outro reconhecia a imensidão dos seus pecados. “O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!” (vv. 11-13).

A oração não é para nos engrandecer, mas para reconhecermos nossos pecados, colocando-nos por inteiro nas mãos de Deus. O pecado não traz alegria, mas ele faz com que busquemos a verdadeira alegria, que é a nossa reconciliação com Deus: “O não reconhecimento da culpa, a ilusão de inocência não me justifica nem me salva, porque o entorpecimento da consciência, a incapacidade de reconhecer em mim o mal enquanto tal é culpa minha” (Spe Salve, 33). Aquele fariseu não foi justificado, mas sim o publicano, porque não apenas rezou, mas rezou com humildade. A oração não nos isola, mas nos ensina a viver em comunidade. “Orar não significa sair da história e retirar-se para o canto privado da própria felicidade. O modo correto de rezar é um processo de purificação interior que nos torna aptos para Deus e, precisamente desta forma, aptos também para os homens” (idem).

Na oração devemos buscar estar unidos de uma forma tão íntima com o Senhor que nem precisamos falar, pois Ele como Pai já sabe das nossas necessidades, do que realmente é importante.

Peçamos ao Senhor a humildade, para que não sobreponha-se as nossas misérias, mais que reconheçamos tudo como graça de Deus. Peçamos também, neste dia mundial das Missões, a graça de sermos testemunhas autênticas do Evangelho, para que ele seja levado a outros, sobretudo por nossas ações.

Enquanto agradeço a Deus pelo bom êxito do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, confio-vos em minhas orações à proteção de Maria, Mãe da humildade.

Salus et Pax in corde Iesus et Maria

 

Perseverai e orai!

Neste domingo, a providência divina quis que nos fossem apresentadas as leituras que, poderíamos dizer, são persistentes, além de chamar nossa atenção, mais uma vez, para a necessidade da oração. Verdadeiramente, a persistência pelas coisas celestiais é algo importante na vida cristã. Só quem persiste pode chegar a uma meta. Por isso, hoje, Jesus convida-nos a uma “santa persistência”. Uma perseverança constante em não desanimarmos diante das dificuldades, a sermos cristãos autênticos. Por esta perseverança foram abertas aos mártires as portas do céu.

Na primeira leitura, chama-nos bastante atenção, a atitude de Abraão em que, mesmo diante de Deus, insiste pela salvação de Sodoma; no entanto, não havia nela nenhum justo. Há, bem verdade, ainda hoje, uma dúvida sobre qual pecado teria levado a destruição de Sodoma; diverge-se entre o homossexualismo ou a vida depravada que muitos habitantes estariam levando, fala-se até mesmo em xenofobia. No entanto muitos concordam que o verdadeiro motivo seria a prática homossexual, orgias e outras depravações morais.

Entretanto, façamos uma analogia com o que o texto quer dizer-nos hoje. Se Abraão indagava Deus sobre a sua misericórdia infinita, também muitos hoje duvidam da misericórdia de Deus. Para estes, o próprio texto já responde, mediante a persistência do pai de muitas gerações diante de Deus, quando ele pergunta ao Senhor se com cinqüenta justos Ele pouparia a cidade, e vai baixando o número até dez, e Deus lhe diz que por dez justos pouparia a cidade. Na cidade, porém, não havia nenhum justo. Os que lá se encontravam, Deus havia mandado sair. Ora, nosso Deus não é um somente um Deus de ira, mas também de justiça; e a sua justiça se estende por toda a terra. Ele deseja que todos se voltem para Ele, que mergulhem na sua inexaurível misericórdia e nela possam permanecer a todo instante, mesmo que sejamos tentados pelo mundo a dela nos afastarmos. O próprio Jesus, na sua aparição a Santa Faustina, fala da grandeza da misericórdia, e nos diz que esta precederá a própria Justiça: “Antes de vir como justo Juiz, abro de par em par as portas da Minha misericórdia” (Diário 1146; cf. 1728); e ainda: “Que o pecador não tenha medo de aproximar-se de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas” (Diário 50).

Na segunda leitura São Paulo nos chama a atenção para algo muito interessante: uma nova identidade. Deixarmos de lado o homem velho e tomarmos posse do novo homem: “Com Cristo fostes sepultados no batismo; com ele também fostes ressuscitados por meio da fé no poder de Deus” (Cl 2, 12). Vale também para nós tais palavras. Nos dias de hoje vemos o imenso número de pessoas que preferem estar apegadas à velha vida, fora dos preceitos evangélicos. O apóstolo nos convida a, com Cristo, adentrarmos a esta nova fase, a esta verdadeira conversão. Se pelo pecado estávamos mortos e o nosso laço de união com Deus foi cortado pelos nossos primeiros pais, com Jesus a humanidade encontrou novo sentido; Ele, Sumo e Eterno Sacerdote, reatou este laço e firmou-o novamente com algo que jamais poderá alguém cortá-lo: o seu preciosíssimo sangue, derramado pela nossa salvação e pela redenção do mundo. A morte de Cristo, sua total doação, é a melhor prova de que Deus ama a humanidade, de que não quer que ela afaste-se d’Ele por causa de ideologias ou de qualquer outra coisa.

O Santo Evangelho chama-nos a uma meditação do Pai Nosso, mas também convida-nos a voltarmos nossos olhos para duas parábolas que Jesus nos apresenta: Em que sentido as palavras desta oração poderiam ser comparadas aos nossos dias. E assim podemos inferir:

Não pode dizer “Pai nosso” quem não busca viver como Igreja e como filho de Deus.

Não pode dizer “santificado seja o vosso nome” quem não tem o nome de Deus como Santo e não o respeita.

Não pode dizer “venha a nós o vosso reino” quem se preocupa apenas com os bens materiais e superficialidades.

Não pode dizer “seja feita a vossa vontade” quem apenas busca fazer a própria vontade e não escuta a voz de Deus. Não pode dizê-lo quem apóia o aborto e os tantos meios de ataques a vida humana.

Não pode dizer “assim na terra como no céu” quem apenas vive para si mesmo e esquece que estamos todos peregrinando, rumo ao céu.

Não pode dizer “o pão nosso de cada dia nos daí hoje” quem nega o pão aos necessitados, quem é egoísta, e quem nega a presença de Jesus na Eucaristia, Pão espiritual para nossa salvação.

Não pode dizer “perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” quem nunca perdoa o irmão e sempre deseja ser perdoado, levando uma vida hipócrita. E só com o perdão, que gera a unidade, poderemos alcançar a pasz no mundo.

Não pode dizer “Não nos deixeis cair em tentação” quem sempre se expõe a ela, levando uma vida desregrada.

Não pode dizer “mas livrai-nos do mal” quem pratica o mal e adere aos projetos do maligno.

Não pode dizer “Amém” quem não se compromete a viver conforme o plano de Deus.

Por fim, as parábolas nos convidam a confiarmos em Deus. A oração constante, insistente e que tenha uma boa finalidade, sempre será atendida por Deus. Como lembra a parábola, se não for pela boa intenção, atenderá pelo menos pela insistência. E Jesus nos diz: “Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á” (Lc 11, 9).

O Pai celeste só sabe e só pode dar coisas boas aos seus filhos. Ele nunca renegará uma oração sincera e confiante, um verdadeiro clamor que insurge das entranhas humanas e eleva-se ao mais alto dos céus, e Ele sempre estará disposto a atendê-la. “E que este clamor esteja impregnado de toda a verdade sobre a misericórdia que tem expressão tão rica na Sagrada Escritura e na Tradição, e também na autêntica vida de fé de tantas gerações do Povo de Deus. Com este clamor apelamos, como fizeram os Autores sagrados, para o Deus que não pode desprezar nada daquilo que criou  (Sab 11, 24), para o Deus que é fiel a Si próprio, à Sua paternidade e ao Seu amor” (Papa João Paulo II, Dives in Misericórdia, cap. 8, § 15).

Ajudemos a nossa humanidade a redescobrir o inestimável valor da oração, que só terá valor eficaz quando o homem, consciente de sua miséria, voltar-se ao Senhor, para que Ele possa, com seu beneplácito e com sua ação salvífica, instaurar em nosso meio o Reino de paz e de amor.

Maria Santíssima, mulher feita oração, nos ajude nesta caminhada em busca dos verdadeiros valores da oração.

Fraternalmente em Cristo Jesus e Maria Santíssima!

A eficácia da oração

“Através desta oração coral, que encontra o seu cume na participação cotidiana no Sacrifício Eucarístico, a vossa dedicação ao Senhor no silêncio e no escondimento é tornada fecunda e fértil, não somente em ordem do caminho de santificação e purificação pessoal, mas também no que diz respeito àquele apostolado de intercessão que desenvolveis por toda a Igreja, para que possa aparecer pura e santa diante do Senhor. Vós, que bem conheceis a eficácia da oração, experimentais todo o dia quantas graças de santificação ela pode obter à Igreja.”

(Papa Bento XVI, Homilia no Mosteiro Dominicano de Santa Maria do Rosário; 24 de junho de 2010)

O Santo Padre mais uma vez manifesta-nos a necessidade constante da oração, e não apenas dela, como também da vida contemplativa. Urge cada vez mais alto a necessidade de termos pessoas constantes na oração, que possam levar uma vida contemplativa e nela descobrir o verdadeiro rosto de Deus. Verdadeiramente não são as alegrias terrenas que nos farão contemplar a face de Deus, mas o nosso interior, a nossa condição de pessoas e de cristãos.

Para quantos no mundo hodierno parece-se uma insensatez, ou até mesmo uma loucura, a vida de clausura, ao qual muito dos nossos irmãos se detém? Mas a Igreja, constantemente, por meio dos Santos Padres sobretudo, nos convida a olharmos de forma diferenciada para esta vida de oração que a muitos enriquece. Quem sabe orar faz da sua vida um céu, quem não sabe a transforma em um inferno. Isto porque se a oração não nos dirige para Deus, e fere a nossa fé cristã nos fazendo cair na presunção da autossuficiência, não poderá ser boa e muito menos poderá pôr-nos em profundo contato com Deus, mas atirar-nos-á em um abismo, um existencialismo puro, sem um destino e sem Alguém que lhe dará pelo valor.

Só a oração verdadeira e íntima com Deus, que brota do coração, pode realmente fazer com que os homens e mulheres – especialmente os que dedicam suas vidas a rezar pelo mundo nos mosteiros – sintam o abraço do Pai e nele encontrem plena realização. Em um mundo tomado por ideologias que contrastam fortemente os sagrados ensinamentos evangélicos e os preceitos da moral católica, somos convidados a perseverar, como bem nos exorta São Pedro: “Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração.” (1 Pd 4, 7).

São João Crisóstomo fala sobre os monges:

Ali há uma só riqueza para todos, a verdadeira riqueza, e uma só glória para todos, a verdadeira glória, pois não põem os bens nos nomes, mas nas coisas: um só prazer, um só desejo, uma só esperança para todos. Tudo está perfeitamente ordenado como com régua e esquadro. Não há ali desordem alguma. Tudo é ordem, ritmo e harmonia, e concórdia absoluta, e motivo constante de alegria. Por isto todos fazem e sofrem tudo para que todos vivam felizes e contentes. E assim, só entre os monges podemos ver esta pura alegria que não acontece em nenhuma outra parte, não só porque desprezaram o presente e cortaram pela raiz toda ocasião de dissensão e luta; não só porque têm as mais belas esperanças para o futuro, mas também pelo fato de que cada um considera como seu tudo quanto acontece de alegria ou tristeza aos demais. Deste modo, a tristeza desaparece facilmente, pois todos levam a carga, como se fossem um só, e se acrescentam os motivos de alegria, pois não se alegram só pelos próprios bens, mas também – e não menos que pelos próprios – pelos bens alheios”.

Contra os impugnadores da vida monástica
Discurso III, cap. 21

Se muitos soubessem o verdadeiro valor da vida monástica e religiosa não a atacariam tão vorazmente, e muito menos a colocariam como castigo. Da oração brota o amor. E quem primeiro ama são aqueles que mais rezam. Logo, em nenhum momento ousaria dizer que amo mais que um religioso, ou um monge, ou uma freira. É Deus que ama o mundo por meio deles, é Deus que nos ama por meio dos sacerdotes.

Os Santos são exemplo vivo disto: Santa Teresinha do Menino Jesus, São Bento, Santo Antonio e tantos outros, que, apesar de não serem monges, viviam em alguma congregação.

Doar-se e doar-se sem reservas: eis um lema que deve centralizar a vida cristã. Aquele que se doa em primeiro lugar doa-se à oração. E se muitos soubessem o inexaurível valor da oração não a excluiriam de suas vidas, mas saberiam que ali achariam forças para nutrir a caminhada neste mundo e nos garantir a salvação no próximo.

Não basta rezar, é necessário saber rezar.

Encerro com as sábias palavras de São Paulo, que são tão consoladores à todos nós: “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração” (Rm 12, 12).

Fraternalmente em Cristo Jesus e Maria Santíssima!