O PT e o feminismo abortista desmascarados

E tem mais Dom Bergonzini. Dessa vez, o artigo é contra o feminismo abortista (e contra o apoio do PT ao mesmo), que, sob o pretexto de defender o direito das mulheres, procura acabar com o direito à vida dos embriões, que também são seres humanos. Ótimas as observações do bispo de Guarulhos. Aliás, mais uma vez! Oxalá todos os bispos de nosso país tivessem a mesma coragem para anunciar a Verdade e denunciar o erro do pensamento que acaba deixando de lado valores essenciais como é o da dignidade da vida humana. Reproduzo aqui trecho do mais novo artigo de Dom Luiz Bergonzini. Para ler o artigo completo, visite o blog Contra o Aborto, do William Murat. Está realmente muito bom!

http://www.diocesedeguarulhos.org.br/img/648/DOM_LUIZ.jpgSe é justo que todos tenhamos um “posicionamento firme contra todas as injustiças e discriminações a que estão submetidas às mulheres na sociedade”, o que corresponde também às exigências de justiça do Evangelho, fazer disso um pretexto para levantar a bandeira da descriminalização do aborto é absurdo, incoerente e não corresponde à realidade.

Absurdo, porque, em nome da defesa da vida das mulheres que morrem por causa do aborto clandestino, se esquece completamente que o feto e o embrião, sacrificados no aborto, são também indivíduos humanos merecedores de todo o nosso respeito a começar pelo respeito à vida. Todas as vidas têm igual valor. Não existem vidas mais dignas e menos dignas. Aceitar esta distinção seria aceitar uma tremenda discriminação, contra a qual justamente o movimento feminista se insurge.

(…)

Dilma desconversa. Dom Bergonzini insiste.

http://beinbetter.files.wordpress.com/2010/07/domluiz.jpg?w=180E a polêmica em relação ao artigo de Dom Luiz Bergonzini, publicado recentemente neste blog, continua.

Em resposta ao artigo do bispo de Guarulhos, Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência da República, afirmou que o texto parte de um pressuposto incorreto e que nem ela nem o presidente Lula são favoráveis ao aborto. A notícia vem do G1. Dilma ressaltou, no entanto, que o aborto é uma questão de saúde pública (!). “O que nós não podemos é deixar que mulheres que têm maior poder aquisitivo tenham acesso a clínicas [e] mulheres com menor poder aquisitivo utilizem métodos que não só ameaçam a saúde delas, mas até a vida”, observou.

Em resumo, Dilma Rousseff é favorável à descriminalização do aborto. A candidata petista desconversa, faz declarações mais brandas em outras ocasiões, mas está claro que ela está de acordo com as propostas de seu partido. Esse discurso enganador constantemente exposto pelo Partido dos Trabalhadores – “o aborto é questão de saúde pública” – só evidencia a falta de compromisso do partido com a integridade da vida humana, desde a sua concepção. Ao exaltar os interesses feministas, o PT mostra estar desinteressado pela condição dos seres humanos que serão, pelo aborto, exterminados do ventre materno. Ao repetir incessantemente essa frase, Dilma está dizendo: Nós temos que oferecer condições às mulheres, caso elas queiram assassinar seus filhos. E o Partido dos Trabalhadores, de uma forma geral, é claramente a favor da legalização do aborto. Está presente, nas resoluções do 3° Congresso do Partido, a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada” (pg. 82). É resolução do partido! E é sempre importante também trazer à memória a causa do desligamento do deputado Luiz Bassuma com o PT: aquele era contrário à descriminalização do aborto e foi, por isso, desintegrado do partido.

Não há como negar, portanto, que os cristãos católicos não podem votar na candidata Dilma Rousseff, sendo a sua campanha claramente a favor da legalização do assassinato de crianças nos ventres de suas mães. “No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto” (Evangelium Vitae, n. 73).

Fiel ao que disse o Papa João Paulo II, Dom Bergonzini insiste em mostrar aos seus fiéis que não devem colaborar, com o voto, na eleição de Dilma Rousseff. “Vou mandar uma circular para os padres da diocese pedindo que eles façam o pedido na missa, para que os nossos fiéis não votem na candidata do PT e em nenhum outro candidato que defenda o aborto”, disse o bispo ao G1.

Digna de aplausos é a atitude de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. O bispo se mostra corajoso diante de uma notícia que tem repercussão nas mais importâncias agências de notícias do país (a notícia também saiu na Folha Online). Possam os demais bispos do nosso país, movidos pelo zelo apostólico e pelo amor à vida, denunciar com todas as suas forças a cooperação com partidos ou candidatos favoráveis ao aborto e a outros atentados à dignidade da vida e da família brasileira.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Demonstração de coragem censurada pela CNBB

Foi censurado pela CNBB o artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos, intitulado “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

No artigo, o bispo paulista condenava a cooperação de católicos com a campanha presidencial da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, e com a candidatura dos demais políticos que apoiassem a descriminalização do aborto em nosso país. “Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição”.

O artigo estava no site da Conferência Episcopal Brasileira até ontem, mas, também no dia de ontem, conforme informou o Deus lo Vult!, foi retirado. Não constam mais no site da CNBB as corajosas palavras de Dom Luiz Bergonzini.

Qual o motivo da censura? Por que artigos tão bons – explicando inclusive que a Igreja não se confunde de modo algum com uma comunidade política – são, assim, simplesmente banidos? E por que, ao lado desse ato tão estranho, está presente um enfático apoio a uma campanha apoiando um Plebiscito pelo limite da propriedade de terra em nosso país? Será que não é hora da Conferência dos Bispos do Brasil se preocupar com o que realmente importa no momento? Por que uma pastoral feminista na Arquidiocese de Belo Horizonte é reconhecida, mas um artigo (de um bispo!) condenando a cooperação com o voto a candidatos pró-aborto é simplesmente banido, censurado, deixado de lado? Será que não é hora de anunciar – e deixar que anunciem – a impossibilidade de um católico votar em um candidato abortista sem ofender aquele compromisso que firmou com o Altíssimo no dia de seu Batismo?

Orem os católicos brasileiros pela fidelidade dos seus pastores ao Evangelho de Nosso Senhor e à doutrina da Santa Madre Igreja. Não desfaleçam os fiéis diante do ataque dos lobos. Interceda pelo Brasil Nossa Senhora da Aparecida, nossa Padroeira.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Eu creio na Igreja!

Basilica de São PedroFundada por Jesus Cristo sobre o bem-aventurado Pedro, a Igreja, sinal e instrumento de salvação, tem a missão de dar continuidade a presença real de Cristo em nosso meio, por meio da Eucaristia, e da transmissão da Boa Nova a todos os homens e mulheres desta humanidade, que “geme como em dores de parto” (Rm 8, 22). Este caráter peculiar ganha mais força ainda quando sabe-se que ela é corpo de Cristo, e nós somos partes integrais que a compõe.

São Paulo dirá, de forma esplêndida, que: “[A] Igreja de Deus vivo, [é] coluna e sustentáculo da verdade” (I Tm 3, 15). E sendo assim, ela recebeu esta imperiosa missão de fazer com que a humanidade conheça a única Verdade (Jesus), que ela contém e deseja transmitir ardorosamente aos povos que não conhecem Cristo, ou buscam ocultá-lo de suas vidas. Mas hoje uma forte onda anti-católica alastrou-se por todos os cantos. A Palavra de Deus, transmitida pela santa Igreja, e que graças a ela perpassou estes dois mil anos, já não faz efeito em muitas pessoas, está a perder seu valor em muitos âmbitos da sociedade, mas a Igreja, confiante nas palavras de Cristo, nunca abandonará sua missão para satisfazer o seu bel prazer; no-lo podemos constatar mediante as grandes perseguições que ela sofreu e sofre, e mediante o sangue de muitos mártires, derramado para que assim pudesse fertilizar os solos estéreis. E isto prova que não é a sua moral que a Igreja prega, não seus ensinamentos, senão e unicamente os de Cristo, para isto ela existe e por isso ela é perseguida.

O Concílio Ecumênico Vaticano II, assim ensina: “Fundado na Escritura e Tradição, ensina que esta Igreja, peregrina sobre a terra, é necessária para a salvação. Com efeito, só Cristo é mediador e caminho de salvação e Ele torna-Se-nos presente no Seu corpo, que é a Igreja; ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Batismo (cfr. Mc. 16,16; Jo. 3,15), confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Batismo. Pelo que, não se poderiam salvar aqueles que, não ignorando ter sido a Igreja católica fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo, como necessária, contudo, ou não querem entrar nela ou nela não querem perseverar” (Lumen Gentium nº 14). E São Clemente de Alexandria afirma-nos de igual modo: “Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também sua intenção é a salvação dos homens, e se chama Igreja” (Paed, 1,6). Quanto aos não-católicos a Lumen Gentium, diz: “Deste modo, o Espírito suscita em todos os discípulos de Cristo o desejo e a prática efectiva em vista de que todos, segundo o modo estabelecido por Cristo, se unam pacificamente num só rebanho sob um só pastor (31). Para alcançar este fim, não deixa nossa mãe a Igreja de orar, esperar e agir, e exorta os seus filhos a que se purifiquem e renovem, para que o sinal de Cristo brilhe mais claramente no seu rosto” (nº 15). Mas não quero ater-me a este assunto sobre questões de salvação agora, quero apenas mostrar a necessidade insubstituível da Igreja.

Não é qualquer instituição, mas é aquela que Cristo escolheu para ser sua esposa (2Cor 11,2; Ap 21,9). É nesta instituição que quero perseverar, é por ela que desejo me consumir, e sei que não será em vão.

Muito me admira a veemencia e voracidade com que muitos atacam, injustamente, a Igreja. Quanta falta de sabedoria; quanta hipocrisia a uma instituição que sempre procurou fazer o bem. É errôneo, e mais que isso, absurdo, culpar a Igreja por erros que partem de seus filhos. Mas neste momento recordo-me sempre das sábias palavras de Santo Epifânio, que logo nos primeiros séculos ressaltava a necessidade da união com a Igreja: “A Igreja é a finalidade de todas as coisas”. (Haer. 1,1,5)“ ‘Há um caminho real’, que  é a Igreja católica, e uma só senda da verdade. Toda heresia, pelo contrário, tendo deixado uma vez o caminho real, desviando-se para a direita ou para a esquerda, e abandonada a si mesma por algum tempo, cada vez mais se afunda em erros. Eia, pois, servos de Deus e filhos  da  Igreja  santa  de Deus, que conheceis  a regra segura da fé, não deixeis que vozes estranhas   vos  apartem  dela  nem  que  vos  confundam as  pretensões  das  erroneamente  chamadas  ciências”  (Haer.59,c. 12s).

Não obstante os constantes ataques a Igreja nunca perderá sua raiz, sua originalidade: os apóstolos e a Trindade, por isso mesmo ela se torna Ícone da Trindade. Pois sua raiz remete a estas três pessoas que agem continuamente nela.

Quando se diz que a Igreja é “santa e pecadora” vejo ai uma certa “precipitação”, e por que não uma confusão entre a Igreja como instituição, na sua originalidade, e o clero. O clero faz parte da Igreja (e é a parte mais importante, pois a eles cabe governar, administrar os sacramentos, tornar presente o Cristo, por meio da Eucaristia), porém não são somente eles a Igreja. A Igreja é a santa e infalível instituição que Jesus quis deixar aos homens, e por isso a edificou sobre Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Ela é – como bem recordou o Papa Leão XIII – “a obra imortal do Deus de misericórdia” e tem por fim “a salvação das almas e a felicidade eterna” (Immortale Dei, 1).

Outro ponto a si questionar desta afirmação que a Igreja é também pecadora, estaria no fato que Cristo é a Cabeça da Igreja (cf. Cl 1, 18). Ora, se o próprio Senhor a governa, como poderia ela errar? Teria Cristo abandonado sua Igreja? Será que Ele esqueceu-se de sua promessa? Não meus irmãos. Em vão tentam derrubar a Igreja, mas nunca conseguirão. O Senhor, que age em sua Igreja, é maior que todas as tribulações e ventos impetuosos, porém passageiros. “Com efeito, é à própria Igreja que foi confiado o Dom de Deus. É nela que foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação de nossa fé e escada de nossa ascensão para Deus. Pois lá onde está a Igreja, ali também está o Espírito de Deus; e lá onde está o Espírito de Deus, ali está a Igreja e toda graça” (Catecismo da Igreja Católica, 797).

Eis, pois, combatentes do Senhor, levantemos o estandarte da vitória, a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, e permaneçamos sempre firmes nesta Igreja. Mostremos ao mundo o que realmente é a nossa Igreja. Não a abandonemos nunca, pois quem está com a Igreja Católica, está com Jesus Cristo. E crer na Igreja não é nada mais do que mostrar plena adesão a vontade de Jesus e aos seus ensinamentos.

Algumas estatísticas:

Com certeza nem todos sabiam das estatísticas que passarei agora.

No campo da instrução e da educação a Igreja administra 64.307 maternais, freqüentados por 6.394.295 alunos; 92.461 escolas primárias para 28.511.698 alunos; 39.404 institutos secundários para 16.454.439 alunos. Além disso, segue 1.715.556 de jovens das escolas superiores e 2.364.899 universitários. Este setor da atividade pastoral da Igreja marca um incremento em todas as faixas de idade: em relação ao ano precedente, os maternais aumentaram em 1.204, os primários em 911, os secundários em 2129.

Os institutos de beneficência e assistência administrados pela Igreja são no total 80.612, assim distribuídos: 5.236 hospitais, 16.679 dispensários, 656 leprosários, 14.794 institutos para idosos e portadores de deficiências, 9.996 orfanatos, 10.634 creches, 12.804 consultórios matrimoniais, 9.813 institutos de outro tipo. O continente com o maior número de estruturas é a América, seguido por Europa, Ásia, África e Oceania.

Estatísticas do site: Santa Sé

Aqui está a verdadeira riqueza da Igreja!

Então, essa era a sua visão da Igreja? Você sabia disso?

Pense bem!

Fraternalmente, em Cristo Jesus e Maria Santíssima!