Papa Francisco: “É a Igreja que me traz Cristo e me leva a Cristo”.

O Papa e o mestre de cerimônias, monsenhor Guido Marini.

O Papa e o mestre de cerimônias, monsenhor Guido Marini.

“A novidade causa sempre um pouco de medo, porque nos sentimos mais seguros se temos tudo sob controle, se somos nós a construir, programar, projetar a nossa vida de acordo com os nossos esquemas, as nossas seguranças, os nossos gostos. E isto verifica-se também quando se trata de Deus. Muitas vezes seguimo-Lo e acolhemo-Lo, mas até um certo ponto; sentimos dificuldade em abandonar-nos a Ele com plena confiança, deixando que o Espírito Santo seja a alma, o guia da nossa vida, em todas as decisões; temos medo que Deus nos faça seguir novas estradas, faça sair do nosso horizonte frequentemente limitado, fechado, egoísta, para nos abrir aos seus horizontes. Mas, em toda a história da salvação, quando Deus Se revela traz novidade, transforma e pede para confiar totalmente n’Ele: Noé construiu uma arca, no meio da zombaria dos demais, e salva-se; Abraão deixa a sua terra, tendo na mão apenas uma promessa; Moisés enfrenta o poder do Faraó e guia o povo para a liberdade; os Apóstolos, antes temerosos e trancados no Cenáculo, saem corajosamente para anunciar o Evangelho. Não se trata de seguir a novidade pela novidade, a busca de coisas novas para se vencer o tédio, como sucede muitas vezes no nosso tempo. A novidade que Deus traz à nossa vida é verdadeiramente o que nos realiza, o que nos dá a verdadeira alegria, a verdadeira serenidade, porque Deus nos ama e quer apenas o nosso bem. Perguntemo-nos a nós mesmos: Permanecemos abertos às ‘surpresas de Deus’? Ou fechamo-nos, com medo, à novidade do Espírito Santo? Mostramo-nos corajosos para seguir as novas estradas que a novidade de Deus nos oferece, ou pomo-nos à defesa fechando-nos em estruturas caducas que perderam a capacidade de acolhimento?”

“Segundo pensamento: à primeira vista o Espírito Santo parece criar desordem na Igreja, porque traz a diversidade dos carismas, dos dons. Mas não; sob a sua ação, tudo isso é uma grande riqueza, porque o Espírito Santo é o Espírito de unidade, que não significa uniformidade, mas a recondução do todo à harmonia. Quem faz a harmonia na Igreja é o Espírito Santo. Um dos Padres da Igreja usa uma expressão de que gosto muito: o Espírito Santo ‘ipse harmonia est – Ele próprio é a harmonia’. Só Ele pode suscitar a diversidade, a pluralidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Também aqui, quando somos nós a querer fazer a diversidade fechando-nos nos nossos particularismos, nos nossos exclusivismos, trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade segundo os nossos desígnios humanos, acabamos por trazer a uniformidade, a homogeneização. Se, pelo contrário, nos deixamos guiar pelo Espírito, a riqueza, a variedade, a diversidade nunca dão origem ao conflito, porque Ele nos impele a viver a variedade na comunhão da Igreja. O caminhar juntos na Igreja, guiados pelos Pastores – que para isso têm um carisma e ministério especial – é sinal da ação do Espírito Santo; uma característica fundamental para cada cristão, cada comunidade, cada movimento é a eclesialidade. É a Igreja que me traz Cristo e me leva a Cristo; os caminhos paralelos são perigosos! Quando alguém se aventura ultrapassando (proagon) a doutrina e a Comunidade eclesial e deixando de permanecer nelas, não está unido ao Deus de Jesus Cristo (cf. 2 Jo 9). Por isso perguntemo-nos: Estou aberto à harmonia do Espírito Santo, superando todo o exclusivismo? Deixo-me guiar por Ele, vivendo na Igreja e com a Igreja?”

Da Homilia do Santo Padre, o Papa Francisco, na Solenidade de Pentecostes, 19 de maio de 2013

Minha primeira Missa Tridentina

Participei, no primeiro domingo deste mês, dia 5, de minha primeira Missa Tridentina. Aproveitei minha viagem para Minas Gerais e decidi passar com alguns amigos na Catedral de Santa Teresinha do Menino Jesus, em Uberlândia, para assistir a celebração na Forma Extraordinária do Rito Romano, que já acontece regularmente na cidade.

Estava ansioso. Já tinha ouvido falar muito da Missa de Pio V – até a defendi aqui, em algumas ocasiões… -, do padre de frente para Deus, da assembleia em silêncio adorando o Senhor, da língua latina. Finalmente eu ia conhecer a Missa que foi oferecida em nossos altares por séculos e que santificou inúmeros homens e mulheres da Igreja.

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Veja outras fotos e saiba mais sobre a celebração da Missa Tridentina em Uberlândia no blog: http://missatridentinaemuberlandia.wordpress.com/.

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Quando a celebração começou, o padre e o acólito faziam várias coisas que eu, como leigo, não entendia muito bem. Mas desde o começo impressionou-me muito como era significativa a mudança de orientação da ação litúrgica. Foi um choque assistir a celebração versus Deum. O latim não foi um incômodo tão grande. Eu já tinha decoradas algumas orações em latim. Sabia inclusive que a Missa antiga começava com o Introibo ad altare Deiad Deum qui laetificat iuventutem meam. Sabia que deveria responder Et cum spiritu tuoe não “Ele está no meio de nós” –, quando o padre dissesse Dominus vobiscum (e ele falou isso várias vezes). Cheguei até a arriscar algumas respostas um pouco antes da comunhão, sem olhar no pequeno missal que um amigo trouxe para acompanharmos a celebração. Mas, o padre “virado de costas pro povo”, como se diz usualmente… aquilo me incomodou.

Não, caro leitor, não achei ruim a celebração ter sido ad orientem. Muito pelo contrário.

Sabe, a gente vive falando que o Sacrifício da Missa é oferecido a Deus – e só a Ele -, que na Missa o Sacrifício no Calvário se atualiza, que Jesus ofereceu-se ao Pai, pelos homens… Mas, quando temos o padre olhando o tempo todo em nossa direção – muitas vezes sem uma cruz no centro do altar -, rezando (sim! a Deus, mas) orientado para a assembleia, de certo modo sentimo-nos importantes demais, quando, na verdade, não somos! Talvez por isso tenha ficado tão chocado com o sacerdote, ali, de costas, virando apenas para refletir o Evangelho e uma vez ou outra para dizer que o Senhor estivesse conosco.

É verdade que o Senhor está presente também na assembleia. Mas o risco de fazer do ato litúrgico um “programa de auditório” é muito maior quando o ministro celebra versus populum. Quem ama a Cristo e tem consciência que a Liturgia não é algo que inventamos, mas sim um dom que recebemos, celebra piedosamente tanto a Missa de Pio V quanto a de Paulo VI, tanto ad orientem quanto versus populum. Mas, para quem quer se colocar no centro da ação litúrgica – ao invés de colocar Aquele que é o centro de toda a vida da Igreja -, basta que veja uma plateia ali, à sua frente, para falar o que bem entende, atropelando as rubricas e até deixando de lado o Missal, se preciso for.

O silêncio foi outra coisa que também me impressionou. Comumente ouvimos as pessoas dizerem que vão à Missa “para rezar”. Mas como se reza, se muitas vezes a celebração, com bateria e guitarras, parece mais um concerto de rock n’roll? Como se reza, com tantas palmas, gritos – e até mesmo danças? Em poucas palavras: como se reza, com tanto barulho? Às vezes, é preciso um esforço quase sobrenatural dos fiéis para se concentrarem e tentarem ouvir a voz de Deus…

Na Missa de que participei em Uberlândia, era possível rezar, desde a aspersão até o Ite, Missa est. Após a comunhão, era possível fazer a ação de graças (sem “Noites Traiçoeiras” ou “Faz um milagre em mim”). Tudo parecia tão calmo e sereno, era tudo tão belo, que, mesmo nunca tendo ido ao Céu, posso dizer que aquela igreja tinha se transformado em um pequeno pedaço dele.

É claro que toda Missa é um intercâmbio entre o Céu e a Terra. É claro que toda Missa é o Sacrifício da Cruz. Mas, sabe… Toda diocese poderia ter um lugar para que fosse celebrada a Missa Tridentina. É o desejo expresso do Papa Bento XVI, com a publicação do Summorum Pontificum, e é o desejo de uma multidão de fiéis – especialmente de jovens -, que, em comunhão com uma Igreja de dois mil anos, exultam ao ver o altar arrumado para acolher a Missa na Forma que santificou tantas almas…

Dia 5 de maio foi um dia especial. Espero que essa experiência se repita novamente, muitas e muitas vezes.

O Conselho de Justiça se mete onde não é chamado.

- Decisão do CNJ sobre casamento gay é escandalosamente inconstitucional, no blog do Reinaldo Azevedo. Apologia da união civil homossexual à parte – recomendo novamente a leitura deste ótimo documento, da pena do cardeal Joseph Ratzinger, condenando o reconhecimento civil da união de pessoas do mesmo sexo -, é importante entender como os sindicalistas gays estão trabalhando para implantar sua agenda no país. Para quem não sabe, o Conselho Nacional de Justiça teria obrigado todos os cartórios do país a reconhecer a união estável de duplas homossexuais. As redes sociais ficaram cheias de comemorações, arco-íris e sei lá mais o quê.

Bom, não se trata nem de ser a favor ou não da situação. Tanto que até um jornalista favorável ao “casamento” gay veio a público dizer que não é competência do CNJ decidir estas coisas. “Quando um órgão criado para funcionar como controle externo do Judiciário decide assumir o papel de legislador, algo de muito ruim está em curso.”

Peço também que assistam, abaixo, ao vídeo do senador Magno Malta. Reparem, senhores defensores do “Estado laico”, que, embora protestante, em nenhum momento o parlamentar usou a religião, ou falou de Deus, para justificar seu repúdio à decisão do CNJ. De forma semelhante se pronunciou várias vezes Sua Santidade, o Papa Bento XVI, em suas declarações públicas contra a união civil homossexual, mostrando que a oposição a este absurdo prescinde de dogmas ou revelações religiosas; tem a ver, antes, com o respeito à lei natural e à instituição da família.

- A propósito, ainda com relação à decisão do CNJ, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil também reagiu, por meio de uma nota, publicada no site da instituição, ontem. “As uniões de pessoas do mesmo sexo (…) não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos.”

Os bispos do Brasil lembraram que não cabe ao Conselho Nacional de Justiça legislar. “Com essa Resolução, o exercício de controle administrativo do CNJ sobre o Poder Judiciário gera uma confusão de competências, pois orienta a alteração do ordenamento jurídico, o que não diz respeito ao Poder Judiciário, mas sim ao conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso Nacional, a quem compete propor e votar leis.”

E por que preferem aprovar estas coisas na surdina, ao invés de mandar as propostas de leis e emendas ao Congresso Nacional? Ora, porque os líderes da causa gay sabem muito bem que maioria da população brasileira é contrária a esta pouca vergonha que está sendo abertamente defendida nos meios de comunicação. Lançar este tema em um debate público frustraria os propósitos totalitários da militância LGBT que, sob a máscara da democracia e da “tolerância”, empurram suas ideologias goela do povo brasileiro abaixo.

Cristo transformou a água em vinho. Edir Macedo não acha justo.

Eu não sei de quando é este vídeo do pr. Edir Macedo, líder da Universal do Reino de Deus. Foi postado no YouTube no final do ano passado. Trata-se de mais uma pérola deste arauto do abortismo e da teologia da prosperidade. Edir está revoltado… porque Jesus transformou a água em vinho.

“Então, eu estou convidando, convocando todas as pessoas, todas as pessoas que me ouvem, eu estou convocando pra que, juntos, nós venhamos fazer um desafio com Deus. Porque não é justo, não é aceitável que nós creiamos, aceitemos Jesus transformando a água em vinho e não transforme a vida das pessoas que estão vivendo a vida desgraçada”.

“…jamais chegareis a honrá-la tanto, como chamando-lhe Mãe de Deus.”

Our Lady of Fatima 2

“Necessário seria compreender quão sublime é a grandeza de Deus, para também se compreender a altura a que Maria foi elevada. Bastará, pois, somente dizer que Deus fez desta Virgem sua Mãe, para entender com isso que não lhe era possível exaltá-la mais do que a exaltou. Apropriadamente afirma Arnoldo de Chartres que, em se fazendo Filho da Virgem, Deus a colocou numa altura superior a todos os santos e anjos. Exceto Deus, ela é sem comparação mais elevada do que todos os espíritos celestes, como dizem S. Efrém e S. André de Creta. Vulgato Anselmo escreve: Senhora, vós não tendes quem vos seja igual, porque qualquer outro ou está acima, ou está abaixo de vós; só Deus vos é superior, e todos os outros vos são inferiores. É tão grande, em suma, a grandeza da Virgem, conclui S. Bernardino, que só Deus pode e sabe compreendê-la.”

“‘Por isso ninguém se maravilhe, adverte S. Tomás de Vilanova, se os santos evangelistas, tão prontos em registrar os louvores de São João Batista, de Madalena, foram tão parcos em descrever as prerrogativas de Maria. Contentam-se em dizer que dela nasceu Jesus. Baste-nos isso. Com tais palavras dizem tudo, resumem-lhe todas as excelências, sendo por isso desnecessário que as fossem descrevendo uma a uma’. E descrevê-las por que? Maria é Mãe de Deus, e já não excede com isso a toda grandeza e dignidade que se pode exprimir ou imaginar depois de Deus? pergunta Eádmero. Igualmente conclui Pedro Celense: Dai-lhe o nome que quiserdes, de Rainha do céu, de Senhora dos anjos, ou qualquer outro título de honra, jamais chegareis a honrá-la tanto, como chamando-lhe Mãe de Deus.”

Santo Afonso Maria de Ligório,
Glórias de Maria
3. ed. – Aparecida, SP: Editora Santuário, 1989
p. 291-292

Chalita, o “católico praticante”, fala sobre aborto, “casamento” gay e excomunhão.

Já falamos muito neste espaço sobre a atuação política e religiosa do deputado federal Gabriel Chalita, do PMDB.

Quando ele apoiou a então candidata do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, Dilma Rousseff, protestamos veementemente – e não fomos os únicos! -, já que os princípios defendidos pelo PT de Dilma eram (e ainda são) totalmente incompatíveis com o “catolicismo praticante” que Chalita sempre assumiu para si.

Recentemente, questionado sobre o reconhecimento civil das uniões homossexuais – ao qual a Igreja pede a seus fiéis que se oponham “de modo claro e incisivo” –, Chalita deu sua aprovação: “Sou favorável a isso. Acho que isso já está decidido, discutido”.

Agora, o deputado da base aliada do governo vem a público para negar acusações de enriquecimento ilícito. Chalita concedeu uma entrevista ao programa Poder e Política, da Folha, e teve tempo também para falar de suas posições religiosas. Ele novamente defendeu ser “católico praticante”, disse que é contrário ao aborto – menos no caso de estupro: “O caso do estupro pode” –, não mudou sua opinião quanto à união civil gay – “você não pode ter nenhum tipo de preconceito a uma relação estável entre duas pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou de sexos diferentes” – e criticou a excomunhão do padre Beto, de Bauru: “Eu acho que ele tem o direito de expressar…”

Disponibilizamos abaixo trecho da entrevista. As perguntas do jornalista Fernando Rodrigues vão em negrito; as respostas de Chalita, em caracteres normais.

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Gabriel Chalita concede entrevista ao programa "Poder e Política". Foto: Sergio Lima/Folhapress

Gabriel Chalita concede entrevista ao programa “Poder e Política”. Foto: Sergio Lima/Folhapress

O sr. é católico?

Eu sou católico. Sou um católico praticante, não escondo isso. Tenho muito respeito pelas outras religiões. Na campanha, eu fui convidado por pastores, por exemplo, para discutir política com líderes evangélicos. Eu acho que isso está correto. Um padre te convidar para um debate com candidatos… O cardeal [dom Odilo Scherer] fez isso em São Paulo. Convidou os candidatos para debaterem com padres. Aí está correto. Agora, você ir num culto religioso, numa missa, num culto, num elemento e transformar aquilo em um ato político, eu acho absolutamente incorreto.

Agora, a Igreja querer ouvir propostas, faz parte. Como ir numa faculdade. Se eu sou convidado para ir numa faculdade para dar uma palestra de direito penal, eu vou falar de direito penal. Se me convidarem e convidarem outros candidatos para debater [sobre] a cidade, eu vou para debater [sobre] a cidade.

E os temas que são relevantes para líderes religiosos e que, muitas vezes, são transplantados para o debate político? Temas como aborto, casamento gay, descriminalização do uso de drogas, entre outros, que têm sido usados por vários candidatos nas campanhas. Essas discussões são próprias para as campanhas políticas?

Eu acho que elas diminuem o debate político. São ruins para o debate político. É claro que as pessoas saberem o que os candidatos pensam faz parte do processo. Agora, você transformar uma eleição presidencial em um debate sobre aborto…? Primeiro que é assim: não é o presidente que define se terá aborto ou não. Quem define é o Congresso. Eu sou contra o aborto, já disse isso várias vezes, por razões as quais eu já expliquei. Mas, às vezes, você tem um reducionismo disso.

Sobre flexibilizar ou ampliar a lei do aborto atual. O sr. é a favor ou contra?

Eu sou contra. Eu acho que a lei…

Tem que ficar como está? Uma mulher não deve ser autorizada a fazer um aborto até a 12ª semana de gravidez?

Não deveria ser permitido por uma questão que, para mim, é constitucional, que é o amplo direito à vida. Ali tem vida. Onde tem vida, você tem que proteger o direito à vida.

Mas no caso do estupro, pode?

O caso do estupro pode. Ela não é obrigada a fazer. É uma decisão dela. Você tem uma diminuição disso porque aquilo foi praticado por meio de um crime.

Mas aí, então, pela mesma concepção, vai se tirar uma vida do mesmo jeito…

É. Pela mesma concepção, você pode matar alguém como legítima defesa. Você também está tirando uma vida, mas você tem uma previsão legal que te garanta que faça isso, porque você seria morto, então, para não ser morto, você tem o direito de defender a sua vida.

Mas, nesse caso, não há uma vida em risco.

Você está defendendo uma vida da mulher. Você não sabe quem, enfim, a estuprou. Então, já houve uma construção legal nesse sentido. Eu não acho que a questão -e nem sinto que líderes religiosos defendam dessa forma- não é prender a mulher que fez o aborto, acabar com a vida da mulher que fez o aborto. A questão é mostrar que isso, do ponto de vista penal, vai contra, vai de encontro a um mandamento constitucional que é o direito à vida.

Casamento gay. Deve haver alguma ampliação no que já existe a respeito de casamento gay no Brasil na legislação?

Eu acho que o Supremo decidiu isso de uma forma muito correta, mostrando que você não pode ter nenhum tipo de preconceito a uma relação estável entre duas pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou de sexos diferentes. Agora, no caso das igrejas, eu acho que cada igreja tem que decidir o casamento que ela faz. Agora, contra todo tipo de preconceito, eu acho que é lamentável uma sociedade que tenha quaisquer sentimentos de homofobia, que destrua as pessoas porque elas têm uma orientação sexual diferente ou porque elas têm uma história de vida diferente.

Já que o sr. está falando sobre isso, teve o caso desse padre -padre Beto, de Bauru- que foi excomungado por ter manifestado apoio ao relacionamento amoroso entre pessoas do mesmo sexo. O sr. concordou?

A Igreja está dizendo que ele não foi excomungado por causa disso. Está dizendo que ele foi excomungado porque ele desobedeceu bispo. Eu, na verdade, por causa da defesa dele da questão das pessoas poderem ser felizes, eu não vejo com bons olhos isso. Eu acho que ele tem o direito de expressar…

O sr. não vê com bons olhos…

…A excomunhão. É. Padre Cícero foi excomungado também, não é?

O sr. acha, então, que não foi a melhor atitude da Igreja?

Eu não quero criticar [a Igreja]. Eu acho que a Igreja erra e acerta, mas…

Nesse caso?

Eu vi, inclusive, a demonstração do povo de Bauru pelo grande padre que ele é, pela forma carinhosa como ele trata as pessoas, pela liderança dele. Agora, eu não tenho detalhes do motivo da excomunhão, como é que ela foi desenvolvida. Eu também não quero ser leviano com relação a isso. Mas, quando eu vi a primeira colocação na imprensa, de que ele foi excomungado por causa disso, eu achei incorreta a excomunhão. É a minha opinião de leigo ali vendo. Eu acho que as pessoas precisam ser acolhidas, não excomungadas.

Seminário em Natal: uma intervenção em defesa do “renomado e venerável Frei Betto”.

Como reportamos aqui ontem, a Arquidiocese de Natal está promovendo um seminário que contará com a presença do conhecido Frei Betto, defensor do aborto e da “essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo”. Os católicos brasileiros se mobilizaram e enviaram suas cartas à Cúria da capital potiguar.

E a resposta chegou. Vem do diácono Francisco Adilson da Silva, que se intitula “Assessor do Vicariato Episcopal para as Instituições e Pastorais Sociais”. A mensagem abaixo foi publicada no perfil pessoal do diácono no Facebook, ontem, pela noite – e, pelo menos é o que parece, também foi enviada por e-mail a algumas pessoas. Em uma breve introdução ao texto de resposta, Francisco pede “a quem tiver tido acesso a este grupo neonazista (!) que divulguem a nota que preparei pelo Setor Social”. Preparem o estômago. Os grifos são nossos.

*

“TENDE EM VÓS OS MESMOS SENTIMENTOS DE CRISTO”

Irmãos/ãs,

É lamentável que em 20 séculos de Cristianismo pessoas que se dizem “cristãs” vivam tão à margem do que pregam e do que dizem acreditar… Ao menos é o que se percebe na mensagem enviada a nós por vocês sobre o evento que estamos promovendo, em sintonia e em comunhão com toda a Igreja do Brasil, que é a realização da V SEMANA SOCIAL BRASILEIRA, sobretudo no que diz respeito aos nossos palestrantes, entre eles(objeto principal de vossas críticas) o renomado e venerável Frei Betto, internacionalmente conhecido pela sua luta pela vida, pelos direitos humanos e pela democracia. Ele, vosso e nosso irmão, fiel ao Evangelho e à Igreja de Jesus Cristo, assim sua biografia bem nos atesta. No “textículo” de vocês, nota-se o ódio que cultuam por ele… Será este um sentimento verdadeiramente “cristão”, um sentimento de Jesus Cristo em vós?

Por outro lado, o comportamento desrespeitoso à própria “Igreja” a quem dizem, contraditoriamente, “amar”, numa atitude de ingerência pastoral na “Igreja Particular” alheia mostra claramente uma expressão ante eclesial. Mais que isto, no mínimo foi uma atitude ante evangélica, de cerceamento de liberdade, uma “louvação à ditadura”, uma atitude autoritária e violenta para com esta nossa Arquidiocese de Natal, reconhecidamente aprovada pela própria Santa Sé, pelo seu vanguardismo nas ações sócio pastorais e de defesa da vida.

Conheçam antes a nossa história como Igreja Diocesana… Conheçam-na através do “Movimento de Natal” com as suas ações e reflexões que chegaram a influenciar decisões importantes no contexto do Vaticano II naquela época e que depois se desdobraram: Aqui nasceu a CF há 50 anos; Aqui tivemos a primeira Paróquia dirigida pelas Irmãs Vigárias; Desta experiência nasceu a bonita experiência dos MECE espalhados por aí afora; Aqui começamos as Escolas Radiofônicas e o Movimento de Educação de Base, tendo em vista a construção da cidadania e a libertação do nosso povo empobrecido e explorado pelo capital, cuja fome e miséria que produz mata mais do que qualquer guerra ou revolução armada! Etc, etc…

Com a graça de Deus, as bênçãos dos nossos amados Pastores desta Província Eclesiástica de Natal e com a aprovação e incentivo da nossa CNBB vamos amanhã realizar o nosso Seminário.

Manifestamos nosso repúdio a esta atitude insana, ignorante, autoritária, violenta e desrespeitosa à nossa Igreja com o nosso perdão por tamanha barbárie.

Pedimos sejam humildes e cristãos verdadeiramente, tolerantes com o diferente e, como nos recomenda São Paulo: “Suportai-vos uns aos outros”. Caso contrário, atitudes assim nos transparecem ser de algumas pessoas que fazem parte de um grupo neonazista qualquer, infiltrado na Igreja, travestido de defensores das “verdades” que não parecem ser a Verdade, que é Cristo, nosso Senhor.

Deus os abençoe!

Natal-RN, 09 de maio de 2013

Diácono Francisco Adilson da Silva
Assessor do Vicariato Episcopal para as Instituições e Pastorais Sociais

Seminário sobre democracia, da Arquidiocese de Natal, com… Frei Betto.

Frei_BettoA Arquidiocese de Natal vai promover um seminário, neste fim de semana, com o tema “Democratização do Estado Brasileiro”. Os potiguares que se cuidem, porque quem vai falar de democracia – além de “professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Universidade Federal da Paraíba” – é ninguém menos que o castrista “Frei Beto (foto), frade dominicano, autor de mais de 50 livros, e que já recebeu vários prêmios pela atuação em prol dos direitos humanos”. A informação foi retirada do site da Arquidiocese.

Pior que a incoerência de chamar um defensor do regime cubano para falar de democratização é que o protagonista deste evento promovido pela Arquidiocese de Natal, Frei Betto, é conhecido na América Latina justamente por sua oposição aberta e frontal aos ensinamentos da Igreja Católica. Betto – não confundam com o de Bauru – é defensor da legalização do aborto e dos chamados “direitos homoafetivos”, e é conhecido por suas horrendas e blasfemas paródias de orações. Em uma, famosa, fala do “Pai-nosso (…), nossa Mãe na Terra, amorosa orgia trinitária (!), (…) avesso ao moralismo desvirtuado e guia da trilha peregrina das formigas do meu jardim”; em outra, adaptando a Ave-Maria, troca Jesus pelos “frutos da libertação do vosso ventre”.

Mas não é só isso: Betto também já insinuou que o homem ideal deveria ser filho “das núpcias de Teresa de Ávila com Ernesto Che Guevara” (!). Sim, Teresa d’Ávila, a grande mística católica! Sim, Che Guevara, o facínora do paredón!

Talvez, leitor, você não soubesse de todos estes disparates já pronunciados por Betto. Mas suas posições explicitamente contrárias à doutrina da Igreja já são conhecidas pela hierarquia eclesiástica há um bom tempo. Betto é representante de uma corrente teológica que destruiu inúmeras vocações religiosas e sacerdotais em todo o mundo – a Teologia da Libertação. Embora já condenada pela Igreja – leiam, por exemplo, a instrução Libertatis nuntius, da Congregação para a Doutrina da Fé -, parece difícil afastar de vez esta praga da Igreja na América Latina. Betto tendo a oportunidade de se mostrar em um evento católico é um exemplo disso.

Afinal, o que este senhor estará fazendo no Rio Grande do Norte, nos próximos dias, em um seminário promovido pela Arquidiocese de Natal?! Suas Excelências Reverendíssimas Dom Jaime Vieira Rocha, Ordinário local, e Dom Mariano Manzana, pastor de Mossoró, vão realmente acolher na capital potiguar este que é um inimigo declarado da Igreja Católica e do povo de Deus? Suas Excelências vão mesmo promover este senhor de cuja pena já saíram tantas blasfêmias e ataques à Esposa do Cordeiro?

Sugerimos aos nossos leitores que enviem e-mails à Arquidiocese de Natal: jaimevrocha@terra.com.br, arcebispo@arquidiocesedenatal.org.br ou curia@arquidiocesedenatal.org.br. Os endereços eletrônicos foram disponibilizados pelo Fratres in Unum.

Por que o papa Francisco não dá a comunhão

Por Sandro Magister – Tradução: Ecclesia Una | Há uma particularidade, nas Missas celebradas pelo papa Francisco, que suscita questões que até agora têm permanecido sem resposta.

Papa Francisco, durante Missa de inauguração de seu pontificado, 19 de abril de 2013.

Papa Francisco, durante Missa de inauguração de seu pontificado, 19 de abril de 2013.

No momento da comunhão, o papa Jorge Mario Bergoglio não a administra pessoalmente, mas deixa que sejam outros a dar aos fiéis a Hóstia consagrada. Ele se senta e espera que termine a distribuição do sacramento.

As exceções são pouquíssimas. Nas Missas solenes, antes de se sentar, o Papa dá a comunhão a quem o assiste no altar. E na Missa da Quinta-Feira Santa passada, no cárcere para menores Casal del Marmo, ele quis dar a comunhão aos jovens detentos que se aproximaram para recebê-la.

Desde que foi eleito Papa, Bergoglio não deu uma explicação deste comportamento seu.

Mas há uma página de um de seus livros do ano de 2010 que nos permite intuir os motivos que estão na origem do gesto.

O livro é aquele que traz suas conversas com o rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka.

No final do capítulo dedicado à oração, o então arcebispo diz:

“Em seu tempo, Davi foi adúltero e assassino intelectual e, no entanto, o veneramos como um santo porque teve a coragem de dizer ‘eu pequei’. Humilhou-se diante de Deus. A pessoa pode fazer um desastre, mas também pode reconhecê-lo, mudar de vida e reparar o que fez. É verdade que entre os fiéis há pessoas que não só mataram intelectual ou fisicamente, mas mataram indiretamente pelo mau uso do dinheiro, pagando salários injustos. Fazem parte de sociedades de beneficência, mas não pagam a seus empregados o que lhes corresponde, ou os escravizam. (…) De alguns conhecemos o currículo, sabemos que se fazem católicos, mas têm estas atitudes indecentes das quais não se arrependem. Por essa razão, em certas situações não dou a comunhão, fico atrás e a dão os ajudantes, porque não quero que estas pessoas se aproximem de mim para a foto. A pessoa poderia negar a comunhão a um pecador público que não se arrependeu, mas é muito difícil comprovar essas coisas. Receber a comunhão significa receber o corpo do Senhor, com a consciência de que formamos uma comunidade. Mas se um homem, mais que se unir ao povo de Deus, enviesa a vida de muitíssimas pessoas, não pode comungar: seria uma contradição total. Esses casos de hipocrisia espiritual se dão em muita gente que se refugia na Igreja e não vive segundo a justiça que prega o Senhor. Tampouco demonstram arrependimento. É o que vulgarmente dizemos que levam vida dupla”.

Como se pode notar, Bergoglio explicava em 2010 seu abster-se de dar pessoalmente a comunhão com um raciocínio muito prático: “Não quero que estas pessoas se aproximem de mim para a foto”.

Como pastor experiente e bom jesuíta, ele sabia que entre os que se aproximavam para receber a comunhão podia haver pecadores públicos não arrependidos, que por outro lado se proclamavam católicos. Sabia que, a esse ponto, teria sido difícil negar-lhes o sacramento. E sabia dos efeitos públicos que poderia ter essa comunhão, se fosse recebida das mãos do arcebispo da capital argentina.

Pode-se argumentar que Bergoglio percebe o mesmo perigo como Papa, até mais, inclusive. E por isso adota o mesmo comportamento prudencial: “não dou a comunhão, fico atrás e a dão os ajudantes”.

Os pecados públicos que Bergoglio apresentou como exemplo, em sua conversa com o rabino, são a opressão do pobre e a negação do justo salário ao trabalhador. Dois pecados tradicionalmente mencionados entre os quatro que “clamam aos céus a vingança de Deus”.

Mas o raciocínio é o mesmo que nos últimos anos tem sido aplicado por outros bispos a outro pecado: o apoio público às leis pró-aborto por parte de políticos que se proclamam católicos.

Esta última controvérsia tem seu epicentro nos Estados Unidos.

No ano de 2004, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, transmitiu à Conferência Episcopal norte-americana uma nota com os “princípios gerais” sobre a questão.

A Conferência Episcopal decidiu “aplicar” uma e outra vez os princípios recordados por Ratzinger, exortando “a cada um dos bispos que expressem juízos pastorais prudentes nas circunstâncias próprias de cada caso”.

De Roma, o cardeal Ratzinger aceitou esta solução e definiu-a “em harmonia” com os princípios gerais de sua nota.

Na verdade, os bispos dos Estados Unidos não têm uma postura unânime. Alguns, também entre os conservadores, como os cardeais Francis George e Patrick O’Malley, são resistentes a “fazer da eucaristia um campo de batalha política”. Outros são mais intransigentes. Quando o católico Joe Biden foi eleito vice-presidente de Barack Obama, o então bispo de Denver, Charles J. Chaput, hoje na Filadélfia, disse que o apoio dado por Biden ao chamado “direito” ao aborto é uma culpa pública grave e “em consequência, por coerência ele não deveria se apresentar para receber a comunhão”.

É um fato que no último dia 19 de março, na Missa de inauguração do pontificado de Francisco, o vice-presidente Biden e a presidente do Partido Democrata, Nancy Pelosi, também ela católica pró-aborto, fizeram parte da representação oficial dos Estados Unidos.

E ambos receberam a comunhão. Mas não das mãos do papa Bergoglio, que estava sentado atrás do altar.

Seduz-nos o provisório.

Oração do Rosário“Uma mãe ajuda os filhos a crescer e quer que cresçam bem; por isso os educa a não ceder à preguiça – que provêm de também um certo bem estar -, a não se acomodar em uma vida que se satisfaz só com coisas. A mãe cuida dos filhos para que cresçam sempre mais, cresçam fortes, capazes de assumirem responsabilidades, de se comprometerem na vida, de terem grandes ideais. O Evangelho de São Lucas diz que, na família de Nazaré, Jesus ‘crescia e se fortificava, pleno de sabedoria, e a graça de Deus estava com ele’ (Lc 2, 40). Nossa Senhora faz isso conosco, nos ajuda a crescer humanamente e na fé, para sermos fortes e não cedermos à tentação de sermos homens e cristãos superficiais, mas em viver com responsabilidade, a irmos sempre para mais.

“Uma mãe pensa na saúde dos filhos educando-os também para enfrentar as dificuldades da vida. Não se educa, não se cuida da saúde evitando os problemas, como se a vida fosse uma auto estrada sem obstáculos. A mãe ajuda os filhos a olhar com realismo os problemas da vida e a não se perderem neles, mas em enfrentá-los com coragem, a não serem fracos, e a saberem superá-los, em um equilíbrio sadio que uma mãe ‘percebe’ entre os âmbitos de segurança e a zona de risco. Uma vida sem desafio não existe e um rapaz ou uma moça que não sabe enfrentá-lo colocando-se em jogo, não possui espinha dorsal! Recordemos a parábola do bom samaritano: Jesus não propõe o comportamento do sacerdote e do levita, que evitam socorrer aquele que se feriu na luta, mas o samaritano que vê a situação daquele homem e a enfrentou de maneira concreta.

(…)

“Um último aspecto: uma boa mãe não só acompanha os filhos no crescimento, não evitando problemas, desafios da vida: uma boa mãe ajuda também a tomar decisões definitivas com liberdade. Mas o que significa liberdade? Não é certo fazer tudo o que se quer, deixar-se dominar pelas paixões, passar de uma experiência a outra sem discernimento, seguir a moda; liberdade não significa, por assim dizer, jogar tudo que não agrada pela janela. A liberdade nos é dada para que saibamos fazer boas escolhas na vida! Maria como boa mãe nos educa para ser como Ela, capaz de fazer escolhas definitivas, com aquela liberdade plena com que respondeu ‘sim’ ao plano de Deus sobre sua vida (cf. Lc 1, 38).”

“Queridos irmãos e irmãs, quanto é difícil, em nosso tempo, tomar decisões definitivas! Seduz-nos o provisório. Somos vítimas de uma tendência que nos leva ao provisório… como se desejássemos permanecer adolescentes por toda vida! Não tenhamos medo dos compromissos definitivos, dos compromissos que envolvem e interessam toda vida! Deste modo nossa vida será fecunda! E isto é a liberdade: ter a coragem de tomar essas decisões com grandeza.”

Palavras do Santo Padre, o Papa Francisco, durante a oração do Santo Rosário, na Basílica de Santa Maria Maior, 4 de maio de 2013