Quem foi ele?

Fonte: Família Inaciana
Embora oriundo de Antioquia, seu nome deriva do latim: igne = fogo, e natus = nascido. Ignatius é bem o homem nascido do fogo, ardente, apaixonado pelo Cristo, pela Igreja, pela unidade e pelo desejo de imitação de seu mestre. Quase nada sabemos de seus pais, de sua formação, se era de família cristã ou convertido. Alguns, conforme Eusébio, dizem que fora o segundo bispo de Antioquia: “Mas, depois que Evódio fora estabelecido o primeiro sobre os antioquenos, Inácio, o segundo, reinava no tempo do qual falamos” (HE, III, 22). Pelos fins do século IV, Jerônimo dizia que “Inácio, terceiro bispo, depois do apóstolo Pedro, da Igreja de Antioquia, foi enviado a Roma, condenado às feras durante a perseguição movida por Trajano” (De Viris Illustribus, XVI). A liturgia bizantina, em sua memória, não acrescenta dados biográficos, mas ressalta traços marcantes de sua personalidade: “Êmulo dos apóstolos em sua vida, sucessor deles sobre seus tronos, tu entrastes na prática das virtudes, ó inspirado de Deus, o caminho que conduz à contemplação. Assim, dispensando fielmente a palavra de verdade, lutastes pela fé até ao sangue, ó pontífice mártir Inácio. Roga a Cristo para que salve nossas almas”.
A Igreja o celebra a 17 de outubro. A escolha do evangelho da celebração alude à lenda que pretende ver naquela criança que Jesus tomou nos braços, em Mc 9,33, o menino Inácio. Daí ser cognominado “Theóforos”, isto é, “Portador de Deus”. Inácio tornou-se célebre por sua peregrinação forçada, em cadeias, de Antioquia à Roma, por volta dos anos 107-110. Nas paradas que fazia para descanso, escrevia às comunidades que o tinham recebido ou que lhe enviara uma embaixada com saudações. Não se sabe se, realmente, chegou à Roma, nem se, de fato, seu martírio foi consumado. Para Eusébio, há apenas uma “tradição” que diz que foi enviado da Síria para Roma para sofrer o martírio. Vejamos como Eusébio situa Inácio: “Naquele tempo, florescia na Ásia um companheiro dos apóstolos, Policarpo, (…). ao mesmo tempo que eles igualmente eram conhecidos Pápias, bispo também ele da Igreja de Hierápolis, e o homem ainda hoje celebrado pelas multidões, Inácio, que tinha obtido, na sequência da sucessão de Pedro, o segundo lugar. A tradição contra que ele foi enviado da Síria à cidade de Roma para se tornar o alimento das feras, por causa do testemunho pelo Cristo. Enquanto viajava através da Ásia sob a vigilância atenta dos guardas, confirmava as Igrejas com seus colóquios e suas exortações em todas as cidades por onde passava” (HE, III, 36,1-4).
Quanto ao seu martírio, Eusébio o data, no livro das crônicas, pelo ano décimo do reinado de Trajano, isto é, 107 d.C. mas, a julgar pela HE, III, 33,36, Eusébio não tinha informações cronológicas seguras. Tratava-se, para ele, de situar a carta de Plínio a Trajano de modo aproximativo. Não se pode, pois, confiar nesta data, como se a prisão de Inácio se devesse à perseguição de que fala a carta de Plínio. Quase todos os especialistas concordam em aceitar o ano 110 d.C. como o mais provável.
Confira as cartas escritas por ele abaixo ou leia-as no blog Patrística Brasil.
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Obrigada, porque há tempo desejava ler as cartas de S. Inácio. Parabéns por tão belo trabalho.
Rezo suplicando à Virgem Maria as bênçõas do céu por esta comunidade inaciana.
[...] uma mentira. E os documentos históricos da época o comprovam. O pe. Paulo Ricardo inclusive citou as cartas de Santo Inácio de Antioquia como ótima referência de leitura. São provas reais de que a comunidade cristã nasce [...]
[...] a continuidade da pregação apostólica na Igreja Católica, apresentamos aos protestantes as preciosas cartas de Santo Inácio de Antioquia, mártir do século II. Diante da verdade, o oponente tem duas alternativas a [...]
A Paz,
Sou judeu messiânico, creio que Jesus é o Messias prometido ao povo de Israel e ao mundo, porém discordo que a igreja católica seja a primeira igreja, já que o cristianismo surge a partir das comunidades gentias fora de Jerusalém, a medida em que os gentios vão se convertendo a nova fé e sendo maioria vão se tornando autônomos em sua teologia, e separam do judaísmo do caminho(que nada mais era que o judaísmo segundo o Rabino Yeshua).
A primeira igreja é e sempre será a de Jerusalém.
No amor do Messias
Akiva
Obrigado pela oportudade de conhecer as cartas, sao tesouros
A Paz irmãos,
Sou Cristão e creio que não existe primeira nem segunda e nem última igreja. Creio que a igreja somos nós mesmos que depois de convertidos passamos a ser semelhantes ao Messias com o caráter forjados com a mente de Jesus, passando a ganhar vidas para o Senhor através de nossos exemplos. Enquanto perdemos tempo discutindo qual foi a primeira igreja ou qual a légitima, milhões de pessoas pelo mundo estão sofrendo sem conhecer o amor de Deus por nós, assim como diz em Oséias 4:6, que o povo de Deus sofre por falta de conhecimento, assim está sendo nos dias de hoje. Irmãos, vamos buscar o conhecimento de Deus, pois esse sim dará o crescimento que nós cristãos tanto precisamos. Que o Senhor reine por toda a eternidade, pelos séculos do séculos, amém.
realmente não existe como refutar essa verdade a primeira igreja e a de jesus é catolica se vc lê e discorda dessa prova vc tem a mente estagnada
Basta olhar para escrituras, onde a igreja começou foi em Roma, Jesus nasceu em Roma, os discipulos começaram a pregar em Roma….Para como isso, além de ser antibiblico, a 1a Igreja é a de Jerusalem. E sera ali que o Messias descera no monte das oliveiras, para reinar sobre todas as nações, é apartir de Jerusalem….