São João Maria Vianney: Confissão e Eucaristia

http://pebesen.files.wordpress.com/2009/08/sao-joao-maria-vianney-3.jpg“O Santo Cura ensinava os seus paroquianos sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, detendo-se de bom grado diante do sacrário para uma visita a Jesus Eucaristia. «Para rezar bem – explicava-lhes o Cura –, não há necessidade de falar muito. Sabe-se que Jesus está ali, no tabernáculo sagrado: abramos-Lhe o nosso coração, alegremo-nos pela sua presença sagrada. Esta é a melhor oração». E exortava: «Vinde à comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus. Vinde viver d’Ele para poderdes viver com Ele»; «É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade!». Esta educação dos fiéis para a presença eucarística e para a comunhão adquiria um eficácia muito particular, quando o viam celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Quem ao mesmo assistia afirmava que «não era possível encontrar uma figura que exprimisse melhor a adoração. (…) Contemplava a Hóstia amorosamente». Dizia ele: «Todas as boas obras reunidas não igualam o valor do sacrifício da Missa, porque aquelas são obra de homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus». Estava convencido de que todo o fervor da vida de um padre dependia da Missa: «A causa do relaxamento do sacerdote é porque não presta atenção à Missa! Meu Deus, como é de lamentar um padre que celebra [a Missa] como se fizesse um coisa ordinária!». E, ao celebrar, tinha tomado o costume de oferecer sempre também o sacrifício da sua própria vida: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!».”

“Esta sintonia pessoal com o Sacrifício da Cruz levava-o – por um único movimento interior – do altar ao confessionário. Os sacerdotes não deveriam jamais resignar-se a ver os seus confessionários desertos, nem limitar-se a constatar o menosprezo dos fiéis por este sacramento. Na França, no tempo do Santo Cura d’Ars, a confissão não era mais fácil nem mais frequente do que nos nossos dias, pois a tormenta revolucionária tinha longamente sufocado a prática religiosa. Mas ele procurou de todos os modos, com a pregação e o conselho persuasivo, fazer os seus paroquianos redescobrirem o significado e a beleza da Penitência sacramental, apresentando-a como uma exigência íntima da Presença eucarística. Pôde assim dar início a um círculo virtuoso. Com as longas permanências na igreja junto do sacrário, fez com que os fiéis começassem a imitá-lo, indo até lá visitar Jesus, e ao mesmo tempo estivessem seguros de que lá encontrariam o seu pároco, disponível para os ouvir e perdoar. Em seguida, a multidão crescente dos penitentes, provenientes de toda a França, haveria de o reter no confessionário até 16 horas por dia. Dizia-se então que Ars se tinha tornado «o grande hospital das almas». «A graça que ele obtinha [para a conversão dos pecadores] era tão forte que aquela ia procurá-los sem lhes deixar um momento de trégua!»: diz o primeiro biógrafo. E assim o pensava o Santo Cura d’Ars, quando afirmava: «Não é o pecador que regressa a Deus para Lhe pedir perdão, mas é o próprio Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele». «Este bom Salvador é tão cheio de amor que nos procura por todo o lado».”

Papa Bento XVI
Carta para a proclamação do Ano Sacerdotal

PAPA NÃO SABIA DE POSIÇÕES NEGACIONISTAS DE WILLIAMSON, DIZ VATICANO

[meus comentários]

CIDADE DO VATICANO, 23 SET (ANSA) – O papa Bento XVI não tinha conhecimento da posição negacionista do bispo inglês Richard Williamson quanto ao Holocausto, segundo informou hoje o Vaticano.

“É absolutamente sem fundamento afirmar ou só insinuar que o Papa foi antecipadamente informado sobre as posições de Williamson”, disse o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

O porta-voz fez a declaração rebatendo o que o bispo de Estocolmo, monsenhor Anders Arborelius, anunciou hoje, por meio de um comunicado publicado no site de sua diocese.

De acordo com Arboreliu, ele próprio advertiu a Santa Sé de que o inglês negava a existência do Holocausto[mais que mentira! Deve ser ligado a algum setor liberal, que não aceita as decisões do Santo Padre]em um programa de televisão sueco que foi ao ar no dia 21 de janeiro de 2009, três dias antes do Pontífice revogar a excomunhão de quatro bispos da Fraternidade São Pio X, incluindo Williamson.

A decisão de Bento XVI foi repudiada, principalmente, por comunidades judaicas e outros setores religiosos [que se precipitaram, claro].
Para confirmar que o Pontífice não tinha conhecimento do assunto, Lombardi relembrou notas que foram enviadas pelo Papa a dioceses do mundo inteiro para explicar a situação.

“A carta aos bispos de 10 de março colocou um ponto em todas as questões e não há motivo para reabri-las. O Papa explicou o motivo da remissão da excomunhão como gesto para favorecer a unidade da Igreja e, ao mesmo tempo, mostrar o não fundamento das acusações a ele dirigidas sem respeito”, pontuou o porta-voz, defendendo que “reabrir o caso Williamson não vai servir senão para criação confusão sem motivo”.

No documento, Bento XVI comentou os “erros de comunicação” e as “avalanches e protestos” que ocorreram durante o desenvolver dos fatos.

A maior parte do texto do Pontífice foi dedicada para enfatizar à “necessidade” da retirada da excomunhão dos bispos, ressaltando que a decisão foi tomada visando a “união dos fiéis” [o curioso é que as pessoas que mais falam em “ecumenismo”, são as que mais “atacaram” o Santo Padre por sua sábia decisão].

“Se o empenho para a fé, para a esperança e para o amor no mundo constituem neste momento a prioridade da Igreja, então as reconciliações pequenas e médias também fazer parte (das prioridades, ndr.). Se um gesto causou tanto barulho, transformando-se no contrário de uma reconciliação, devemos tomar nota dele”, escreveu o Papa.

Williamson e os outros três bispos da Fraternidade São Pio X foram ordenados em 1988 pelo arcebispo Marcel Lefèbvre (1905-1991) — fundador da Fraternidade–, sem autorização do então papa João Paulo II. A Fraternidade também não aceitava as reformas do Concílio Vaticano 2º (1962-65) e, por isso, os religiosos foram excomungados. (ANSA)